Trump teria tentado recrutar cientistas da Alemanha para ter uma vacina exclusiva

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18 Março 2020

O presidente Donald Trump parece ter tentado atrair cientistas alemães que trabalham na cura do coronavírus para garantir direitos exclusivos de uma potencial vacina apenas para os EUA.

A reportagem é de Thomas Colson e Andrew Dunn, publicada por Business Insider, 17-03-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

O jornal WELT am Sonntag informou que o governo Trump ofereceu grandes somas de dinheiro à empresa biofarmacêutica alemã CureVac para garantir os direitos da vacina, "mas apenas para os EUA".

O governo alemão reagiu oferecendo incentivos financeiros para a empresa permanecer na Alemanha.

Karl Lauterbach, importante político alemão e professor de epidemiologia, reagiu à notícia dizendo: “A venda exclusiva de uma possível vacina aos EUA deve ser evitada por qualquer meio. O capitalismo tem limites”.

A CureVac disse ter mantido contatos com muitas organizações e autoridades mundiais, mas em uma declaração divulgada no domingo ao Business Insider, negou "os rumores de aquisição".

O presidente Trump teia tentado recrutar cientistas alemães que trabalham na cura do coronavírus, oferecendo grandes somas de dinheiro para garantir direitos exclusivos de seu trabalho para os EUA; é isso que afirma uma notícia que foi confirmada pelo governo alemão.

O respeitado jornal alemão WELT am Sonntag informou que Trump ofereceu grandes somas de dinheiro para atrair a empresa alemã CureVac para os Estados Unidos e garantir direitos exclusivos por uma vacina.

A empresa trabalha com o Paul-Ehrlich-Institut, uma empresa estatal de vacinas e biomedicinas, na cura do coronavírus.

A CureVac negou "rumores de uma aquisição" em um comunicado de 15 de março. A empresa de biotecnologia disse ter tido contatos com muitas organizações e autoridades globais, mas "se abstém de comentar especulações e rejeita as acusações sobre as ofertas de aquisição da empresa ou de sua tecnologia".

Uma fonte do governo alemão disse que Trump estava tentando de toda maneira encontrar uma vacina contra o coronavírus para os Estados Unidos, "mas apenas para os Estados Unidos".

Segundo o jornal, o governo alemão reagiu oferecendo incentivos financeiros à empresa para que permanecesse na Alemanha.

Um porta-voz do ministro da saúde alemão disse ao WELT am Sonntag que o governo estava envolvido em "intensas" discussões com a CureVac para manter a sede da empresa na Alemanha.

O jornal citou uma autoridade do Ministério da Saúde segundo o qual "o governo alemão é muito firme em garantir que as vacinas e as substâncias ativas contra o novo coronavírus sejam desenvolvidas também na Alemanha e na Europa".

"Nesse sentido, o governo está em estreito contato com a empresa CureVac".

Em comunicado separado, o Ministério da Saúde disse à Reuters que as notícias do WELT am Sonntag estavam corretas: "Confirmamos as notícias do WELT am Sonntag" disse um porta-voz.

Na semana passada, Florian von der Muelbe, Diretor de Produção e co-fundador da CureVac, disse que a empresa esperava obter uma vacina experimental para junho ou julho, de modo a solicitar a autorização para iniciar os testes em seres humanos.

Ele disse que a vacina de baixa dosagem que a empresa esperava desenvolver poderia ser adequada para produção em massa nas instalações existentes da CureVac.

Em um comunicado na semana passada, a CureVac disse que o demissionário diretor geral Daniel Menichella havia sido convidado à Casa Branca para um encontro com o presidente Trump para discutir estratégias e oportunidades sobre a produção de uma vacina contra o coronavírus.

"Estamos convencidos de que conseguiremos desenvolver uma poderosa vacina em poucos meses", disse Menichella em uma declaração.

Em resposta à notícia, Karl Lauterbach, importante político alemão e professor de economia sanitária e epidemiologia, tuitou: “A venda exclusiva de uma possível vacina para os EUA deve ser evitada por qualquer meio. O capitalismo tem limites”.

 

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