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11 Março 2020

Quando a epidemia de COVID-19 iniciou, o governo chinês tomou medidas sem precedentes para evitar a propagação do vírus. Em meio a uma crescente sinofobia ao redor do globo, iniciou o processo de isolamento de Wuhan, o epicentro do surto de coronavírus, fortificou controles, construiu hospitais, mobilizou trabalhadores da saúde, compartilhou informação com a OMS e iniciou pesquisas atrás de uma vacina eficiente.

A China está em luto pelas pessoas mortas no país e no mundo, e permanece em alerta máximo até o remédio ser encontrado. Também reconhece brechas na gerência da crise e está determinada a melhorar a qualidade de sua pesquisa científica a fim de fomentar inovação farmacêutica e empoderar a capacidade de prevenção contra doenças infecciosas. Enquanto a luta contra o COVID-19 está em andamento, não é justo tirar conclusões precipitadas, mas a hipótese de que a situação internacional seria muito pior e preocupante sem o comprometimento do governo chinês, parece lógica.

A reportagem é de George N. Tzogopoulos, publicada por Global Times e reproduzida por Carta Maior, 10-03-2020. A tradução é de Isabela Palhares.

A reação da comunidade internacional ao surto do COVID-19 na China pode ser resumida a seguir: alguns países ofereceram ajuda humanitária e claramente se posicionaram com o governo chinês em seus esforços para controlar a epidemia, e outros países, que – mesmo com sua simpatia teórica – escolheram uma abordagem distante e até ignoraram recomendações da OMS. A suspensão de vôos indo e vindo da China foi um indicativo. Mas as consequências dessa política ficaram evidentes mais tarde. A Itália, por exemplo, que está vivendo uma severa epidemia, falhou em calcular quantos cidadãos estavam chegando da China em seus aeroportos, o que não facilitou os controles salutares.

Um vírus não respeita fronteiras. Os países ocidentais estão, agora, vivendo a dor, o pânico e o medo. Os EUA não são exceção.

Um estudo da experiência chinesa desde o início do ano pode, talvez, oferecer insights úteis. Não é o momento de comparar sistemas sociais diferentes e alegar que um é superior ao outro. É hora de partilhar práticas, colaborar e ganhar essa luta global.

A união da sociedade chinesa tem sido impressionante. O termo “união” por si só é nativo da cultura chinesa, remontando às suas raízes na história imperial. Paciência e solidariedade pelo bem público sempre caracterizaram a orgulhosa nação chinesa.

A significância das novas tecnologias se tornou óbvia. Os médicos podem se comunicar online e discutir os problemas dos seus pacientes e tratamentos em potencial. Os estudantes são capazes de realizar cursos online em suas casas e muitos funcionários estão trabalhando de casa ao invés de ir ao escritório. O propósito tem sido limitar o movimento de pessoas o máximo possível.

Novos aplicativos de smartphones conseguem identificar o status de saúde dos cidadãos e fornecer controles e análises. Não é surpresa que o método esteja sendo criticado no ocidente. A evolução da internet tem gerado debates calorosos sobre resultados, positivos e negativos. A vida está mudando e se adaptando às novas conquistas tecnológicas e a digitalização é necessária. O que importa mais é a eficiência, a rapidez de resposta, coordenação exitosa e a segurança pública.

Os EUA foram recentemente afetados pelo COVID-19, e estão tentando aumentar o nível do seu preparo. Mesmo sendo uma economia desenvolvida, permanece vulnerável devido às deficiências em seu sistema de saúde, incluindo o custo incrivelmente alto dos planos de saúde e dos tratamentos médicos. É natural que o COVID-19 tenha se tornado uma questão na campanha eleitoral. Alimentou discordâncias entre Republicanos e Democratas, ao invés de gerar um debate calmo sobre ações necessárias, como o apoio aos trabalhadores da saúde e como os cidadãos pobres poderão pagar pelo teste e hospitalização. Crises públicas somente deveriam ser gerenciadas com responsabilidade e cooperação internacional.

 

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