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Junho de 2013 – Cinco Anos depois.Demanda de uma radicalização democrática nunca realizada

Edição: 524

Junho de 2013 passou pelas ruas do Brasil e arrastou qualquer ilusão de radicalização democrática que a Nova República, dos pactos oligárquicos, sequer foi capaz de sonhar. Com as estruturas da política partidária e institucional abaladas, o fino reboco da democracia representativa desmanchou de vez e, finalmente, transpareceu a fachada da crise da representatividade. Se de um lado os corpos não mais interrompem as vias internas das metrópoles, tampouco os caminhões as vias externas, como ocorreu recentemente, de outro os espectros de Junho de 2013 continuam a assombrar e desafiar a política institucional. Para fazer um balanço e uma análise sobre o fenômeno, a revista IHU On-Line, cinco anos depois, reúne uma série de pesquisadores e pesquisadoras para discutir os limites, os desafios e as perspectivas das Jornadas de Junho.

Populismo segundo Ernesto Laclau. Chave para uma democracia radical e plural

Edição: 508

A complexa Argentina que levou Perón à Casa Rosada não cabia nas categorias históricas do marxismo. Na tentativa de compreender o fenômeno, Ernesto Laclau (1935-2014) deu um passo adiante nos debates sobre a luta de classes e passou a construir um conceito que o tornou notável: o populismo. É justamente no contexto do peronismo que ele vê emergir um antagonismo pluralista em que os conflitos sociais convivem harmonicamente e, juntos, geram demandas comuns, sendo capazes de se insurgir como alternativa ao poder hegemônico instituído. Laclau passa a perceber na articulação do povo em sua multiplicidade, o desencadeamento de outra perspectiva de democracia. É da resistência e da rebelião, e não da exploração, que começa a política. Enfim, para Laclau, “o populismo é muito mais do que um estigma, uma anomalia, uma saída dos trilhos da normalidade; é um conceito-chave para pensar a política”, constata Myriam Southwell, aluna do sociólogo argentino.

Judicialização da política e da vida dos cidadãos. A democracia e o Estado de Direito em tensão

Edição: 494

A judicialização da política e da vida dos cidadãos e das cidadãs no Brasil contemporâneo é o tema em debate na edição da revista IHU On-Line desta semana. O que está em pauta, mais precisamente, é a tensão entre a democracia e o Estado de Direito, ou seja, entre a política e o direito. Pois, como afirma uma das entrevistadas, “a democracia não se reduz ao Estado de Direito. A democracia não pode ser confundida simplesmente como o regime da lei e da ordem, mas da lei, da ordem e dos conflitos”.

Publicações

  • Cadernos IHU ideias

    297º - Escatologias tecnopolíticas contemporâneas

    Autor: Ednei de Genaro

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  • Cadernos IHU ideias

    296º - O desassossego do leitor: subjetividades juvenis e leitura na contemporaneidade

    Autor: Maria Isabel Mendes de Almeida

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  • Cadernos IHU ideias

    295º - Função social da propriedade e as tragédias socioambientais de Mariana e Brumadinho: Um constitucionalismo que não é para valer

    Autor: Cristiano de Melo Bastos

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