Coronavírus, o Papa não esquece “seus” pobres. Krajewski: “Nós os ajudamos com inteligência evangélica, de acordo com as normas”

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12 Março 2020

“Não abandonamos os sem-teto e os necessitados de Roma. Respeitando as regras impostas pela emergência do vírus, com inteligência evangélica, continuamos a sair às ruas para alimentá-los. Em nome do Papa, que da maneira mais absoluta não os esquece”. Palavra do cardeal Konrad Krajewski, o esmoleiro de Sua Santidade, que ilustra em uma conversa com o La Stampa-Vatican Insider as precauções tomadas para não abandonar os pobres de Roma. Os "pobres do papa".

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por La Stampa, 11-03-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

De hoje à noite, 10 de março de 2020, até vigorarem os recentes decretos lançados pelo governo italiano devido à epidemia de Covid-19, a expedição que viaja do Vaticano pelas ruas da capital para fornecer alimentos e suprimentos aos pobres continua regularmente, com algumas mudanças na forma. "A substância do serviço é a mesma - garante Krajewski - apenas mudam as modalidades de acordo com as normas que devemos respeitar também no Vaticano".

A partir de hoje "começamos a preparar nossas refeições habituais, mas colocando-as em uma sacola, que eu chamo de ‘sacola do coração’, porque é preparada com amor". Dentro tem um sanduíche, duas bananas, maçãs, atum. Tudo é carregado na van e, em seguida, chegando aos pontos de encontro habituais: "a entrega do alimento é feita à mão".

Outra mudança: "Saímos uma hora mais cedo, para que, quando os necessitados cheguem, não precisem fazer fila: recebem a ração e partem imediatamente". O conceito é claro: "Não devemos criar aglomerações, todos juntos e perto demais".

Mas é "absolutamente necessário mantermos o serviço ativo - destaca o cardeal - caso contrário, o que todas essas pessoas poderiam fazer, a quem recorrer para comer alguma coisa?".

O cardeal polonês destaca: “Temos de deixar essa mensagem, porque hoje corremos o risco de pensar apenas em nós mesmos. Mas os pobres? Para eles é mais difícil. Não devemos e não podemos esquecer de estender a mão àqueles que sofrem e estão sozinhos”.

Krajewski revela que “muitos voluntários ficaram assustados e preferiram parar durante esse período. É perfeitamente normal, não é falta de coragem. Mas não somos poucos! Somos praticamente o mesmo número - exclama - porque existem outros novos que quiseram se colocar em ação”. São sobretudo diáconos permanentes, padres e freiras. Agora não celebramos as missas - comenta Krajewski -, mas lavamos os pés dos pobres, o que se torna uma espécie de ‘celebração eucarística’". Os novos voluntários "sabem que essa ajuda evangélica em um momento tão difícil cabe principalmente a nós, consagrados".

O Esmoleiro polonês também se concentra na atividade das "nossas cantinas: as menores nessas semanas não preparam almoços com os hóspedes sentados à mesa juntos: em vez disso, fornecem uma sacola com a comida para levar". Enquanto onde há ambientes amplos, "são feitos dois turnos, para que os necessitados se sentem às mesas a uma distância de segurança, da mesma forma que fazemos, por exemplo, no Palazzo Migliori". O importante é que eles "não façam filas para esperar".

O Cardeal reitera: "Respeitamos todas as normas, mas ninguém fica sem ajuda".

De fato, “também deixamos os chuveiros e banheiros abertos, porque para os pobres é uma necessidade e isso deve ser respeitado. Se fecharmos os banheiros, para onde eles iriam? Portanto, continuam à disposição, sempre observando as distâncias de segurança: não se podem criar filas e não pode ficar parado ali na frente, todo mundo entra e depois vai embora, assim esse serviço continua sendo garantido”.

Além disso, Krajewski está "entregando pessoalmente máscaras para os pobres nas cantinas e banheiros, onde temos centros de assistência".

Em suma, "não devemos esquecer os mais vulneráveis ​​- ressalta ele com ênfase - usando toda a inteligência evangélica, o Papa através de nós garante que os pobres sejam ajudados e servidos, de acordo com as regras".

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