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18 Abril 2018

“Eu acredito que haverá um terremoto na Igreja chilena e vários bispos vão cair, não apenas Barros”. As palavras de Juan Carlos Cruz soam como uma profecia sobre o que está para acontecer quando, na terceira semana de maio, o Papa Francisco se encontrar com os bispos chilenos. Uma tomada de decisões que ultrapassa o “caso Barros”, como admitiram alguns dos “bispos de Karadima”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 16-04-2018. A tradução é de André Langer.

Um deles, o bispo de Linares, Tomislav Koljatic, admitiu que, se não foi “suficientemente lúcido” para compreender o que estava acontecendo na Paróquia de El Bosque, “assumirei minha responsabilidade”. Koljatic fazia parte do ‘círculo de ferro’ de Karadima, junto com Juan Barros, Andrés Arteaga e Horacio Valenzuela, todos denunciados como acobertadores dos abusos sexuais cometidos pelo sacerdote.

Em entrevista à Rádio Cooperativa, o prelado afirmou que estava “em uma atitude muito positiva de acolher tudo o que o Santo Padre vai nos pedir e pedindo também para que nos coloquemos em um estado de oração”.

“O Papa quer que façamos discernimento juntos e é isso que estamos fazendo, e bom, se cometi erros ou não cumpri bem minha missão, é claro, isso faz parte do que o Senhor pede a todos nós”, acrescentou, repetindo que, “evidentemente, tenho que assumir essa responsabilidade”.

Na sua presença, o bispo de Talca, Horacio Valenzuela, destacou que “a solução não passa por aí (pedidos de renúncia). Passa por rezar com o Papa e ver o que ele nos diz”. O prelado, outro dos indicados, reconheceu, sim, que “errei ao não me dar conta de que coisas más estavam acontecendo”.

O prelado – que é acusado de acobertar os abusos do padre Fernando Karadima e já enfrenta pedidos de renúncia por parte de organizações leigas, assim como o seu colega de Osorno, Juan Barros – disse que “todos nós temos fraquezas, todos nós cometemos pecados, todos nós nos comportamos mais ou menos mal: não estávamos atentos quando coisas más aconteciam, faltou lucidez para estar mais perto daqueles que sofriam tudo isso”.

Por isso, admitiu que “me equivoquei ao não me dar conta de que coisas más estavam acontecendo, como aconteceu durante o governo militar também, quando muitas pessoas não sabiam o que estava acontecendo e não eram culpadas; elas simplesmente não sabiam, mas vamos deixar isso para Deus”.

Por outro lado, o presidente da Conferência Episcopal dos Bispos do Chile, Santiago Silva, destacou que “esta situação nos envergonha, a nossa dor é grande e pedimos novamente perdão do fundo do coração, especialmente quando a Igreja tem a vocação de ser um espaço saudável e seguro para crianças e jovens. Estamos empenhados em fazer o impossível para acompanhar as vítimas, reparar os danos causados e evitar essas situações”.

Ele também salientou que, “como Igreja no Chile, não estamos bem. A crise se instalou nela, mas enquanto Povo de Deus, pois não se trata apenas de uma crise do episcopado. Nem apenas de manipulação de consciência ou de abusos sexuais”.

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