Chile. Sodano, Errázuriz e Ezzati, sepulcros caiados

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25 Abril 2018

Jesus, nas sete maldições, atacou duramente os fariseus e a cúria vaticana daquela época, usando uma linguagem direta e frontal. Ele não se intimidava com o poder que ostentavam, não se importava em dizer-lhes na cara que eram filhos de assassinos, cheios de podridão, raça de víboras, filhos do inferno, ladrões e gananciosos.

O artigo é de Reinaldo Sapag Chain, professor na Faculdade de Economia da Universidade do Chile e presidente da Corporación Cardenal del Pueblo, publicado por Reflexión y Liberación, 24-04-2018. A tradução é de André Langer.

Jesus disse-lhes a verdade. A mesma verdade que hoje o Papa Francisco disse àqueles que lhe mentiram e defenderam a podridão e a maldade.

Angelo Sodano foi um grande amigo de Karadima. Na Paróquia de El Bosque ele tinha uma poltrona especial e lhe prestava permanente homenagem quando era núncio no Chile. Sodano, mais tarde nomeado cardeal e secretário de Estado na Santa Sé, numa época em que o amado Papa São João Paulo II encontrava-se muito debilitado e doente, usou todo o seu poder para nomear bispos os discípulos de Karadima.

Sodano nunca teve simpatias pelo querido e memorável cardeal Raúl Silva Henríquez. Ele nunca visitou o Vicariato da Solidariedade, criado por dom Raúl para defender os chilenos de uma implacável ditadura que assassinava, torturava ou fazia desaparecer os adversários ou aqueles que pensavam diferente.

Ele nunca aprovou a gestão de dom Raúl e ocupou-se para que a renúncia de dom Raúl fosse imediatamente aprovada quando tinha apenas 75 anos de idade, quando o cardeal Silva encontrava-se na plenitude das suas faculdades.

Errázuriz também é um discípulo de Sodano. Ricardo Ezzati foi promovido por Errázuriz perante o poderoso e influente Sodano para ser nomeado bispo, arcebispo e cardeal.

“Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês percorrem o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguem, o tornam merecedor do inferno duas vezes mais do que vocês” (Mt 23, 15), disse Jesus.

O próprio Papa Bento XVI renunciou ao seu papado quando viu sua impossibilidade de banir da Santa Sé a hipocrisia eclesial. Na sua homilia da quarta-feira de cinzas de 2013, pronunciada dois dias após ter tornado pública a sua renúncia, assinalou que não se sentia suficientemente forte para lutar contra os hipócritas que ostentavam e seguem ostentando o poder na cúria vaticana.

O Papa Francisco, com valentia e coragem, está enfrentando a hipocrisia da mesma forma que Jesus fez há dois mil anos.

Jesus não escolheu palavras suaves. A eles disse: “Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos mortos e podridão. Assim também vocês: por fora, parecem justos diante dos outros, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça” (Mt 23, 27-28).

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