Estudo australiano afirma que, no melhor dos casos, coronavírus causaria 15 milhões de mortes

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13 Março 2020

A epidemia do coronavírus que se espalhou a partir de Wuhan, na China, matou mais de 4.300 pessoas e infectou mais de 121.000. O vírus, que provoca uma doença conhecida como Covid-19, se espalhou para pelo menos 81 países.

A reportagem é de Rosie Perper, publicada por Business Insider, 12-03-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Embora ainda não se saiba muito sobre o vírus, um painel de especialistas australiano estimou que poderia ter graves consequências para o Produto Interno Bruto mundial.

Novos modelos produzidos na Australian National University (ANU) levam em consideração sete cenários sobre como a epidemia poderia afetar a riqueza global, indo do menos grave ao mais grave.

No modelo de baixa gravidade – ou seja, a melhor das sete hipóteses – os pesquisadores da ANU estimam uma perda no PIB mundial de 2,4 trilhões de dólares, com um número de vítimas estimado em 15 milhões.

Nos EUA, foram relatados mais de 150 casos, com 11 mortes em dois Estados. A Organização Mundial de Saúde declarou a epidemia como emergência de saúde pública internacional e advertiu que a janela de oportunidade de contenção está se estreitando.

Na terça-feira, 9, a OMS constatou que, com base nos últimos dados, a taxa de mortalidade global do novo coronavírus era de 3,4% – superior às estimativas iniciais de cerca de 2%. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o novo coronavírus é “um vírus único com características únicas”.

Embora ainda não se saiba muito sobre o vírus, o grupo de especialistas australianos alertou para o impacto que o vírus poderia ter sobre a vida das pessoas se não for controlado.

Entre os modelos da ANU, quatro dos sete cenários expostos examinam o impacto da disseminação do Covid-19 fora da China, sempre em ordem de gravidade. Um sétimo cenário examina um impacto global no qual uma pandemia de pequeno porte ocorre radicalmente todos os anos.

Mas, mesmo no modelo de baixa gravidade – ou seja, o melhor dos sete cenários, que o estudo admitiu não ser definitivos – os pesquisadores da ANU estimam uma perda global no PIB de 2,4 trilhões de dólares, com um número estimado de 15 milhões de mortes.

As estimativas foram modeladas sobre a pandemia de gripe de Hong Kong, uma epidemia que se espalhou entre 1968 e 1969, e que se estima que tenha matado cerca de um milhão de pessoas.

No modelo mais grave – modelado sobre a pandemia de gripe espanhola, que se estima que matou entre 17 e 50 milhões de pessoas em todo o mundo entre 1918 e 1920 – o PIB global poderia perder até 9 trilhões de dólares. Nesse modelo, o número de vítimas é estimado em mais de 69 milhões.

“As nossas hipóteses mostram que mesmo uma epidemia contida poderia ter um impacto significativo em curto prazo na economia global”, disse Warwick McKibbin, professor de Economia da ANU, um dos autores do estudo.

“Mesmo na melhor das hipóteses de impacto de baixa gravidade, as consequências econômicas serão enormes, e os Estados terão que colaborar o máximo possível para limitar os possíveis danos”, acrescentou.

A pesquisa deve ajudar os responsáveis políticos a reagir ao impacto econômico do Covid-19, assumindo a constante propagação da doença.

“É preciso investir muito mais em saúde pública e em desenvolvimento, especialmente nas nações mais pobres”, disse McKibbin. “É tarde demais para tentar fechar as fronteiras depois que a doença se instalou em muitos outros Estados e estamos diante de uma pandemia global.”

 

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