Chile. O cardeal Errázuriz não irá participar do encontro dos bispos com o Papa

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10 Maio 2018

O que era um rumor foi confirmado oficialmente. A Arquidiocese de Santiago informou que o cardeal Francisco Javier Errázuriz não comparecerá ao encontro com o Papa Francisco em Roma, para o qual foram convocados todos os bispos chilenos.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 09-05-2018. A tradução é de André Langer.

Errázuriz, um dos membros do C9, é apontado como um dos principais responsáveis (junto com o núncio Scapolo) pelo caso Barros, que levou à maior crise da história da Igreja chilena.

Fontes oficiais confirmaram ao Il Sismógrafo que Errázuriz se ausentará “por motivos pessoais”, sem entrar em detalhes. O cardeal não será a única ausência. Também faltarão Andrés Arteaga, bispo auxiliar de Santiago, e outros bispos eméritos, como dom Bernardino Piñera e Jorge Medina, devido a sua idade avançada. O que vai acontecer com o polêmico Juan Barros ainda não está decidido, embora tenha manifestado sua intenção de participar.

Errázuriz disse que “o Papa sabe a contribuição que poderia dar” e que, portanto, se ofereceu para deixar por escrito, o que a mais alta autoridade da Igreja Católica aceitou, após ouvir os relatos das vítimas de Fernando Karadima, que apontaram o arcebispo emérito de Santiago como um dos principais acobertadores.

O encontro com o Papa acontecerá entre os dias 14 e 17 de maio em Roma. De acordo com membros da Igreja e especialistas, Francisco deverá remover vários bispos, entre eles, Juan Barros, bispo de Osorno, acusado de acobertar Karadima. Também deverá ordenar uma reorganização de toda a hierarquia eclesiástica chilena.

“O que prevejo é uma grande turbulência na Igreja chilena. Refiro-me à saída de bispos (...) e a dar uma nova direção à Igreja no Chile”, disse o bispo de Aysén, Luis Infanti, ao jornal La Tercera.

O tom que Francisco deverá adotar transparece nos termos da recente carta que ele enviou aos bispos chilenos, na qual os convocou a Roma após admitir ter “incorrido em graves erros de avaliação e percepção da situação, especialmente por falta de informações verdadeiras e equilibradas”.

“É uma carta em que está preparando as condições para medidas que vão muito além da renúncia de Barros. O Papa vai ter que tomar medidas com um grupo de bispos e com as estruturas da Igreja para que no futuro se garanta que os canais de comunicação sejam verdadeiros”, disse à AFP, o sociólogo e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Santiago Cristián Parker.

Tudo aponta para o núncio apostólico Ivo Scapolo, responsável oficial para fazer chegar a Roma qualquer tipo de informação, e o cardeal Francisco Javier Errázuriz, que também deverão ser sancionados pelo Papa. Espera-se também a renúncia do arcebispo de Santiago, Ricardo Ezatti, que ignorou as denúncias contra Karadima.

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