Covid-19 na América Latina: 26 mil crianças podem morrer nos próximos meses

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16 Mai 2020

Nos próximos três meses, 26.057 crianças podem morrer, em plena à pandemia do coronavírus na América Latina. Segundo o estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), muitas dessas mortes poderiam ser evitadas, mas os sistemas de saúde estão cada vez mais sobrecarregados e interrompendo diversos atendimentos com o avanço da Covid-19.

A reportagem é publicada por Observatório da América Latina.

Esses atendimentos para UNICEF vão desde planejamento familiar, pré-natal e pós-natal, parto, vacinação e serviços preventivos e curativos. Além disso, a redução nos tratamentos de sepse neonatal e pneumonia. As estimativas mostram os impactos dos cuidados de saúde de rotina sendo interrompidos poderá implicar na mortalidade das crianças.

No caso menos grave, em que a cobertura de saúde é reduzida em torno de 15%, nos próximos 3 meses, poderá acontecer 281 de nas mortes na América Latina de crianças menores de cinco anos. Numa perspectiva de longo prazo, a estimativa indica 1.123 mortes em doze meses.

Em um cenário pior, em que os atendimentos de saúde são reduzidos em cerca de 45% na América Latina, acontecerá 1.981 mortes de crianças menores de cinco anos nos próximos três meses. Em relação aos próximos doze meses, chegaria a 7.923.

Mortes causadas por outros fatores

O estudo da UNICEF também considerou outras variáveis que causa mortes de crianças, para além do antedimento no sistema de saúde. A imunização, amamentação, nutrição adequada e tratamento de doenças infantis. Reduções na poluição do ar e acesso a higiene básica, água potável e saneamento também contribuem para salvar muitas crianças em fase de crescimento.

Os mesmos cenários foram levantados para essas fatores que causam mortalidade. O melhor cenário nos próximos três meses aponta para 3.864 mortes de crianças de 5 anos na América Latina. Em seis meses, alcançaria 15.456 mortes. No pior cenário, os três primeiros meses seriam 26.067 mortes e 104.229 casos nos próximos doze meses.

Em todos os cenários, o Brasil e México seriam os países com mais mortes de crianças de menos de cinco anos. De acordo com o estudo, e assumindo reduções na cobertura de saúde no pior cenário, o Brasil estaria entre os 10 países do mundo que poderiam ter o maior número de mortes infantis adicionais.

O que diz o UNICEF

“No pior cenário, o número global de crianças que morrem antes do quinto aniversário pode aumentar pela primeira vez em décadas. Não devemos deixar mães e filhos se tornarem danos colaterais na luta contra o vírus. E não devemos perder décadas de progresso na redução das mortes evitáveis de crianças e mães.”, disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore.

O UNICEF também está preocupado com os outros efeitos da pandemia na educação das crianças. Mais de 154 milhões de crianças, cerca de 95% dos alunos matriculados na América Latina estão temporariamente fora da escola devido à Covid-19. Além da falta de alimentação e higiene oportunizadas pelas escolas, o UNICEF lembra que muitos países começaram a implementar modalidades de ensino a distância. No entanto, 33% da população não tem acesso à internet na América Latina, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

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