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A oficina de Direitos do Consumidor ocupou os corredores da Unisinos São Leopoldo na última quarta-feira para discutir sobre os direitos e deveres do/a consumidor/a. A roda de conversa foi orientada por Ana Elisa Schumacher e Ariane Malheiros de Melo, acadêmicas de Direito e Psicologia, respectivamente, e atuantes no Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas do Centro de Cidadania e Ação Social - CCIAS.

Ana Elisa e Ariane vieram à EcoFeira para esclarecer dúvidas sobre o consumo e também para apresentar o Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas aos participantes. “Estamos sempre consumindo algum produto ou serviço e muitas vezes não sabemos quais são os nossos direitos e garantias, qual o alcance disso nas nossas vidas”, explica Ana. Todas essas garantias estão previstas no Código do Consumidor, vigente desde 1990 e pouco conhecido pela população. 

O código, que foi Instituído pela Lei Nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, veio principalmente para a proteção do consumidor, mas também apresenta diversos deveres que a população deve atentar na hora de consumir, sendo eles a preocupação social, a solidariedade, pesquisa, consciência ambiental, honestidade e o cuidado com a nota fiscal, explicam as meninas. No cumprimento do Código do Consumidor, o/a cidadão/ã está amparado por órgãos como o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON e também o Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas.

Conhecendo o Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas

O Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas é uma parceria ente o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e a Unisinos. A partir da realidade de superendividamento dos cidadãos da cidade de São Leopoldo, viu-se a necessidade de um projeto que pudesse auxiliar essa parcela da sociedade a saldar suas dívidas. O superendividamento ocorre quando os gastos das famílias são maiores que sua renda.

Ana Elisa e Ariane percebem que a razão do déficit orçamentário tem se transformado ao longo dos anos. Antes, a maioria das pessoas que buscava o auxílio do projeto possuía dívidas de cartões de crédito, mas agora as dívidas costumam ser com prestadoras de serviços básicos, como água e luz. No debate promovido pela Oficina ficaram evidenciadas as necessidades de contextualizar os cenários geradores destas realidades determinados pelo capitalismo financeiro e de todas as formas de financeirizaçãomercantilização da vida. Desafios se colocam no sentido de não culpabilizar as pessoas e grupos sociais.

Essa mudança no endividamento preocupa, pois percebe-se que as famílias não conseguem dar conta de suprir suas necessidades básicas. A falta de políticas públicas eficazes, o alto índice de desemprego no país e a alarmante situação financeira têm feito com que a população não consiga sair da vulnerabilidade social. E é para isso que o Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas trabalha, fazendo mediação entre as pessoas em situação de superendividamento e os credores. 

O projeto dialoga com ambas as partes do processo para que os credores possam receber o valor por seus serviços e o cidadão tenha seu crédito restaurado. Além de mostrar soluções para que esses débitos sejam quitados, um dos principais objetivos do projeto é evitar que essas pessoas voltem a adquirir novas dívidas, com acompanhamento pós-resolução de dívidas.

Todas as terças-feiras, às 13h45min, a equipe do Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas recebe a população para acolhimento, na sala 604 do sexto andar do Fórum de São Leopoldo.

EcoFeira

A EcoFeira Unisinos acontece todas as quartas-feiras em frente ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, no corredor central da universidade. Semanalmente, ocorre também a programação cultural da feira, que cria espaços de diálogo sobre alimentação, sustentabilidadecidadania e políticas públicas, proporcionando troca de saberes entre seus participantes. Os eventos são gratuitos e abertos à população. Confira aqui a programação completa da EcoFeira para o primeiro semestre de 2019.

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O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, acessou as bases de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED com o intuito de apresentar as movimentações do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre do mês de março e do primeiro trimestre. O destaque vai para o setor da construção civil, que registrou uma movimentação de 797 postos de trabalho a menos. Confira abaixo o texto com as informações mais detalhadas:

Março de 2019

A Região Metropolitana de Porto Alegre fechou o mês de março com mais pessoas demitidas do que contratadas. Em termos absolutos, foram 40.164 contratações contra 40.545 demissões, resultando em um saldo negativo de 381 postos de trabalho. Em fevereiro, o quadro de contratação foi melhor se comparado com março, pois aquele mês registrou um saldo positivo de 5.425 trabalhadores.

Os municípios de Porto Alegre e Canoas recebem destaque pelos maiores saldos negativos do mês de março, sendo 1.459 e 282 pessoas, respectivamente. Por outro lado, São Leopoldo contratou 220 trabalhadores a mais em comparação aos demitidos, bem como Eldorado do Sul e Campo Bom, com 176 e 213 admissões a mais, respectivamente. 

InfográficoAdmitidos e desligados na RMPA em março de 2019

Do total de 40.164 contratações, 53% foram de trabalhadores homens, isto é, mais de 2 mil homens foram admitidos no mês de março se comparados com o número de mulheres. Todavia, assim como no mês anterior, o maior número de demissões recaiu sobre os trabalhadores do sexo masculino: 22.387 desligamentos ou 55% do total registrado.

Sapiranga, Montenegro, Parobé, São Leopoldo e Porto Alegre foram municípios onde contrataram mais trabalhadores do sexo feminino no mês de março. A capital, por exemplo, absorveu 9.607 mulheres e 9.428 homens no mercado de trabalho formal. 

InfográficoAdmitidos e desligados por sexo na RMPA em março de 2019

InfográficoSaldo de trabalhadores na RMPA em março de 2019

O destaque do mês de março vai para o setor da construção civil. Este setor apresentou uma movimentação de 797 postos de trabalho a menos. Os serviços industriais de Utilidade Pública também demitiram mais do que contrataram, registrando um saldo de -114. O setor de serviços também acompanhou esta tendência, contabilizando -35 postos de trabalho. Por outro lado, a indústria da transformação admitiu 515 trabalhadores a mais e o comércio também apresentou um saldo positivo de 33 contratados. 

InfográficoNúmero de admissões e demissões por setor na RMPA em março de 2019

Admissões e demissões da região no primeiro trimestre de 2019

O primeiro trimestre deste ano fechou com um total de 124.141 contratações e 118.263 demissões, resultando em um saldo positivo de 5.878 postos de trabalho. Os trabalhadores com idade entre 17 e 29 anos apresentaram saldo positivo, ou seja, houve mais contratados que demitidos. Entretanto, trabalhadores de 50 a 64 anos registraram 2.474 demissões a mais, bem como os cidadãos com mais de 65 anos, que registraram um saldo negativo de 670 postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano. Outro destaque vai para empregados com faixa etária entre 30 e 39 anos, representando 27% do total de contratações e 29% do total de demissões. 

InfográficoSaldo de trabalhadores na RMPA no primeiro trimestre de 2019

InfográficoNúmero de contratações e demissões por município na RMPA no primeiro trimestre de 2019

O município de São Leopoldo fechou o período analisado com 1.138 contratações a mais, seguido de Novo Hamburgo, com 1.055 admissões. Canoas e Porto Alegre, por outro lado, fecharam o semestre com saldo negativo de -292 e -1.738, respectivamente.

InfográficoNúmero de contratações e demissões por faixa etária na RMPA no primeiro trimestre

O setor de serviços representou, no primeiro trimestre deste ano, 48% do total de admitidos e demitidos. O comércio, em seguida, foi responsável por 23% das contratações e 25% das demissões. A indústria da transformação fechou os primeiros três meses com um saldo positivo de 4.738. Por outro lado, a construção civil registrou –595 postos de trabalho. 

InfográficoNúmero de contratações e demissões por setor na RMPA no primeiro trimestre

Os dados desta publicação são complementares à Carta do Mercado de Trabalho produzida pelo Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas, a qual contempla dados acerca do mercado de trabalho formal no Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre e no município de Canoas referentes ao mês de março de 2019.

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Com o propósito de fornecer subsídios e informações atualizadas para análises e proposições de políticas públicas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea e a Fundação João Pinheiro - FJP organizaram o Radar IDHM: estudo baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - PNAD, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, que permite atualizar as informações disponibilizadas pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

Além do Índice de Desenvolvimento Humano - IDHM e das suas desagregações por sexo e cor para os anos 2016 e 2017, o Radar IDHM também disponibiliza os resultados dos três subíndices: educação, longevidade e renda. O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, apresenta a síntese dos indicadores para a Região Metropolitana de Porto Alegre.

Eis o texto.

Brasil

De 2016 a 2017, o IDHM do Brasil cresceu de 0,776 para 0,778, ou seja, quanto mais próximo de 1,000, melhor o índice de desenvolvimento humano. O crescimento ocorreu mesmo com a queda no valor do índice da dimensão renda de 0,748 para 0,747. Segundo o PNUD, esse percentual reflete uma queda de 0,92% no valor da renda per capita, que passou de R$ 842,04 para R$ 834,31.

Por outro lado, apesar da queda na renda, o IDHM foi puxado pelos índices das dimensões longevidade de 0,845 para 0,850, significando o crescimento da esperança de vida de 75,72 anos para 75,99 anos.

O índice de educação cresceu um pouco, de 0,739 para 0,742 entre 2016 e 2017. No caso do último ano, o PNUD destaca que seu crescimento se deveu ao aumento do subíndice de frequência escolar, uma vez que o subíndice de escolaridade da população adulta brasileira permaneceu praticamente constante.

Estados

No IDHM dos estados brasileiros, em 2017, quatro aparecem com médio desenvolvimento humano, sendo todos estados do Nordeste, vinte aparecem na faixa de alto desenvolvimento humano e três estão na faixa de muito alto desenvolvimento humano. São eles: Distrito Federal (0,850), São Paulo (0,826) e Santa Catarina (0,808).

Dentre os 27 estados, seis apresentaram redução no IDHM entre os anos de 2016 e 2017. Acre (-0,010) e Roraima (-0,006) registraram as maiores quedas no índice, seguidos por Rio Grande do Norte (-0,005), São Paulo (-0,005) e Distrito Federal (-0,004). Alagoas e Paraná mantiveram os valores inalterados entre 2016 e 2017. As maiores tendências de avanços foram no Amazonas (0,017) e na Paraíba (0,013).

Região Metropolitana de Porto Alegre

O IDHM da Região Metropolitana de Porto Alegre passou de 0,788 para 0,795 entre 2016 e 2017. As maiores tendências de aumento foram observadas na Região Metropolitana de João Pessoa (0,021), na de Manaus (0,019) e na Grande Teresina (0,018). Oito registraram redução no índice entre os dois anos analisados, com destaque para as Regiões Metropolitanas de Natal (-0,017), Cuiabá (-0,010) e São Paulo (-0,007). Vitória (0,002) e Rio de Janeiro (0,001) apresentaram os menores avanços. A Região Metropolitana de Aracaju não apresentou alteração nesse período. 

Ao abrir o IDHM de 0,795 da Região Metropolitana de Porto Alegre, houve aumento no índice de longevidade (0,823), educação (0,754) e renda (0,811). No entanto, o IDHM dos brancos foi de 0,811 em 2017, enquanto dos negros foi de 0,731, abaixo da média da própria Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo os dados da PNUD, as maiores desigualdades entre brancos e negros são encontradas nas regiões metropolitanas de Maceió, Salvador e Porto Alegre

Em relação ao IDHM educação, a Região Metropolitana de Maceió é a que apresenta a maior diferença entre brancos e negros, seguida da Região Metropolitana de Porto Alegre, ou seja, o IDHM educação foi de 0,779 para os brancos e 0,669 para os negros. O índice de longevidade foi de 0,829 para os brancos e 0,805 para os negros e o índice de renda foi de 0,826 para os brancos e 0,726 para os negros.

Em uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2017, já era possível verificar o grau de desigualdades na Região Metropolitana de Porto Alegre em termos de renda. Os dados da PNAD ainda possibilitam saber a desigualdade por cor e raça no ano de 2017. A diferença do rendimento médio recebido entre brancos e pretos e pardos foi acima da média nacional regional: 55,11%, em valores, uma diferença de R$ 2.292,26 dos rendimentos dos pretos e pardos.

O nível de desenvolvimento humano é desigual também entre homens e mulheres na Região Metropolitana de Porto Alegre. O IDHM das mulheres foi de 0,791 e dos homens de 0,798. Embora o IDHM educação das mulheres seja de 0,774 e dos homens de 0,734, e o IDHM longevidade de 0,790 para os homens e 0,865 para as mulheres, o IDHM renda das mulheres é de 0,739 e dos homens é de 0,876. Em 2017, segundo o IBGE, nos municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, a diferença salarial foi maior: 28,62% entre homens e mulheres, representando uma diferença de R$ 1.224,70. 

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Na última terça-feira, a Unisinos São Leopoldo recebeu a oficina “Introdução à Metodologia de Análise de Conteúdo”, ministrada pela MS Bibiana Martins dos Santos. A atividade foi promovida pelo Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

O encontro tem como objetivo contribuir para a qualificação dos métodos e técnicas de análise de conteúdo, que constituem os processos de pesquisa necessários para melhor refletir e intervir nas realidades. A oficina foi desenvolvida a partir dos estudos das obras dos autores Laurence Bardin (1977) e Roque Moraes (1998; 1999) sobre o tema.

Bibiana começa a atividade retomando a história da análise de conteúdo, que iniciou com o estudo de textos sagrados. Depois, a ministrante passou para as principais diferenças entre as metodologias de pesquisa de análise de conteúdo e análise de discurso, que são comumente confundidas. Tanto uma quanto a outra tratam sobre o estudo de comunicações, mas analisam partes diferentes dentro do processo de comunicação.

Após as definições teóricas do que é a análise de conteúdo, suas técnicas e diferenciações com outras metodologias, Bibiana passou para a parte prática da oficina, levando a turma a fazer uma análise de conteúdo interagindo com o meio em que estavam inseridos. Durante o evento, alunos dos cursos de Economia, Serviço Social e Jornalismo puderam pôr em prática toda a explicação da professora Bibiana Martins dos Santos a partir da técnica de análise temática.

No dia 9 de maio, quinta-feira, o ObservaSinos levará a oficina “Introdução à Metodologia de Análise de Conteúdo” para o campus da Unisinos em Porto Alegre. A atividade segue com a apresentação da MS Bibiana Martins dos Santos e acontece às 16h30min na sala TEDU 305. Inscreva-se aqui.

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Ecofeira Unisinos foi idealizada para a promoção de práticas sociais, ambientais e ecológicas, possibilitando o diálogo dentro da universidade sobre temas tão pertinentes à nossa realidade, como cidadaniapolíticas públicas e meio ambiente. Toda quarta-feira, feirantes da região reúnem-se no corredor em frente ao Instituto Humanitas Unisinos - IHU para a mostra e venda de seus produtos. Assim, o intuito da feira é também valorizar o produtor e o desenvolvimento a partir da produção local.

Paralelo às atividades de mostra e comercialização de produtos naturaissustentáveis e orgânicos, semanalmente a EcoFeira Unisinos promove atividades culturais que fomentam o diálogo de ensinagens no ambiente acadêmico. Na última quarta-feira, dia 24 de abril, o evento oportunizou, em parceria com o Grupo Araçá de Consumo Responsável, uma roda de conversa sobre consumo consciente.

Conheça o Araçá

O Grupo Araçá trabalha na região do Vale do Rio dos Sinos justamente como um grupo de consumo consciente. A equipe conecta o produtor agroecológico ao consumidor que tem buscado produtos com menor impacto ambiental. As encomendas são realizadas on-line, pelo site www.araca.eco.br, e entregues pelo grupo em núcleos do Araçá. Hoje, cerca de 150 pessoas participam do coletivo de compras e aproximadamente 40 produtores fornecem sua produção a cinco núcleos da equipe espalhados na região.

Uma vez por mês são realizados os pedidos, que são entregues na semana seguinte nos núcleos do grupo ou pela equipe do Bicicletar – voluntários que entregam de bicicleta os produtos na região. O pedido mínimo é de R$ 30,00 e há uma taxa de contribuição de R$ 10,00 mensais para os participantes. Essa contribuição mensal é utilizada para cobrir as despesas como o combustível dos voluntários que se prontificam a fazer o transporte das mercadorias.

Círculo Cultural

A roda de conversa faz parte dos encontros do Círculo Cultural, que integra a programação da Ecofeira, ocorrendo uma vez por mês nos corredores da Unisinos. O prof. Telmo Adams, do PPG de Educação da Unisinos, mediou a conversa sobre consumo consciente, retomando o último encontro do Círculo, que discutiu as mazelas da fome a partir do documentário “Histórias da Fome no Brasil”, de Camilo Tavares.

A fome e o consumo consciente são temas que estão intimamente ligados e devem ser igualmente debatidos. O estímulo à economia solidária é um dos caminhos para que o desperdício das grandes produções diminua, incentivando assim a produção local. Consumindo do produtor regional, busca-se uma melhor qualidade nos alimentos por um preço que seja justo e acessível à comunidade. “É uma questão de resistência. De descentralizar essas grandes empresas, essas grandes multinacionais que são donas de outras pequenas empresas”, explica Rafael Santos, do Grupo Araçá.

Durante o encontro, foi debatida a possibilidade de a Unisinos tornar-se também um núcleo do grupo, com a compra de produtos não perecíveis. A compra de frutas, legumes, verduras ou hortaliças no campus continuará sendo realizada semanalmente com os expositores da EcoFeira. Assim, ficou acordado que o Núcleo Unisinos iniciará as atividades no mês de maio e os produtos serão entregues na AduniSinos, que fica no corredor central da universidade.

Contatos podem ser feitos com a Adunisinos, pelos telefones (51) 35908500 (ramal 5500) ou (51) 989547487 (Fabrício) e pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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A Carta do Mercado de Trabalho produzida pelo Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas contempla dados acerca do mercado de trabalho formal no Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre e no município de Canoas referentes ao mês de março de 2019. O documento apresenta informações que englobam a evolução do emprego por setor de atividade econômica e respectivos números de admitidos e desligados.

As fontes dos dados partem dos registros administrativos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os setores econômicos são aqueles definidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou, entre admissões e demissões, saldo negativo no mês de março deste ano, com 43.196 postos de trabalho com carteira assinada o que representa uma redução de 0,11% sobre o estoque de empregos do mês anterior. Já o mercado de trabalho formal rio-grandense no mês de março de 2019 registrou saldo positivo, resultado entre as admissões e demissões, de 2.439 postos de trabalho o que representa um acréscimo de 0,10% sobre o estoque de empregos do mês anterior. Por fim, a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) apresentou um recuo em 381 postos de trabalho com carteira assinada, uma redução de 0,03% sobre o estoque de empregos do mês anterior.

Confira a análise completa aqui.

Na última quarta-feira, a programação cultural da EcoFeira Unisinos contou com a apresentação da oficina “Plantas Alimentícias Não Convencionais – Parte II”, ministrada pela bióloga Daiani Fraporti dos Santos, que integra a equipe do Programa de Ação Socioeducativa na Comunidade - PASEC. A oficina é a segunda parte de uma série de quatro encontros que abordam desde a identificação até a aplicação das plantas alimentícias não convencionais - PANCS. Daiani iniciou o encontro retomando com a turma o conceito de PANCS e um pouco do conteúdo visto na primeira oficina.

As plantas alimentícias não convencionais são comumente associadas a plantas daninhas, invasoras, nocivas e a inços, mas muitas espécies são ricas em nutrientes e podem ser utilizadas para enriquecer nossa alimentação. “A biodiversidade no Brasil é enorme. Hoje existem cerca de 3.000 espécies de PANCS catalogadas no país e a gente não conhece”, observa Daiani.

A bióloga explica que nossa alimentação acaba sendo muito homogênea e limitada, pois utilizamos sempre os mesmos alimentos em nossas refeições. Por causa disso, a demanda nas plantações é muito grande e o tempo que o solo leva para se recuperar entre uma plantação e outra não é respeitado. Assim, os alimentos chegam a nossas mesas com poucos nutrientes, já que o solo do plantio é prejudicado pelo manejo dos agricultores.

Durante a oficina foram vistas as plantas popularmente conhecidas como beldroega, capuchinha, caruru, peixinho e ora-pro-nóbis, assim como sua identificação e preparo. Daiani também alertou para o cuidado na hora da identificação das PANCS, pois sempre há muitos nomes populares para cada planta, dependendo da região, e isso pode causar confusão para reconhecê-las. O mais seguro é buscar pelo nome científico de cada hortaliça antes de manejá-la.

As PANCS têm se popularizado entre a população, que tem buscado mais variedade de alimentos em sua dieta. Por isso, a procura pelas plantas alimentícias não convencionais tem sido cada vez maior nas feiras. Daiani explica que, pelo aumento dessa procura, a produção de PANCS também aumenta e cada vez mais produtores têm visto que essas plantas são comerciáveis e benéficas. Apesar de não serem muito conhecidas, tudo caminha para que essas hortaliças venham a ser cotidianas em nossa alimentação.

A terceira parte da Oficina “Plantas Alimentícias Não Convencionais” será realizada no dia 22 de maio, às 12h30min, na sala Ignácio Ellacuría e Companheiros - IHU, na Unisinos São Leopoldo. Além dessas oficinas, toda quarta-feira a EcoFeira Unisinos promove atividades culturais que disseminam e fomentam discussões sobre o conhecimento ecológico e também sobre políticas públicas. Clique aqui para acompanhar a programação completa do semestre.

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Toda quarta-feira acontece a EcoFeira Unisinos, em frente ao Instituto Humanitas Unisinos - IHU. A feira reúne produtores locais que atraem toda a comunidade acadêmica com seus produtos frescos e ecológicos. Semanalmente, a feira também promove atividades culturais que complementam sua programação. Nesta semana, o evento promovido é a “Oficina Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCS) – Parte II”, realizada pela equipe do Programa de Ação Socioeducativa na Comunidade - PASEC.

Como o nome já diz, as PANCS são plantas alimentícias que não costumam fazer parte do nosso cardápio. O objetivo da oficina é justamente ensinar a aplicação das PANCS na culinária e também seus benefícios. A primeira parte da série de oficinas foi ministrada pela bióloga Daiani Fraporti dos Santos e contou com a participação da comunidade acadêmica da Unisinos e também da comunidade em geral. A atividade desta semana será na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU, às 12h30min.

Confira a programação completa da EcoFeira Unisinos aqui.

 

O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, está promovendo diversas oficinas para o ano de 2019. Até aqui, três oficinas foram promovidas pelo programa: a “Oficina de Dados e Análises sobre a Região Metropolitana de Porto Alegre”, realizada em duas datas, e a “Oficina de SPSS - Statistical Package for the Social Sciences”.

Atividades promovidas

A “Oficina de Dados e Análises sobre a Região Metropolitana de Porto Alegre” foi primeiramente realizada no dia 26 de março no campus da Unisinos em Porto Alegre e ministrada pelos acadêmicos de economia Guilherme Tenher e João Santos Conceição, que integram a equipe do ObservaSinos. Durante a atividade, que reuniu estudantes de diversas universidades, foram vistos os dados das realidades da Região Metropolitana de Porto Alegre e sua sistematização.

O segundo encontro da oficina foi também ministrado por Guilherme Tenher e João Santos Conceição e aconteceu no dia 16 de abril. A atividade seguiu o modelo de sua primeira apresentação e viu como se dá a análise e a sistematização de dados a partir do panorama da Região Metropolitana de Porto Alegre, mostrando os caminhos para chegar até eles, quais bases de dados utilizar como fontes de pesquisa etc.

Já a “Oficina de SPSS – Statistical Package for the Social Sciences”, ministrada pela professora Dra. Patrícia Sorgatto Kuyven, foi uma aula introdutória de como utilizar este software. O SPSS - Statistical Package for the Social Sciences, que significa pacote estatístico para as ciências sociais, auxilia na sistematização e organização de informações quantitativas e qualitativas feitas nas mais variadas pesquisas.

A oficina começou com uma breve apresentação e reconhecimento do software. Com o acompanhamento constante da professora, os alunos aprenderam a importar os dados para o software e usar as ferramentas de análise estatística por meio da geração de tabelas e gráficos.

Calendário de oficinas

MAIO

14 de maio

14h30min às 17h – Oficina de base de dados educacionais.

Local: Sala de Informática B09 009 (Escola de Humanidades) – Unisinos São Leopoldo.

JUNHO

04 de junho

14h30min às 17h – Oficina das bases de dados do DataSUS.

Local: Sala de Informática B09 009 (Escola de Humanidades) – Unisinos São Leopoldo.

O segundo mês de 2019 registrou movimentações importantes acerca do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre - RMPA: mais homens foram contratados (e demitidos) do que mulheres, houve maior admissão de jovens e desligamento de pessoas acima de 50 anos, metade dos trabalhadores empregados possuía o ensino médio completo e os setores de comércio e serviços representaram mais de 70% das contratações. O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, acessou as bases de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED. Confira abaixo informações mais detalhadas: 

Admissões e desligamentos

O mês de fevereiro fechou com saldo positivo de 5.425 trabalhadores na Região Metropolitana de Porto Alegre. Foram 44.266 contratações contra 38.841 demissões. Deste total, 53% dos admitidos, assim como 55% dos desligados, eram homens. Todas as cidades da região, exceto Capela de Santana, contrataram menos mulheres se comparado com os trabalhadores do sexo masculino. 

InfográficoNúmero de admissões e demissões na RMPA em fevereiro/2019

Porto Alegre, São Leopoldo e Novo Hamburgo foram os municípios que apresentaram maior saldo de contratados, sendo 1.221, 609 e 476, respectivamente. Por outro lado, Capela de Santana registrou um saldo de -22 trabalhadores, e São Jerônimo também demitiu mais do que contratou, contabilizando -42 empregados. 

InfográficoSaldo de trabalhadores por faixa etária na RMPA em fevereiro/2019

Trabalhadores entre 18 e 24 anos representaram o maior saldo em fevereiro deste ano: foram 3.003 contratações a mais. Jovens com até 17 anos registraram um saldo positivo de 1.376, seguido de pessoas entre 30 e 39 anos, com um saldo de 820. Por outro lado, empregados com idade entre 50 e 64 anos contabilizaram o mês com 436 demissões a mais, bem como pessoas de 65 anos ou mais também representaram um saldo negativo de 198. 

InfográficoNúmero de admissões e demissões por faixa etária na RMPA em fevereiro/2019

Grau de instrução do trabalhador

Das 44.266 admissões do mês de fevereiro na região, 50% eram de trabalhadores com ensino médio completo (22.146), seguido de 5.037 empregados com ensino médio incompleto (11,3%), 4.958 com ensino superior completo (11,2%) e 4.681 com fundamental completo (10,6%).

Da mesma forma, estes níveis de escolaridade se destacam ao analisar o número de demitidos: 19.880 com ensino médio completo, representando 51% do total, 4.779 com fundamental completo (12,3%) e 3.921 desligados com ensino médio incompleto (10,1%). 

InfográficoNúmero de admissões e demissões por grau de instrução na RMPA em fevereiro/2019

Em termos relativos, o município de Santo Antônio da Patrulha contratou, dentre os demais, o maior número de empregados com nível de instrução até o quinto ano do ensino fundamental, representando 4% das contratações do município. Arroio dos Ratos e Sapiranga se destacam por possuírem 26% dos contratados com ensino fundamental completo. Ademais, 29% dos contratados em Capela de Santana tinham o ensino médio incompleto. Triunfo se destacou por possuir 77% dos empregados com ensino médio completo em fevereiro. São Jerônimo tinha o maior percentual relativo de trabalhadores com ensino superior incompleto, representando 18% do total de contratados do município. Por fim, do total de contratações em Taquara, 18% delas eram relativas a pessoas com ensino superior completo.

InfográficoNúmero de contratados e demitidos por grau de instrução na RMPA em fevereiro/2019

Movimentações setoriais

O setor de serviços representou 48,5% do total de contratados no mês de fevereiro na região, contabilizando um total de 21.476 pessoas. O setor de comércio, em seguida, empregou 9.699 trabalhadores, representando 21,9% do total. A indústria da transformação, o terceiro maior setor contratante, admitiu 9.291 empregados, cerca de 21% do total.

Por outro lado, 91% das 38.841 demissões se concentraram nestes mesmos setores, sendo 18.570 desligados no setor de serviços (47,8% do total), 9.498 desligamentos com atividades relacionadas ao comércio (24,5%) e 7.284 pessoas a menos na indústria (18,8%).

InfográficoNúmero de admissões e contratações por setor na RMPA em fevereiro/2019

Todos os setores, salvo as atividades oriundas da agropecuária, com 27 demissões a mais, fecharam o mês de fevereiro com saldo positivo. O setor de serviços e o da indústria da transformação recebem destaque pelos maiores saldos, 2.906 e 2.007, respectivamente. A construção civil se posicionou em terceiro lugar, com um saldo de 212, seguido do comércio, com 201 contratações a mais.

InfográficoSaldo de trabalhadores por setor na RMPA em fevereiro/2019

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