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O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, objetiva, através desta nota, apresentar alguns dados sobre a Previdência Social na Região Metropolitana de Porto Alegre e Vale do Sinos, além de dar vistas à discussão acerca da discordância em relação ao cálculo de arrecadação versus distribuição dos benefícios previdenciários.

A Previdência Social é concebida no contexto democrático brasileiro, explicitada na Constituição de 1988 - Constituição Cidadã. Nela estão explicitados os direitos individuais, coletivos, sociais e políticos.

No Artigo 6º estão apresentados os direitos sociais à educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, e assistência aos desamparados. 

Seguridade Social

Segundo o Art. 194, a seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. Para tanto, são indicadas diretrizes: universalidade da cobertura e do atendimento; uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; irredutibilidade do valor dos benefícios; equidade na forma de participação no custeio; diversidade da base de financiamento; e caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. 

Nesta nota será dado destaque à Previdência Social, que está indicada para importantes Reformas.

Previdência Social

Uma publicação realizada por Tadeu Alencar Arrais e Juheina Lacerda Viana intitulada o Pequeno atlas da tragédia previdenciária brasileira apresenta uma informação muito importante a respeito do funcionamento do sistema de previdência no país. Segue o trecho:

“Nosso sistema previdenciário tem três características que não devem ser esquecidas. A primeira é que se trata, no caso do INSS, de um sistema que reúne, por um lado, a previdência social marcada por contribuições regulares de trabalhadores formais, e, por outro, a seguridade social, caracterizada pela preocupação com os mais vulneráveis que, mesmo não contribuindo regularmente, recebem os mínimos sociais para reprodução de suas vidas. A segunda é que se trata de um regime de repartição tripartite, com contribuições dos empregados, dos empregadores e do Estado, que reúnem recursos financeiros para cobrir os benefícios previdenciários e assistenciais. A terceira é que o sistema é solidário, o que significa que as contribuições para os benefícios de aposentadorias e pensões, por exemplo, são recolhidas de trabalhadores que ainda estão na ativa. Dito de forma simples, os trabalhadores de hoje financiam os atuais beneficiários da mesma forma que as gerações futuras financiarão, no momento da velhice, a geração presente”.

Onde podemos coletar estas informações? Quais dados estão disponíveis para a população acompanhar e intervir na veracidade da discussão acerca do futuro da Previdência Social?

Dados estatísticos sobre a Previdência

O Boletim Estatístico Regional da Previdência Social é uma publicação trimestral da Secretaria de Previdência do Ministério da Economia ME, elaborado pela Coordenação-Geral de Estatística, Demografia e Atuária do ME. Nele, há informações sobre o valor distribuído em benefícios previdenciários para cada município do país. Todavia, não há informações sobre o valor arrecadado. Entretanto, algumas informações são subsidiadas pelo Pequeno atlas da tragédia previdenciária brasileira, anteriormente mencionado.

Brasil

Segundo o boletim, o Brasil contabilizou 35 milhões de beneficiários em dezembro de 2018, contabilizando aproximadamente 16% do total da população, e registrou mais de R$ 499 bilhões com o total de benefícios previdenciários todo o ano passado.

InfográficoPequeno atlas da tragédia previdenciária brasileira

InfográficoBenefícios previdenciários por número de beneficiários no Brasil (dez/2018)

InfográficoValor em reais dos benefícios emitidos no Brasil segundo grupos de espécies (2018)

Região Sul

A Região Sul distribuiu R$ 1,3 bilhão em benefícios para 983.229 cidadãos no ano de 2018. O valor nominal médio dos benefícios em 2005 era de R$ 513,51 e em 2018 passou para R$ 1.379,71. 

Todavia, corrigindo o valor de 2005 pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, comumente utilizado para captar a inflação, o valor passa para R$ 1.097,79. Desta forma, o valor médio dos benefícios subiu apenas R$ 282.  

InfográficoEvolução dos benefícios concedidos na Região Sul no período 2005-2018

Um ponto importante a ser destacado é a diminuição de beneficiários emitidos para a clientela rural. Em 2005 eram concedidos cerca de 204.833 benefícios, passando para 129.165 em 2018, isto é, uma queda de 37%.

InfográficoEvolução dos benefícios concedidos na Região Sul por quantidade (2005-2018)

Rio Grande do Sul

Cerca de 23% da população do Rio Grande do Sul recebeu benefícios em dezembro de 2018. Contabilizando todo o ano passado, o estado registrou R$ 41 milhões com benefícios previdenciários.

InfográficoNúmero de benefícios de aposentadoria no Rio Grande do Sul (dez/2018)

InfográficoValor em reais dos benefícios emitidos no RS segundo grupos de espécies (2018)

Região Metropolitana de Porto Alegre

Com uma média um pouco abaixo do estado, 20% da população da Região Metropolitana de Porto Alegre recebeu algum tipo de benefício previdenciário em dezembro de 2018. Dos R$ 11 milhões contabilizados em aposentadorias na região considerando os doze meses do ano passado, Porto Alegre foi responsável por 48% (R$ 5 milhões), seguida de Canoas com 7% (R$ 763 mil) e Gravataí com 4% (R$ 481 mil). Em adição, dos 554 mil beneficiários da região, 41% são provenientes da capital (227 mil pessoas).

InfográficoNúmero de benefícios de aposentadoria por município da RMPA (dez/2018)

InfográficoValor em reais dos benefícios emitidos na RMPA segundo grupos de espécies (2018)

Vale do Sinos

Aproximadamente 20% da população do Vale do Sinos recebeu algum tipo de benefício do Regime Geral de Previdência Social. Em termos absolutos, foram 282 mil beneficiados em dezembro de 2018. O valor total de benefícios (além dos previdenciários) para o ano de 2018 no Vale do Sinos foi de aproximadamente R$ 4,9 milhões.

Dos R$ 3,3 bilhões registrados com aposentadoria em 2018, 23% eram provenientes de Canoas (R$ 763 mil); 19% de Novo Hamburgo (R$ 631 mil); e 17% de São Leopoldo (R$ 559 mil).

Dos 180 mil benefícios de aposentadoria registrados no Vale do Sinos em dezembro de 2018, 21% se concentram em Canoas (37 mil), 20% em Novo Hamburgo (35 mil) e 16% em São Leopoldo (28 mil). 

InfográficoNúmero de benefícios de aposentadoria no Vale dos Sinos (dez/2018)

InfográficoValor em reais dos benefícios emitidos no Vale dos Sinos segundo grupos de espécies (2018)

Discussões acerca da Previdência, dados e formulação de políticas públicas

A Previdência Social no Brasil, junto com as novas formas de trabalho, está passando por um impasse técnico-político no que diz respeito à disposição e transparência dos dados e à concordância (ou falta dela) na formulação de políticas públicas. Conforme apresentado antes, a previdência faz parte dos direitos de seguridade social elencados no Art. 194 da Constituição e, dadas as mobilizações para a Reforma da Previdência, a saúde orçamentária do Estado se coloca em detrimento destes direitos. O projeto contempla algumas mudanças na idade mínima e pensão por morte, além de introduzir um sistema de capitalização.

InfográficoReforma da Previdência: alguns pontos a se considerar

Sistema de Capitalização

Em entrevista para IHU Online, a pesquisadora Sonia Fleury, do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, comenta que o sistema de capitalização é uma das medidas do projeto de reforma previdenciária que vão na contramão da proposta de seguridade social. “A capitalização é um modelo oposto ao da seguridade. Não é solidário em nada. Você tem uma conta individual, e vai capitalizá-la durante a vida inteira”, explica.

Entre os muitos dados levantados por Sonia, chama atenção que, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad/IBGE, de 2017, há 30 milhões de pessoas vivendo em famílias nas quais 50% ou mais da renda provêm de aposentadoria ou pensão. Isso significa que a ausência desses recursos representará aumento da pobreza, com impacto direto no mercado interno e redução no crescimento econômico. “O que a população precisa saber é que essa reforma é profundamente injusta e que o dinheiro que se quer economizar vai sair dos mais pobres”, diz a pesquisadora.

Superávit versus Déficit

Outra questão apontada no projeto da Reforma da Previdência é a discussão matemática acerca do déficit ou superávit resultante da razão de arrecadação e distribuição de benefícios.

Conforme publicação do mês de janeiro de 2016 no IHU Online, Denise Gentil já alertava sobre a farsa da crise da Previdência Social no Brasil. Em sua tese de doutorado, a professora e pesquisadora comenta que o superávit da Seguridade Social — que abrange a Saúde, a Assistência Social e a Previdência — foi significativamente maior: R$ 72,2 bilhões. No entanto, boa parte desse excedente vem sendo desviada para cobrir outras despesas, especialmente de ordem financeira. 

“É uma falácia dizer que existe déficit. Em dez anos, entre 2005 e 2015, houve uma sobra de R$ 658 bilhões”, aponta Guilherme Portanova, assessor jurídico da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas do Brasil - Cobap, em entrevista publicada em abril de 2017 no IHU Online.

InfográficoMunicípios com déficit e superávit nos Regimes Próprios de Previdência Social, 2017

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Você se imagina vivendo com uma renda mensal de R$300,00? É assim que vive a maior parte das 211 famílias moradoras da Ocupação Steigleder, em São Leopoldo. Não bastasse isso, a comunidade está abandonada à própria sorte pelo poder público. O acesso a necessidades básicas como água potável, energia elétrica, assistência social, saúdemoradia e educação, são negados para essas famílias.

A situação que já é crítica na Ocupação Steigleder foi agravada nos últimos tempos. A comunidade fica à beira do Rio dos Sinos em estado de extrema vulnerabilidade social e tem sofrido com as consequências das chuvas e cheias dos meses de abril e maio. É visando a urgente necessidade dessas famílias que surgiu o projeto “Uni-São Leo cidadã – Campanha Comunidade Steigleder Sem Fome”.

A ação, promovida pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, Engenheiros Sem Fronteiras Unisinos – ESF e Apoiadores da Missão Pela Moradia Digna nas Ocupações Urbanas de São Leopoldo, é o pontapé inicial de um conjunto de ações integradas que irão compor o projeto “Uni-São Leo cidadã”. A iniciativa vem de encontro à “Missão Pela Moradia Digna nas Ocupações Urbanas de São Leopoldo” e realizará ações voltadas às necessidades das comunidades acompanhadas pela missão.

Nesta primeira ação, o projeto busca a arrecadação de alimentos e produtos de higiene para a comunidade Steigleder em uma tentativa de suprir os danos causados pelas enchentes, que fizeram com que as famílias perdessem pertences e suprimentos. A campanha inicia no dia 22 de maio e vai até o dia 30 de junho e a coleta será nos postos de atendimento de todas as escolas da Unisinos São Leopoldo, Unisinos Porto Alegre, Centro de Cidadania e Ação Social Unisinos – CCIAS, Engenheiros Sem Fronteiras e também na secretaria do Instituto Humanitas Unisinos.

Os próprios moradores instituíram os itens que são mais necessários na comunidade, sendo eles: feijão, óleo, leite, farinha, arroz, açúcar, material de higiene pessoal e material de limpeza doméstica. A entrega desta partilha será realizada semanalmente pela Unisinos aos líderes da ocupação.

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Pensar as realidades que nos cercam e propor diálogos através da democratização da informação. Para esta finalidade que o Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU foi concebido. A partir deste propósito, surgiu a exposição itinerante “Políticas públicas na Região Metropolitana de Porto Alegre”.

A mostra foi idealizada a partir das análises de dados sobre as realidades e políticas públicas da Região Metropolitana de Porto Alegre realizadas pelo ObservaSinos no decorrer do último ano. Temas como trabalho, violência, saúde, proteção social, moradia, mobilidade, eleitorado e educação infantil compõem a exposição.

Durante o mês de abril, a mostra esteve exposta nos espaços da Unisinos Porto Alegre e agora, em maio, compõe os corredores da Unisinos em São Leopoldo, em frente ao IHU. Os banners que integram a exposição buscam fomentar análises e debates dentro dos espaços universitários, despertando entre os estudantes um olhar atento à realidade em que eles estão inseridos.

A exposição ficará em frente ao IHU até o dia 31 de maio e depois seguirá para cada centro das Escolas da Unisinos São Leopoldo.

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reforma da Previdência apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro propõe retirar o abono dos trabalhadores formais. O abono é um benefício pago a quem ganha menos de 2 salários mínimos e tem pelo menos 5 anos de cadastro no Programa Integração Social - PIS.

O trabalhador recebe 1/12 do salário mínimo multiplicado pelos meses que trabalhou no ano, caso tenha trabalhado por pelo menos 30 dias no ano-base considerado para apuração. Com a reforma da Previdência, o governo propõe que o benefício seja restrito a quem ganha 1 salário mínimo ou menos.

Em 2017, 26 milhões de trabalhadores brasileiros tinham direito ao abono, significando 47% dos trabalhadores assalariados formais, de acordo com os últimos dados disponibilizados pela Relação Anual de Informações Sociais - RAIS. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, 47,9% dos trabalhadores recebiam até 2 salários mínimos em 2017. Isso, em número absoluto, representa 602.201 trabalhadores.

Infográfico: Número de trabalhadores por faixas de salário na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2017

Infográfico: Percentual de trabalhadores por faixas de salário na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2017

As trabalhadoras mulheres serão as mais afetadas, pois 53,6% delas ganham até 2 salários mínimos mensais na Região Metropolitana de Porto Alegre. Dentre as profissões que mais vão perder com a mudança estão os cozinheiros, trabalhadores de serviços de manutenção, porteiros, vigias, recepcionistas e ajudantes de obras.

Além da mudança no abono ter um importante impacto distributivo negativo, a reforma propõe tirar da economia até R$ 17,6 bilhões por ano, o que tem repercussões no crescimento econômico, já que é dinheiro circulando na mão de uma parcela da população que possui alta propensão a consumir.

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A oficina de Direitos do Consumidor ocupou os corredores da Unisinos São Leopoldo na última quarta-feira para discutir sobre os direitos e deveres do/a consumidor/a. A roda de conversa foi orientada por Ana Elisa Schumacher e Ariane Malheiros de Melo, acadêmicas de Direito e Psicologia, respectivamente, e atuantes no Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas do Centro de Cidadania e Ação Social - CCIAS.

Ana Elisa e Ariane vieram à EcoFeira para esclarecer dúvidas sobre o consumo e também para apresentar o Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas aos participantes. “Estamos sempre consumindo algum produto ou serviço e muitas vezes não sabemos quais são os nossos direitos e garantias, qual o alcance disso nas nossas vidas”, explica Ana. Todas essas garantias estão previstas no Código do Consumidor, vigente desde 1990 e pouco conhecido pela população. 

O código, que foi Instituído pela Lei Nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, veio principalmente para a proteção do consumidor, mas também apresenta diversos deveres que a população deve atentar na hora de consumir, sendo eles a preocupação social, a solidariedade, pesquisa, consciência ambiental, honestidade e o cuidado com a nota fiscal, explicam as meninas. No cumprimento do Código do Consumidor, o/a cidadão/ã está amparado por órgãos como o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON e também o Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas.

Conhecendo o Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas

O Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas é uma parceria ente o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e a Unisinos. A partir da realidade de superendividamento dos cidadãos da cidade de São Leopoldo, viu-se a necessidade de um projeto que pudesse auxiliar essa parcela da sociedade a saldar suas dívidas. O superendividamento ocorre quando os gastos das famílias são maiores que sua renda.

Ana Elisa e Ariane percebem que a razão do déficit orçamentário tem se transformado ao longo dos anos. Antes, a maioria das pessoas que buscava o auxílio do projeto possuía dívidas de cartões de crédito, mas agora as dívidas costumam ser com prestadoras de serviços básicos, como água e luz. No debate promovido pela Oficina ficaram evidenciadas as necessidades de contextualizar os cenários geradores destas realidades determinados pelo capitalismo financeiro e de todas as formas de financeirizaçãomercantilização da vida. Desafios se colocam no sentido de não culpabilizar as pessoas e grupos sociais.

Essa mudança no endividamento preocupa, pois percebe-se que as famílias não conseguem dar conta de suprir suas necessidades básicas. A falta de políticas públicas eficazes, o alto índice de desemprego no país e a alarmante situação financeira têm feito com que a população não consiga sair da vulnerabilidade social. E é para isso que o Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas trabalha, fazendo mediação entre as pessoas em situação de superendividamento e os credores. 

O projeto dialoga com ambas as partes do processo para que os credores possam receber o valor por seus serviços e o cidadão tenha seu crédito restaurado. Além de mostrar soluções para que esses débitos sejam quitados, um dos principais objetivos do projeto é evitar que essas pessoas voltem a adquirir novas dívidas, com acompanhamento pós-resolução de dívidas.

Todas as terças-feiras, às 13h45min, a equipe do Projeto de Apoio às Famílias Superendividadas recebe a população para acolhimento, na sala 604 do sexto andar do Fórum de São Leopoldo.

EcoFeira

A EcoFeira Unisinos acontece todas as quartas-feiras em frente ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, no corredor central da universidade. Semanalmente, ocorre também a programação cultural da feira, que cria espaços de diálogo sobre alimentação, sustentabilidadecidadania e políticas públicas, proporcionando troca de saberes entre seus participantes. Os eventos são gratuitos e abertos à população. Confira aqui a programação completa da EcoFeira para o primeiro semestre de 2019.

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Apresentação do Evento 

 Objetivo 

Proporcionar espaços de discussão e análise sobre a produção e o acesso a dados no atual contexto das transformações tecnológicas, visando a democratização da informação e a potencialização das políticas públicas.

Objetivos

• Debater a produção, análise e acesso aos dados, e a sua contribuição para a elaboração de Políticas Públicas;

• Analisar o impacto das transformações tecnológicas nos processos de produção e análise de dados;

• Fortalecer os observatórios enquanto organizações comprometidas com a democratização da informação;

• Promover oficinas de formação para o manuseio e tratamento de dados com o uso de tecnologias informacionais.

 

Edital de apresentação de trabalhos

Acesse as informações sobre o edital em PDF.

 

Programação

30 de outubro

 

9h às 11h30min – Oficina de introdução a estatística

Ministrante:

Local: Unisinos Porto Alegre – Sala de Informática TEDU 208

13h às 15h – Oficina de introdução ao Excel

Ministrante:

Local: Unisinos Porto Alegre – Sala de Informática TEDU 208

13h às 15h - Oficina de introdução ao SPSS

Ministrante:

Local: Unisinos Porto Alegre – Sala de Informática TEDU 210

15:30h às 18h - Apresentação de trabalhos sobre dados, políticas públicas e tecnologias

Local: Unisinos Porto Alegre – Salas TEDU 303, 304, 305 e 306

18h15min às 19h15min – Exposição dos Observatórios 

Local: Unisinos Porto Alegre – Espaço Luís Fernando Veríssimo 

19:30min às 22h – Conferência de abertura: Tecnologias, dados e políticas públicas: desafios no cenário contemporâneo 

Conferencista:

Local: Unisinos Porto Alegre – TEDU 807, 808, 809 e 810

 

31 de outubro 

 

9h às 12h – Oficina de introdução ao “R”

Ministrante:

Local: Unisinos Porto Alegre – Sala de Informática TEDU 210

13h30min às 15h30min – Painel: Produção e análise de dados no Brasil e no Rio Grande do Sul: perspectivas críticas

Panelistas:

Local: Unisinos Porto Alegre – TEDU 807, 808, 809 e 810

16h às 17h30min – Painel: Observatórios, tecnologia e democracia: desafios contemporâneos

Panelista:

Local: Unisinos Porto Alegre – TEDU 807, 808, 809 e 810

 

Inscrições 

Inscreva-se aqui.

 

Promoção

Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos 

Instituto Humanitas Unisinos – IHU 

Observatório das Realidades e das Políticas Públicas do Vale do Sinos – ObservaSinos

Observatório da Educação  

Observatório Juvenil do Vale dos Sinos – OJV

Observatório da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e Águas – OBTEIA

Observatório da Cidade de Porto Alegre – ObservaPOA

Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas 

Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida – OLMA

Sindicato dos Sociólogos do Rio Grande do Sul – SinSociólogos-RS

Observatório de Segurança Pública de Canoas

Observatório de Segurança de São Leopoldo

Observatório das Metrópoles – Núcleo Porto Alegre

Observatório de Políticas e Ambiente – ObservaCampos

Observatório de Políticas Públicas da Região do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro

Observatório Estadual da Segurança do Estado do Rio Grande do Sul

Observatório da Agenda Social da ONU do Rio Grande do Sul

 

Apoio 

Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sustentabilidade – UERGS 

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais – Unisinos

Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional – UFRGS 

Programa de Pós-Graduação em Economia – Unisinos

Programa de Pós-Graduação em Memoria Social e Bens Culturais – UniLaSalle 

Informações adicionais

  • Data do Evento 30/10/2019 a 31/10/2019
  • Local do Evento Unisinos Porto Alegre
  • URL do Evento http://www.unisinos.br/eventos/ix-seminario-de-observatorios-tecnologias-dados-e-politicas-publica-ex124358-00001

O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, acessou as bases de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED com o intuito de apresentar as movimentações do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre do mês de março e do primeiro trimestre. O destaque vai para o setor da construção civil, que registrou uma movimentação de 797 postos de trabalho a menos. Confira abaixo o texto com as informações mais detalhadas:

Março de 2019

A Região Metropolitana de Porto Alegre fechou o mês de março com mais pessoas demitidas do que contratadas. Em termos absolutos, foram 40.164 contratações contra 40.545 demissões, resultando em um saldo negativo de 381 postos de trabalho. Em fevereiro, o quadro de contratação foi melhor se comparado com março, pois aquele mês registrou um saldo positivo de 5.425 trabalhadores.

Os municípios de Porto Alegre e Canoas recebem destaque pelos maiores saldos negativos do mês de março, sendo 1.459 e 282 pessoas, respectivamente. Por outro lado, São Leopoldo contratou 220 trabalhadores a mais em comparação aos demitidos, bem como Eldorado do Sul e Campo Bom, com 176 e 213 admissões a mais, respectivamente. 

InfográficoAdmitidos e desligados na RMPA em março de 2019

Do total de 40.164 contratações, 53% foram de trabalhadores homens, isto é, mais de 2 mil homens foram admitidos no mês de março se comparados com o número de mulheres. Todavia, assim como no mês anterior, o maior número de demissões recaiu sobre os trabalhadores do sexo masculino: 22.387 desligamentos ou 55% do total registrado.

Sapiranga, Montenegro, Parobé, São Leopoldo e Porto Alegre foram municípios onde contrataram mais trabalhadores do sexo feminino no mês de março. A capital, por exemplo, absorveu 9.607 mulheres e 9.428 homens no mercado de trabalho formal. 

InfográficoAdmitidos e desligados por sexo na RMPA em março de 2019

InfográficoSaldo de trabalhadores na RMPA em março de 2019

O destaque do mês de março vai para o setor da construção civil. Este setor apresentou uma movimentação de 797 postos de trabalho a menos. Os serviços industriais de Utilidade Pública também demitiram mais do que contrataram, registrando um saldo de -114. O setor de serviços também acompanhou esta tendência, contabilizando -35 postos de trabalho. Por outro lado, a indústria da transformação admitiu 515 trabalhadores a mais e o comércio também apresentou um saldo positivo de 33 contratados. 

InfográficoNúmero de admissões e demissões por setor na RMPA em março de 2019

Admissões e demissões da região no primeiro trimestre de 2019

O primeiro trimestre deste ano fechou com um total de 124.141 contratações e 118.263 demissões, resultando em um saldo positivo de 5.878 postos de trabalho. Os trabalhadores com idade entre 17 e 29 anos apresentaram saldo positivo, ou seja, houve mais contratados que demitidos. Entretanto, trabalhadores de 50 a 64 anos registraram 2.474 demissões a mais, bem como os cidadãos com mais de 65 anos, que registraram um saldo negativo de 670 postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano. Outro destaque vai para empregados com faixa etária entre 30 e 39 anos, representando 27% do total de contratações e 29% do total de demissões. 

InfográficoSaldo de trabalhadores na RMPA no primeiro trimestre de 2019

InfográficoNúmero de contratações e demissões por município na RMPA no primeiro trimestre de 2019

O município de São Leopoldo fechou o período analisado com 1.138 contratações a mais, seguido de Novo Hamburgo, com 1.055 admissões. Canoas e Porto Alegre, por outro lado, fecharam o semestre com saldo negativo de -292 e -1.738, respectivamente.

InfográficoNúmero de contratações e demissões por faixa etária na RMPA no primeiro trimestre

O setor de serviços representou, no primeiro trimestre deste ano, 48% do total de admitidos e demitidos. O comércio, em seguida, foi responsável por 23% das contratações e 25% das demissões. A indústria da transformação fechou os primeiros três meses com um saldo positivo de 4.738. Por outro lado, a construção civil registrou –595 postos de trabalho. 

InfográficoNúmero de contratações e demissões por setor na RMPA no primeiro trimestre

Os dados desta publicação são complementares à Carta do Mercado de Trabalho produzida pelo Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas, a qual contempla dados acerca do mercado de trabalho formal no Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre e no município de Canoas referentes ao mês de março de 2019.

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Com o propósito de fornecer subsídios e informações atualizadas para análises e proposições de políticas públicas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea e a Fundação João Pinheiro - FJP organizaram o Radar IDHM: estudo baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - PNAD, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, que permite atualizar as informações disponibilizadas pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

Além do Índice de Desenvolvimento Humano - IDHM e das suas desagregações por sexo e cor para os anos 2016 e 2017, o Radar IDHM também disponibiliza os resultados dos três subíndices: educação, longevidade e renda. O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, apresenta a síntese dos indicadores para a Região Metropolitana de Porto Alegre.

Eis o texto.

Brasil

De 2016 a 2017, o IDHM do Brasil cresceu de 0,776 para 0,778, ou seja, quanto mais próximo de 1,000, melhor o índice de desenvolvimento humano. O crescimento ocorreu mesmo com a queda no valor do índice da dimensão renda de 0,748 para 0,747. Segundo o PNUD, esse percentual reflete uma queda de 0,92% no valor da renda per capita, que passou de R$ 842,04 para R$ 834,31.

Por outro lado, apesar da queda na renda, o IDHM foi puxado pelos índices das dimensões longevidade de 0,845 para 0,850, significando o crescimento da esperança de vida de 75,72 anos para 75,99 anos.

O índice de educação cresceu um pouco, de 0,739 para 0,742 entre 2016 e 2017. No caso do último ano, o PNUD destaca que seu crescimento se deveu ao aumento do subíndice de frequência escolar, uma vez que o subíndice de escolaridade da população adulta brasileira permaneceu praticamente constante.

Estados

No IDHM dos estados brasileiros, em 2017, quatro aparecem com médio desenvolvimento humano, sendo todos estados do Nordeste, vinte aparecem na faixa de alto desenvolvimento humano e três estão na faixa de muito alto desenvolvimento humano. São eles: Distrito Federal (0,850), São Paulo (0,826) e Santa Catarina (0,808).

Dentre os 27 estados, seis apresentaram redução no IDHM entre os anos de 2016 e 2017. Acre (-0,010) e Roraima (-0,006) registraram as maiores quedas no índice, seguidos por Rio Grande do Norte (-0,005), São Paulo (-0,005) e Distrito Federal (-0,004). Alagoas e Paraná mantiveram os valores inalterados entre 2016 e 2017. As maiores tendências de avanços foram no Amazonas (0,017) e na Paraíba (0,013).

Região Metropolitana de Porto Alegre

O IDHM da Região Metropolitana de Porto Alegre passou de 0,788 para 0,795 entre 2016 e 2017. As maiores tendências de aumento foram observadas na Região Metropolitana de João Pessoa (0,021), na de Manaus (0,019) e na Grande Teresina (0,018). Oito registraram redução no índice entre os dois anos analisados, com destaque para as Regiões Metropolitanas de Natal (-0,017), Cuiabá (-0,010) e São Paulo (-0,007). Vitória (0,002) e Rio de Janeiro (0,001) apresentaram os menores avanços. A Região Metropolitana de Aracaju não apresentou alteração nesse período. 

Ao abrir o IDHM de 0,795 da Região Metropolitana de Porto Alegre, houve aumento no índice de longevidade (0,823), educação (0,754) e renda (0,811). No entanto, o IDHM dos brancos foi de 0,811 em 2017, enquanto dos negros foi de 0,731, abaixo da média da própria Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo os dados da PNUD, as maiores desigualdades entre brancos e negros são encontradas nas regiões metropolitanas de Maceió, Salvador e Porto Alegre

Em relação ao IDHM educação, a Região Metropolitana de Maceió é a que apresenta a maior diferença entre brancos e negros, seguida da Região Metropolitana de Porto Alegre, ou seja, o IDHM educação foi de 0,779 para os brancos e 0,669 para os negros. O índice de longevidade foi de 0,829 para os brancos e 0,805 para os negros e o índice de renda foi de 0,826 para os brancos e 0,726 para os negros.

Em uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2017, já era possível verificar o grau de desigualdades na Região Metropolitana de Porto Alegre em termos de renda. Os dados da PNAD ainda possibilitam saber a desigualdade por cor e raça no ano de 2017. A diferença do rendimento médio recebido entre brancos e pretos e pardos foi acima da média nacional regional: 55,11%, em valores, uma diferença de R$ 2.292,26 dos rendimentos dos pretos e pardos.

O nível de desenvolvimento humano é desigual também entre homens e mulheres na Região Metropolitana de Porto Alegre. O IDHM das mulheres foi de 0,791 e dos homens de 0,798. Embora o IDHM educação das mulheres seja de 0,774 e dos homens de 0,734, e o IDHM longevidade de 0,790 para os homens e 0,865 para as mulheres, o IDHM renda das mulheres é de 0,739 e dos homens é de 0,876. Em 2017, segundo o IBGE, nos municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, a diferença salarial foi maior: 28,62% entre homens e mulheres, representando uma diferença de R$ 1.224,70. 

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Na última terça-feira, a Unisinos São Leopoldo recebeu a oficina “Introdução à Metodologia de Análise de Conteúdo”, ministrada pela MS Bibiana Martins dos Santos. A atividade foi promovida pelo Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

O encontro tem como objetivo contribuir para a qualificação dos métodos e técnicas de análise de conteúdo, que constituem os processos de pesquisa necessários para melhor refletir e intervir nas realidades. A oficina foi desenvolvida a partir dos estudos das obras dos autores Laurence Bardin (1977) e Roque Moraes (1998; 1999) sobre o tema.

Bibiana começa a atividade retomando a história da análise de conteúdo, que iniciou com o estudo de textos sagrados. Depois, a ministrante passou para as principais diferenças entre as metodologias de pesquisa de análise de conteúdo e análise de discurso, que são comumente confundidas. Tanto uma quanto a outra tratam sobre o estudo de comunicações, mas analisam partes diferentes dentro do processo de comunicação.

Após as definições teóricas do que é a análise de conteúdo, suas técnicas e diferenciações com outras metodologias, Bibiana passou para a parte prática da oficina, levando a turma a fazer uma análise de conteúdo interagindo com o meio em que estavam inseridos. Durante o evento, alunos dos cursos de Economia, Serviço Social e Jornalismo puderam pôr em prática toda a explicação da professora Bibiana Martins dos Santos a partir da técnica de análise temática.

No dia 9 de maio, quinta-feira, o ObservaSinos levará a oficina “Introdução à Metodologia de Análise de Conteúdo” para o campus da Unisinos em Porto Alegre. A atividade segue com a apresentação da MS Bibiana Martins dos Santos e acontece às 16h30min na sala TEDU 305. Inscreva-se aqui.

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Ecofeira Unisinos foi idealizada para a promoção de práticas sociais, ambientais e ecológicas, possibilitando o diálogo dentro da universidade sobre temas tão pertinentes à nossa realidade, como cidadaniapolíticas públicas e meio ambiente. Toda quarta-feira, feirantes da região reúnem-se no corredor em frente ao Instituto Humanitas Unisinos - IHU para a mostra e venda de seus produtos. Assim, o intuito da feira é também valorizar o produtor e o desenvolvimento a partir da produção local.

Paralelo às atividades de mostra e comercialização de produtos naturaissustentáveis e orgânicos, semanalmente a EcoFeira Unisinos promove atividades culturais que fomentam o diálogo de ensinagens no ambiente acadêmico. Na última quarta-feira, dia 24 de abril, o evento oportunizou, em parceria com o Grupo Araçá de Consumo Responsável, uma roda de conversa sobre consumo consciente.

Conheça o Araçá

O Grupo Araçá trabalha na região do Vale do Rio dos Sinos justamente como um grupo de consumo consciente. A equipe conecta o produtor agroecológico ao consumidor que tem buscado produtos com menor impacto ambiental. As encomendas são realizadas on-line, pelo site www.araca.eco.br, e entregues pelo grupo em núcleos do Araçá. Hoje, cerca de 150 pessoas participam do coletivo de compras e aproximadamente 40 produtores fornecem sua produção a cinco núcleos da equipe espalhados na região.

Uma vez por mês são realizados os pedidos, que são entregues na semana seguinte nos núcleos do grupo ou pela equipe do Bicicletar – voluntários que entregam de bicicleta os produtos na região. O pedido mínimo é de R$ 30,00 e há uma taxa de contribuição de R$ 10,00 mensais para os participantes. Essa contribuição mensal é utilizada para cobrir as despesas como o combustível dos voluntários que se prontificam a fazer o transporte das mercadorias.

Círculo Cultural

A roda de conversa faz parte dos encontros do Círculo Cultural, que integra a programação da Ecofeira, ocorrendo uma vez por mês nos corredores da Unisinos. O prof. Telmo Adams, do PPG de Educação da Unisinos, mediou a conversa sobre consumo consciente, retomando o último encontro do Círculo, que discutiu as mazelas da fome a partir do documentário “Histórias da Fome no Brasil”, de Camilo Tavares.

A fome e o consumo consciente são temas que estão intimamente ligados e devem ser igualmente debatidos. O estímulo à economia solidária é um dos caminhos para que o desperdício das grandes produções diminua, incentivando assim a produção local. Consumindo do produtor regional, busca-se uma melhor qualidade nos alimentos por um preço que seja justo e acessível à comunidade. “É uma questão de resistência. De descentralizar essas grandes empresas, essas grandes multinacionais que são donas de outras pequenas empresas”, explica Rafael Santos, do Grupo Araçá.

Durante o encontro, foi debatida a possibilidade de a Unisinos tornar-se também um núcleo do grupo, com a compra de produtos não perecíveis. A compra de frutas, legumes, verduras ou hortaliças no campus continuará sendo realizada semanalmente com os expositores da EcoFeira. Assim, ficou acordado que o Núcleo Unisinos iniciará as atividades no mês de maio e os produtos serão entregues na AduniSinos, que fica no corredor central da universidade.

Contatos podem ser feitos com a Adunisinos, pelos telefones (51) 35908500 (ramal 5500) ou (51) 989547487 (Fabrício) e pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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