Do mundo distópico, passando pelos populismos contemporâneos, aos debates do cristianismo na atualidade: lives do IHU encerram a semana com debatedores internacionais

Imagem: American Alliance of Museums / CC

Por: Ricardo Machado, João Vitor Santos e Wagner Fernandes de Azevedo | 10 Junho 2021

 

Dois eventos do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, com transmissão ao vivo, debatem nessa quinta-feira, 10-06, questões de fundo da contemporaneidade. Às 10 horas, ocorre a conferência de Paolo Gerbaudo – Populismo e Neo-Estatismo: crise econômica, reconstrução social e reparo ecológico –, dentro da programação do evento O mundo distópico do século XXI. (In)Sustentabilidades e os novos possíveis. Às 17h30, haverá a palestra de Tatiana Vargas-Maia que abre o Ciclo de estudos: Populismo, autoritarismos e resistências emergentes, intitulada Os nacionalismos religiosos na política internacional do século XXI.

Na sexta-feira, 11-06, ocorre a conferência A Igreja e união de pessoas do mesmo sexo: o Responsum e seus impactos pastorais, com Michael G. Lawler e Todd A. Salzman. A atividade integra a programação do evento A Igreja e a União de pessoas do mesmo sexo - O Responsum em debate. O propósito desses encontros virtuais é debater de forma transdiscilinar os pressupostos teológicos, antropológicos e morais subjacentes à resposta negativa da Congregação para a Doutrina da Fé à bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo.

A programação do XX Simpósio Internacional IHU – Cristianismo, Sociedade, Teologia. A (I)Relevância pública do cristianismo num mundo em transformação segue na próxima semana com a conferência de Charles Taylor sobre a Secularização e o papel do cristianismo hoje. Desafios e perspectivas.

 

O mundo distópico do século XXI. (In)Sustentabilidades e os novos possíveis

Paolo Gerbaudo fecha a programação do ciclo de estudos O mundo distópico do século XXI. (In)Sustentabilidades e os novos possíveis, que se propôs a pensar a crise sistêmica e os paradigmas hegemonizados no contexto atual, traçando possibilidades de alternativas ambientais, econômicas, sociais, tecnológicas e culturais que mantenham o planeta habitável.

Para Paolo Gerbaudo “novo é o neoestatismo que domina todos os cenários e acaba sendo a síntese do grande confronto entre neoliberalismo e populismo que definiu os anos 2010”. E complementa: “Neoestatismo pode ser também conservador para manter o status e o sistema de propriedade existente”.

Paolo Gerbaudo é doutor em Mídia e Comunicação pelo Goldsmiths College, onde trabalhou sob a supervisão do Professor Nick Couldry. Desde 2012 é professor no Departamento de Humanidades Digitais do King’s College London, onde dá aulas sobre Cultura e Sociedade Digital. Anteriormente foi professor de Jornalismo e Comunicação no Departamento de Mídia da Middlesex University e Professor Adjunto de Sociologia na American University no Cairo.

Paolo Gerbaudo (Imagem: Hemisphere Institute)

 

 


As outras conferências do ciclo de estudos estão disponíveis na íntegra nos vídeos abaixo.

 

A ruptura antropológica e o colapso econômico global. Oportunidades para recodificar as vidas | Prof. Dr. Franco Berardi (Bifo) - Itália

 

Big e deep techs, “novas” riquezas e desigualdades. A necessidade da governança digital | Dr. Jathan Sadows - Universidade Monash (Melbourne, Austrália) | Debatedor: Prof. Dr. Rafael de Almeida Evangelista - Unicamp

 

Geopolítica e nova economia pós-coronavírus. Possibilidades e limites para a América Latina | Prof. MS Eduardo Gudynas - Diretor do Centro Latino-Americano de Ecologia Social – CLAES - Uruguai

 

 

Nacionalismo religioso é tema de conferência que abre Ciclo de Estudos: populismos autoritarismos e resistências emergentes, promovido pelo IHU

 

Uma onda ultraconservadora na política que vai da Europa, com fulcro na Itália de Matteo Salvini, a América, com parada de consequências profundas nos Estados Unidos de Donald Trump e no Brasil de Jair Bolsonaro. Segmentos religiosos, de neopentecostais católicos conservadores, que reeditam princípios e valores que já pareciam superados. Destruição de direitos sociais e devastações ambientais que são tomadas como obstáculos para uma ascensão obscurantista. Esses três eventos, que geram outros tantos, têm raízes comuns e nos colocam diante do que temos chamado de processos de emergência das ideologias e movimentos de diferentes cunhos – populistas, autoritários ou de resistência democrática – no século XXI que parecem surgir em resposta ou como consequência das crises das democracias liberais do Ocidente.

 

Olhar com vagar e analisar esses movimentos é o objetivo do Ciclo de Estudos: populismos autoritarismos e resistências emergentes, realizado pela Unisinos, numa iniciativa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU. O Ciclo abre hoje, com a conferência da Prof. Dra. Tatiana Vargas-Maia, da UniLaSalle. A atividade é às 17h30min, toda em formato online, podendo ser acompanhada pelo Canal do IHU no You Tube ou pela página do IHU no Facebook. Quem deseja certificação também pode fazer inscrição prévia.

 

 

 

Com trabalhos na área de Ciência Política, com ênfase em Relações Internacionais, Política Comparada, Teoria Política, e na área de História, com ênfase em História Moderna e Contemporânea, Tatiana falará sobre “os nacionalismos religiosos na política internacional do século XXI”. Se pensarmos apenas no caso brasileiro, veremos muitas conexões.

 

Como aponta o professor Fábio Py, professor do Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, o próprio Jair Bolsonaro, nas celebrações da Páscoa, fundamental para a compreensão da fé cristã, insufla um nacionalismo religioso que, embora atravesse as próprias lógicas dos Evangelhos, arregimenta uma ode via um nacionalismo religioso. “Observa-se no novo arranjo do discurso cristofascista de 2021 (autoritário e ancorado no cristianismo hegemônico) a preocupação de indicá-lo [Bolsonaro] como líder e alguém apto para comandar a mudança de sentido para nação brasileira diante da cólera do Covid”, pontua em artigo publicado pelo IHU. Para Py, “compreende-se que essa reconfiguração do tom religioso nas suas mídias sociais não é um mero detalhe. Isso porque desde o início do ano de 2021 as partes mais periféricas vêm sendo mais maciçamente castigadas pela doença, são 70% dos mortos. E, logo, se periferias brasileiras foram tomadas pelas igrejas evangélicas, aos poucos vem ocorrendo um descolamento das igrejas do bolsonarismo”.

 

 

 

Muito mais que um caso brasileiro

 

No entanto, embora seja possível essa conexão direta entre o nacionalismo religioso e o caso brasileiro, Tatiana vem mostrar que essa não é uma situação ou um momento histórico que se reduz ao Brasil. Embora Joe Biden esteja revertendo muitas das ações de Donald Trump, é preciso que compreendamos a maquinaria que o ex-presidente estadunidense acionou. Em muitos artigos publicados pelo IHU, Massimo Faggioli, historiador italiano e professor da Villanova University, nos EUA, tem analisado como parte dos bispos nos Estados Unidos vem ecoando posições típicas do trumpismo. Agora, na chamada “era Biden”, com a adesões de outra parte do episcopado estadunidense, a polarização parece esticar ainda mais a corda, chegando a emergir uma ideia de cisma.

 

Para Faggioli, essa divisão não é nova e um sistema político bipartidário vem há tempo gerando uma igreja bipartidária, inclusive com o que considera “uma sólida maioria de bispos favoráveis ao Partido Republicano – até mesmo ao Partido Republicano de Donald Trump”. “Agora existe o risco de a Igreja dos EUA ficar ainda mais dividida – não uma comunidade com uma grande variedade de culturas e espiritualidades diferentes, algumas vezes em tensão entre si, uma 'grande tenda', mas sim duas versões distintas do catolicismo, cada uma reivindicando a ortodoxia e existindo em um regime de excomunhão mútua”, adverte, em artigo publicado no IHU no início deste ano.

 

O professor, inclusive, publicou um livro recentemente em que tenta refletir, a partir do caso dos Estados Unidos, como e de que forma os rios da política e da religião se encontram num mar revolto. “As relações entre os Estados Unidos e o Vaticano claramente sofreram durante o governo Trump, resultado da inegável incompatibilidade entre as visões de mundo do Papa Francisco e do presidente do ‘Make America Great Again’”, escreve o professor num dos trechos de “Joe Biden and Catholicism in the United States” [Joe Biden e o catolicismo nos Estados Unidos, em tradução livre].

 

Novo livro de Massimo Faggioli (Foto: Villanova University)

 

 

Michael Sean Winters, em comentário reproduzido pelo IHU, considera que “o livro de Faggioli explora essas questões fundamentais com profundidade e intuição. Ele é excelente em elucidar o contexto imediato deste momento hediondo em que um presidente católico e um papa profundamente pastoral podem fazer causa comum em uma variedade de questões”. Por fim, considera que o livro pode contribuir ao debate, pois “é a explicação mais convincente sobre a situação da Igreja nos Estados Unidos que eu li em muito tempo”.

 

Uma “oposição franciscana”

 

Em meio a um céu tão fechado que anuncia uma tormenta gerada das frentes que vêm da política e da religião, é preciso que se reconheçam certas aberturas de sol. Nesse sentido, o Papa Francisco tem se posto no movimento contrário a essas ondas ultraconservadoras com flertes totalitários. Sua insistência na chamada de atenção para as questões ambientais, da fome e miséria no mundo e, mais recentemente, os efeitos da pandemia e os riscos de não se garantir vacinas para todos tem cunhado espaço no debate. O problema, de novo, é que Francisco lidera uma gigantesca instituição milenar, a Igreja Católica Apostólica Romana, cheia de vícios e homens que relutam a qualquer mudança que os desacomode ou os faça “entrar em brigas” que não tomam como suas, como as questões climáticas.

 

 

 

Tudo isso, apesar dos avanços do pontífice, acaba, por vezes, o forçando a brecar. O problema é que, como bem aponta Faggioli no caso estadunidense, essas resistências entornam um caldo de oposição que vai se aglutinando desde dentro da Igreja e que encontra força com opositores de fora da Igreja. É uma espécie de oposição a Francisco, ou “oposição franciscana”. E nesse espetáculo de sombras, destaque para personagens como o italiano Matteo Salvini. Elena Llorente, em reportagem reproduzida em 2019 pelo IHU, pontua que, para Salvini fazer valer suas ideias “não importa se os agredidos e ofendidos são a Igreja, a Organização das Nações Unidas ou a Magistratura italiana”. “Com o Papa Francisco, as diferenças já haviam sido percebidas há tempo. Contudo, inicialmente, Salvini se mantinha bastante contido. Agora, ao contrário, quando o Papa falou em manter as “portas abertas” em relação aos migrantes, o ministro disse claramente: ‘E por que o Vaticano não abre suas portas aos migrantes, portas que permanecem bem fechadas?’”, conclui.

 

E mesmo que se possa dizer que desde 2019 muita coisa mudou na conjuntura italiana, vale destacar o alerta de Jesús Bastante, reproduzido agora em março pelo IHU: “não é a primeira vez que a ultradireita europeia arremete contra o ‘cidadão Bergoglio’, como o denominou diversas vezes o presidente do Vox, da Espanha, Santiago Abascal. Viktor Orbán, na Hungria, Matteo Salvini, na Itália, ou o próprio Bannon, com o inestimável concurso de purpurados como Burke, Brandmüller, Sarah ou Müller, ou o sempre presente ex-núncio Viganò, também há tempos lançam seus dardos contra Francisco”. E há de crermos que não seja a última.

 

Ciclo de Estudos: populismos autoritarismos e resistências emergentes segue até outubro

 

A fala da Dra. Tatiana Vargas-Maia é a primeira das atividades do Ciclo de Estudos: populismos autoritarismos e resistências emergentes que seguem com conferências até dia 27 de outubro. A próxima palestra, intitulada Autoritarismo-populista e o limite da democracia no Brasil e na Europa, com Prof. Dr. Henrique Carlos de Oliveira Castro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, será em 11 de agosto, às 10h. Depois, é a vez de Maria Florencia Guarche Ribeiro, também da UFRGS, com a palestra Resistência e Democracia Radical contra o autoritarismo religioso: o exemplo curdo, em 29 de setembro, 10h. Em setembro, dia 27, às 10h, está confirmada a conferência da Dra. Alana Moraes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, intitulada Comuns: política para além do Estadocentrismo.

 

 

Maria Florencia e Alana estão entre as próximas conferencistas

 

 

Acompanhe as atualizações da programação

 

Saiba mais sobre Tatiana Vargas-Maia

 

Doutora em Ciência Política pela Southern Illinois University - Carbondale (2015), mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006), bacharel em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006), e bacharel em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2004). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Relações Internacionais, Política Comparada, Teoria Política, e na área de História, com ênfase em História Moderna e Contemporânea.

 

Atua principalmente nos seguintes temas: identidades políticas, nacionalismo e etnicidade, segurança internacional, política externa, democracia e autoritarismos, feminismo e gênero. Atualmente, é coordenadora e professora do Bacharelado em Relações Internacionais, coordenadora e professora da Licenciatura e do Bacharelado em História da Universidade La Salle, professora permanente no Programa de Pós-Graduação em Memórias Sociais e Bens Culturais da Universidade La Salle.

 

Tatiana Vargas-Maia (Foto: arquivo pessoal)

 

É também Coordenadora do Comitê da Universidade La Salle para o Pacto Universitário Pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura da Paz, e dos Direitos Humanos, e representante da Universidade La Salle no Comitê Gaúcho Impulsor do Movimento #ElesPorElas da ONU Mulheres

 

A Igreja e a união de pessoas do mesmo sexo - O Responsum em debate

 

Dois dos principais teólogos morais da atualidade estarão nesta sexta-feira, 11-06-2021, debatendo um dos temas mais controversos da doutrina católica: a união de pessoas do mesmo sexo. Os professores Todd Salzman e Michael G. Lawler, ambos da Creighton University dos EUA, discutirão no IHU os impactos pastorais do responsum da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano ao questionamento enviado pela Conferência dos Bispos dos EUA sobre a possibilidade de bênção a casais do mesmo sexo. Eles são autores dos seguintes livros: "A Pessoa sexual. Por uma antropologia católica renovada" (Editora Unisinos, 2012), e "Sexual Ethics: A Theological Introduction" (Georgetown University Press, 2012. Em tradução livre, "Ética sexual: uma introdução teológica").

 

Os Profs. Drs. Todd Salzman e Michael G. Lawler escrevem em conjunto há mais de uma década sobre a necessidade de ajustes na doutrina moral católica, inclusive  no que tange à moral sexual. Na primeira entrevista que concederam ao IHU, em 2013, já relatavam os problemas da abordagem dada pela Igreja à questão matrimonial e sexual: "Necessitamos de uma nova moralidade conjugal para tornar a ética sexual católica mais positiva e digna de crédito para as pessoas modernas. Essa moralidade terá implicações normativas para todas as dimensões antropológicas acima mencionadas. Uma nova moralidade conjugal precisa enfatizar a pessoa relacional mais do que a pessoa procriadora e separar a ligação intrínseca e inseparável entre os sentidos unitivo e procriador do ato sexual sustentada pela Humanae vitae".

A publicação da exortação apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, em 2016, fortaleceu algumas das intervenções que os autores refletiam nos seus livros. Em artigo publicado no Cadernos Teologia Pública, Nº 136, os autores expressam que "a sugestão de novos métodos pastorais por parte do Papa Francisco ilumina um caminho para uma coerência antropológica e metodológica maior entre o ensino social católico e o ensino sexual católico ao priorizar coerentemente a orientação moral pelo sujeito de uma consciência discernente em relação à orientação moral pelo objeto de normas que são externas ao sujeito".

Do mesmo modo, fazem uma abordagem de provocação e convocação às lideranças da Igreja para que entendam a Amoris Laetitia para compreender as mensagens e espaços dados por Francisco na questão sexual. "Em AL, o Papa Francisco abriu a porta para o desenvolvimento orgânico do ensino sexual católico. Agora se requer bispos, pastores, leigos e indivíduos LGBT corajosos para escancarar essa porta e deixar a luz e a verdade do Evangelho de Jesus iluminar os ensinamentos antiquados da Igreja, que são dolorosos e alienantes sobre questões éticas LGBTQ", escrevem em artigo de abril de 2021, traduzido e publicado pelo IHU.

Neste mês, conhecido internacionalmente como Mês do Orgulho LGBTQ, Salzman e Lawler dão início ao debate sobre o responsum da Doutrina da Fé, que proíbe a bênção de casais do mesmo sexo, ou homoafetivos, e ao que eles chamam de "distorção moral, que calunia gays e lésbicas".

Todd Salzman e Michael G. Lawler proferirão a palestra "A Igreja e união de pessoas do mesmo sexo: o Responsum e seus impactos pastorais", na sexta-feira, 11-06-2021, às 10h. O evento será transmitido com tradução simultânea ao português nas redes sociais do IHU, Facebook, Twitter e YouTube, e com a opção bilíngue pela plataforma Zoom. Para garantir o certificado de participação é necessário realizar a inscrição (neste link), de forma gratuita.

O debate sobre a Igreja e as uniões do mesmo sexo continuará no dia 21-06-2021, com o Prof. Dr. Andrea Grillo, do Pontifícia Ateneo Sant'Anselmo, da Itália, que proferirá a palestra "Responsum e a possibilidade de novas abordagens".

A Igreja e a união de pessoas do mesmo sexo. O Responsum em debate

XX Simpósio Internacional IHU. A (I)Relevância pública do cristianismo num mundo em transformação

Para refletir sobre essas questões, com um intenso e plural debate, o Instituto Humanitas Unisinos promove o XX Simpósio Internacional IHU. A (I)Relevância pública do cristianismo num mundo em transformação. Um evento com o propósito de analisar transdisciplinarmente o sentido, os desafios e as possibilidades para o cristianismo, a Igreja, a teologia e fé cristã em meio às grandes transformações que caracterizam a sociedade e a cultura atual, no contexto da confluência de diversas crises de um mundo em transição, um mundo (pós)pandêmico.

XX Simpósio Internacional IHU. A (I)Relevância pública do cristianismo num mundo em transição

 

XX Simpósio Internacional IHU inicia em 04 de junho e terá palestras mensais ao longo do ano de 2021, de forma virtual e gratuita. Todas as atividades serão transmitidas com a opção bilíngue pela plataforma Zoom, e em português pelo canal IHU Comunica do Youtube, e nas páginas do IHU no Facebook e no Twitter. Para garantir certificação de participação, é necessário realizar inscrição neste link e acompanhar as informações para o registro de presença nos chats das atividades.

Para acompanhar todo o conteúdo do Simpósio e dos demais eventos do IHU, acione as notificações das publicações das nossas redes e assine a newsletter. 

 

Conheça abaixo um pouco mais da programação e dos palestrantes do evento

 

Armando Matteo

Armando Matteo é professor de Teologia Fundamental na Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma e recentemente foi nomeado pelo Papa Francisco como subsecretário adjunto da Congregação para a Doutrina da Fé.

Desde 2019 é editor do Jornal da Universidade Urbaniana. Ele é autor de vários ensaios, incluindo: "Come Strestieri. Por que o cristianismo se tornou estranho aos homens e mulheres de nosso tempo" (2008), "A primeira geração na descrença. A difícil relação dos jovens com a Igreja" (2010), "A fuga dos quarenta anos. A difícil relação das mulheres com a Igreja" (2012), "Todos morrem muito jovens. Como a longevidade está mudando nossas vidas e nossa fé" (2016) e "Todos jovens, sem jovens. As expectativas não cumpridas da primeira geração incrédula" (2018). Seu último livro é Pastoral 4.0: eclissi dell’adulto e trasmissione delle fede alle nuove generazioni” ("Pastoral 4.0: eclipse do adulto e transmissão das fés às novas gerações", em tradução livre, EDB, 2020).

Prof. Dr. Matteo apresentará a primeira palestra do XX Simpósio Internacional IHU: "Presença fragmentada. O mal-estar pós-moderno do Cristianismo", na sexta-feira, 04 de junho de 2021, às 10h.

 

 

 


Prof. Dr. Armando Matteo. Foto: Missionari Saveriani

 

 

 

Charles Taylor

 

Charles Taylor é professor emérito do Departamento de Filosofia da McGill University, no Canadá, e autor de livros influentes, incluindo “As fontes do self: a construção da identidade moderna” (Loyola, 2010), “A ética da autenticidade” (É Realizações, 2011) e “Uma era secular” (Unisinos, 2010). Ele recebeu muitas homenagens, incluindo o Prêmio Templeton e o Prêmio Berggruen.

Prof. Dr. Taylor proferirá a palestra: "Secularização e o papel do cristianismo hoje. Desafios e perspectivas", na quinta-feira, 17 de junho de 2021, às 10h.

 


Prof. Dr. Charles Taylor. Foto: Central European University | Flickr CC

 

Francesco Cosentino

 

Francesco Cosentino é professor de Teologia Fundamental da Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma. 

É Bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Teológica da Itália Meridional, Doutor em Teologia Fundamental pela Pontifícia Universidade Gregoriana, com a tese "Para além da 'morte de Deus': Cristianismo, imaginação, imagens de Deus. Para uma resposta teológica ao ateísmo contemporâneo". Atualmente trabalha com a Congregação para o Clero, do Vaticano. É autor dos livros "Dalla fine del mondo. Il sogno di Papa Francesco sulla Chiesa" (Ed. Tau, 2016), "Incredulità" (Ed. Cittadella, 2017) e "Lievito nella pasta. Evangelizzare la città postmoderna" (EMP, 2018) e, publicado neste ano, "Quando finisce la notte – Credere dopo la crisi" ("Quando a noite termina - Acreditar depois da crise", em tradução livre, EDB).

Prof. Dr. Cosentino proferirá a palestra: "O declínio do cristianismo: possibilidade de um novo começo para a fé cristã?", na segunda-feira, 12 de julho de 2021, às 10h.

 


Prof. Dr. Francesco Cosentino. Foto: Dongi

 

Todd Salzman

 

Todd Salzman é professor na Creighton University, EUA. Ele tem doutorado em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica. Foi professor na University San Diego. Foi homenageado pelas Nações Unidas e várias organizações não-governamentais (ONGs), em Nova York, em 2001. Autor de diversos livros e artigos científicos, citamos "A pessoa sexual: por uma Antropologia Católica renovada" (Ed. Unisinos, 2008) e, recentemente, pelo IHU, "Amoris Laetitia: aspectos antropológicos e metodológicos e suas implicações para a teologia moral", no Cadernos Teologia Pública, Nº 136.

Prof. Dr. Salzman proferirá a palestra: "O magistério moral da Igreja no contexto do pontificado do Papa Francisco: desafios e perspectivas", na quinta-feira, 19 de agosto de 2021, às 10h.

 


Prof. Dr. Todd Salzman. Foto: Catholic Ethics

 

Tina Beattie

 

Tina Beattie é professora de Estudos Católicos na Universidade de Roehampton, em Londres, e diretora do Digby Stuart Research Centre for Religion, Society and Human Flourishing. Suas pesquisas versam sobre teologia católica, teologia feminista e teoria psicanalítica. Entre suas publicações, destacamos "Theology after Postmodernity: Divining the Void" (Londres: Oxford University Press, 2013) e "New Catholic Feminism: Theology and Theory" (Londres: Routledge, 2006). Também escreve para The Tablet e The Guardian.

Profa. Dra. Beattie proferirá a palestra: "Mulheres na vida da Igreja. Avanços e obstáculos no Pontificado de Francisco", na quinta-feira, 02 de setembro de 2021, às 10h.

 


Profa. Dra. Tina Beattie. Foto: Site pessoal

 

Felix Wilfred

 

Felix Wilfred é professor emérito da Faculdade de Filosofia e Pensamento Religioso, da Universidade de Madras, Chennai, Índia. É Mestre em Filosofia e Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Urbaniana, de Roma. Foi presidente da Revista Internacional de Teologia Concilium e colaborador da Enciclopédia Católica Nova, Lexikon für Theologie und KircheQuaestiones disputatae, ambas publicações alemãs. Além disso, contribui para "Os teólogos modernos" (Cambridge, UK) e "Dicionário do Cristianismo Cambridge", Universidade de Cambridge, Reino Unido.

Prof. Dr. Wilfred proferirá a palestra: "O cristianismo em face das grandes questões do mundo atual. Desafios e Perspectivas", na quinta-feira, 09 de setembro de 2021, às 10h.

 


Prof. Dr. Felix Wilfred. Foto: Misereor

 

Andrea Grillo

 

Andrea Grillo é filósofo e teólogo italiano, leigo, especialista em liturgia e pastoral, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, de Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, de Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, de Pádua. Ele é Doutor em teologia pelo Instituto de Liturgia Pastoral, de Pádua. Também é membro da Associação Teológica Italiana e da Associação dos Professores de Liturgia da Itália.

Prof. Dr. Andrea Grillo proferirá a palestra: "A crise do cristianismo e o futuro da fé cristã. Desafios e possibilidades para a teologia hoje", na quinta-feira, 07 de outubro de 2021, às 10h.

 


Prof. Dr. Andrea Grillo. Foto: Breviarium

 

Anne-Marie Pelletier

 

Anne-Marie Pelletier é licenciada em literatura moderna e possui doutorado em Estudos da Religião. É professora emérita da Université Paris-Est-Marne-la-Vallée. Suas publicações se concentram na hermenêutica bíblica ("D’âge en âge, les Écritures", Lessius, 2004) e na antropologia ("Questions éthiques et sagesse biblique", 2018). Há vários anos, ela também busca uma reflexão sobre o feminino sob o prisma da revelação bíblica ("Le christianisme et les femmes", 2001 ; "Le signe de la femme", 2006 ; "L’Église, des femmes avec des hommes, à paraître au Cerf en septembre", 2019).

Profa. Dra. Anne-Marie Pelletier proferirá a palestra: "A crise do cristianismo hoje. Uma abordagem na perspectiva das mulheres", na quarta-feira, 13 de outubro de 2021, às 10h.

 


Profa. Dra. Anne-Marie Pelletier. Foto: Site pessoal

 

Alec Ryrie

 

Alec Ryrie é pastor anglicano, professor visitante de História da Religião do Gresham College, Inglaterra. Ele é Bacharel em História pela Cambridge University, Mestre em Estudos da Reforma pela University of St. Andrews e Doutor em Teologia pelo St. Cross College, de Oxford, Inglaterra. Sua tese foi publicada em formato de livro com o título "The Gospel and Henry VIII". Ele é presidente da Sociedade de História Eclesiástica, editor do The Jorunal of Ecclesiastical History. É autor dos livros "Private and Domestic Devotion in Early Modern Britain" (Ed. Routledge, 2016), "Unbelievers: An Emotional History of Doubt” (Ed. Harvard University, 2019)

Prof. Dr. Ryrie proferirá a palestra: "Valores cristãos, valores seculares e por que eles precisarão uns dos outros na década de 2020", na terça-feira, 09 de novembro de 2021, às 10h


Prof. Dr. Alec Ryrie. Foto: Gresham College | Flickr CC

 

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