Papa Francisco recebe Andrés Murillo, uma vítima que Karadima queria transformar em cúmplice

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30 Abril 2018

Conforme revelado pela CNN-Chile, na última sexta-feira José Andrés Murillo, uma das três vítimas principais e mais conhecidas do padre chileno, pedófilo em série, Fernando Karadima, reuniu-se na Casa Santa Marta com o Papa Francisco.

Murillo tem hoje 43 anos e foi vítima de abuso por Karadima entre os 18 e 20 anos (1993-1995). O jovem tinha entrado em contato com o padre porque queria pedir seus conselhos para a sua vocação e sobre suas próprias escolhas para o futuro, mas, infelizmente, como tantos outros que confiaram na fama que Karadima tinha de excelente conselheiro, ele encontrou outra coisa.

A informação é publicada por Il Sismografo, 28-04-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Ele encontrou não só pesados abusos sexuais, mas também autoritarismo, ameaças e chantagem. Ao que tudo indica, pelo relato de muitas testemunhas, essas foram algumas das ferramentas que sacerdote empregava para manter sob controle algumas situações.

"Fui até ele porque tinha grande fama de santidade e de saber dar bons conselhos. Além disso, diziam que era um dos discípulos favoritos de Santo Alberto Hurtado", jesuíta amado pelos chilenos.

"Naquele momento, em um contexto de orientação espiritual, começaram as moléstias. Eu não consegui entender totalmente o que estava acontecendo. Eu não acreditava no que estava acontecendo e eu neguei os fatos para mim mesmo. Cheguei a pensar que era eu que estava interpretando mal os fatos que aconteciam com o padre. Até determinado momento, em que o que o padre estava fazendo e queria tornou-se um conjunto de comportamentos evidentes." "Eu sofri muito, especialmente porque tive muita dificuldade para me perdoar. Eu sempre me culpei por não ter sido capaz de me defender de uma forma mais radical. Até o momento em que eu percebi a pior coisa, a mais devastadora: Karadima era muito esperto e fez tudo para transformar–me de vítima em cúmplice".

Murillo, é hoje um escritor e filósofo, estudou filosofia na Universidade Católica de Santiago e tem um doutorado em ciências políticas. É fundador e responsável por uma organização para pessoas vítimas de abuso, 'Para la Confianza' (para a confiança), que visa aprofundar as formas de aplicação da resiliência.

Murillo também é o autor do livro "Azul", ilustrado por Marcela Paz Peña, que conta a história de uma criança abusada que através da resiliência consegue retornar a uma vida normal, e principalmente ter uma grande confiança em si mesma. A palavra "azul", explica Murillo, significa "alto e profundo" em muitas culturas, onde, no entanto, era proibido pronunciar a palavra, como acontece hoje com aquela outra, abuso. Se não for pronunciada, se tornará um fantasma doloroso. O dia em que você conseguir pronunciá-la, você se tornará capaz de recomeçar.

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