Missas (ainda) sem povo: bispos italianos contra a decisão do governo

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28 Abril 2020

"Lembra-se à presidência do Conselho e ao Comitê Técnico-Científico o dever de distinguir entre a sua responsabilidade – dar indicações precisas de caráter sanitário – e a da Igreja, chamada a organizar a vida da comunidade cristã, no respeito das medidas dispostas, mas na plenitude da própria autonomia", assevera a nota da Conferência Episcopal Italiana - CEI, contestando a Fase 2 implementada desde ontem, 27-04-2020, no combate à Covid-19.

"Os bispos italianos não podem aceitar que o exercício da liberdade de culto seja comprometido", afirma a nota publicada por Escritório de Imprensa da CEI, 26-04-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a nota.

“Estão sendo estudadas pelo governo novas medidas para permitir o mais amplo exercício da liberdade de culto”. As palavras da ministra do Interior, Luciana Lamorgese, na entrevista concedida na quinta-feira passada, 23 de abril, ao jornal Avvenire, chegam após um diálogo contínuo e disponível entre a Secretaria Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), o Ministério e a própria presidência do Conselho.

Uma interlocução na qual a Igreja aceitou, com sofrimento e senso de responsabilidade, as limitações governamentais assumidas para enfrentar a emergência sanitária. Uma interlocução durante a qual várias vezes se enfatizou explicitamente que – no momento em que forem reduzidas as limitações assumidas para enfrentar a pandemia – a Igreja exige poder retomar sua ação pastoral.

Ora, após essas semanas de negociação em que o CEI apresentou Orientações e Protocolos para poder enfrentar uma fase transitória no pleno respeito de todas as normas sanitárias, o Decreto da presidência do Conselho dos Ministros, aprovado na noite desse domingo, exclui arbitrariamente a possibilidade de celebrar a missa com o povo.

Lembra-se à presidência do Conselho e ao Comitê Técnico-Científico o dever de distinguir entre a sua responsabilidade – dar indicações precisas de caráter sanitário – e a da Igreja, chamada a organizar a vida da comunidade cristã, no respeito das medidas dispostas, mas na plenitude da própria autonomia.

Os bispos italianos não podem aceitar que o exercício da liberdade de culto seja comprometido. Deveria ficar claro a todos que o compromisso com o serviço aos pobres, tão significativo nesta emergência, nasce de uma fé que deve poder se alimentar das suas fontes, em particular a vida sacramental.

 

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