Haverá 36 jovens no Sínodo sobre os jovens

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03 Outubro 2018

Bispos de todo o mundo participarão, a partir desta quarta-feira, 3 de outubro, e até o dia 28 do mesmo mês, do Sínodo dos Bispos, em Roma. No total, serão 266 padres sinodais. Haverá também na aula 36 jovens na qualidade de “ouvintes”, razão pela qual não terão direito a voto, mas poderão participar e também intervir nos grupos de trabalho linguísticos, que serão responsáveis pela redação do documento final. Os recentes escândalos de abusos sexuais na Igreja não são um obstáculo para que a Igreja dialogue com os jovens, e a assembleia representa uma “oportunidade providencial” neste momento histórico, disse o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário do Sínodo, que confirmou a participação também de dois bispos chineses convidados pelo Papa após o recente acordo com Pequim.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 01-10-2018. A tradução é de André Langer.

Este será o “terceiro Sínodo convocado pelo Papa Francisco”, depois do duplo Sínodo sobre a família (2014-2015), recordou o cardeal, e situa-se em “linha das assembleias anteriores, cujo fio condutor é a renovação da Igreja e da sociedade a partir precisamente dos fundamentos: a família e os jovens, que garantem as futuras gerações”. O tema dos jovens “é, certamente, um ‘desafio’, como, aliás, foi o tema da família”, e “a Igreja não tem medo de enfrentar os desafios, que sempre são difíceis e insidiosos”, porque “está certa de que a força espiritual e humana vem do Espírito Santo, que inspira e sustenta seus pastores e seu rebanho, guiados por aquele cujo ministério é confirmar os irmãos”.

Particularmente, como disse o Papa, a Igreja “quer ouvir a voz, a sensibilidade, a fé e as dúvidas e críticas dos jovens”. Muitas vezes, disse, por sua vez, o cardeal Sergio Rocha, relator geral, “ouvem-se vozes que culpam os jovens por terem se afastado da Igreja. Mas muitos deles viveram situações que os levam a afirmar que é a Igreja que se distanciou dos jovens. E eles nos dizem isso abertamente. Em muitos casos, eles não a sentiram nem a sentem próxima ou acolhedora, especialmente nos momentos mais difíceis do seu processo de crescimento humano. Deveríamos nos perguntar: somos uma comunidade significativa para os jovens de hoje? Como eles podem ser protagonistas na vida da Igreja? Que conversões e gestos proféticos são necessários para reconquistar a confiança e o afeto da geração mais jovem?”.

Da 15ª assembleia geral ordinária do Sínodo, intitulada “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, participarão 266 padres sinodais: 50 cardeais, 6 patriarcas, um arcebispo maior, 44 arcebispos, 101 bispos diocesanos, 37 bispos auxiliares, 6 vigários apostólicos e um bispo prelado, 10 religiosos representantes da União dos Superiores Gerais e 10 presbíteros e religiosos não bispos. Além disso, participarão, sem direito a voto, 23 peritos e 49 “ouvintes” homens e mulheres: entre esses haverá 36 jovens entre 18 e 29 anos, eleitos como representantes dos diferentes continentes e categorias diretamente interessadas (seminários, ordens religiosas, associações, pastoral da juventude), cujo papel, explicou Baldisseri, é “ouvir as intervenções dos padres sinodais, mas ‘poderão também intervir uma vez e estar presente nos círculos menores, onde podem tomar a palavra e colaborar com a redação dos “modos”, as emendas, incluídos na relação final”.

O cardeal Baldisseri confirmou que “depois do acordo” entre a Santa Sé e Pequim sobre a nomeação dos bispos, pela primeira vez dois bispos da China continental participarão do Sínodo. “Eles foram convidados pelo Papa, em consequência do acordo, e o convite foi aceito pela outra parte, razão pela qual estes bispos estão vindo para Roma”, embora a situação seja “muito complexa”. Além disso, “já devem estar viajando para Roma”, disse o cardeal. Ele também recordou que, “no passado, a Santa Sé sempre convidou os bispos da China continental, mas nunca puderam vir; neste caso, sim”.

Aos que perguntaram se os abusos sexuais eram um “obstáculo” para a aproximação da Igreja aos jovens, lembrando que nos Países Bálticos o Papa Francisco salientou que os jovens estão indignados com os escândalos dos abusos sexuais e econômicos, Baldisseri disse que “os jovens são muito mais inteligentes e abertos, ao bem e ao mal; compreenderão e compreendem. É claro que os escândalos que aconteceram na Igreja neste momento afetam as mentes e os corações e a imaginação, mas acho que estão abertos para compreender a fragilidade humana; eles mesmos caem e se levantam. Não penso que seja um obstáculo, mas, pelo contrário, uma oportunidade para saborear mais o que é a Igreja”, “para que a Igreja seja conhecida não apenas devido a alguns que cometeram erros ou provocaram escândalo”.

É, portanto, “a oportunidade providencial de um encontro tão importante a única alternativa para explicar, para fazer os jovens compreenderem, e também os adultos, o que é a Igreja”, que não é representada “por alguns que cometerem erros”. “Eu conheci jovens entusiastas em torno do seu bispo, sacerdotes, religiosos; a figura do Santo Padre é venerada e admirada, e esta é uma boa premissa para trabalhar bem nestas semanas”.

Baldisseri também respondeu, sem mencionar o seu nome, o arcebispo da Filadélfia, Charles Chaput, que, após pedir o cancelamento do Sínodo, criticou o seu documento de trabalho (o Instrumentum laboris): a “pessoa em questão” era “membro do conselho da Secretaria do Sínodo e estava presente quando o documento foi apresentado”, e, “se tinha qualquer objeção, poderia tê-la apresentado. Nós a teríamos incluído tranquilamente: não entendo por que depois faz essas declarações”, disse Baldisseri, que também ressaltou que, de acordo com as normas, o bispo que não pode participar de um Sínodo deve ser substituído por um representante seu.

O encarregado do serviço de divulgação de notícias sobre os trabalhos sinodais será o Dicastério da Comunicação, presidido por seu prefeito, Paolo Ruffini, que, por sua vez, será o presidente da comunicação sinodal para a informação e presidirá as coletivas de imprensa, que acontecerão diariamente de segunda a sábado. Através das redes sociais (Twitter, Facebook e Instagram) do Vatican News e da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, serão divulgadas informações sobre o andamento das sessões sinodais, mediante a hashtag #Synod2018.

O Sínodo começará com a solene celebração presidida pelo Papa na Praça São Pedro na manhã desta quarta-feira. No próximo sábado, o Papa e os padres sinodais se reunirão com um grupo de jovens no Salão Paulo VI: “Os ingressos já se esgotaram”, disse Baldisseri. O Sínodo durará 25 dias ao todo.

Após a sessão inaugural de 3 de outubro pela tarde e das primeiras intervenções, o Sínodo se reunirá em grupos linguísticos, os chamados círculos menores (francês, italiano, inglês, português, espanhol e alemão), nos quais se procederá à elaboração dos “modos” coletivos do Instrumentum laboris, que depois serão entregues à Secretaria Geral, que vai elaborá-los para a redação do documento final. Esse esquema se repetirá três vezes, com cada uma das “unidades de trabalho”, que terminarão na terça-feira, 9 de outubro (a primeira), na segunda-feira, 15 de outubro (a segunda), e na segunda-feira, 22 de outubro (a terceira).

Para concluir, a comissão se reunirá para elaborar o esboço do Documento Final, que será apresentado aos Padres Sinodais na quarta-feira, 24 de outubro. Depois das últimas emendas, o documento será votado no sábado, 27, à tarde, e depois entregue ao Papa, “a quem compete qualquer decisão sobre o assunto”.

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