Francisco: ''Clero e bispos serão chamados a prestar contas''. Termina a missão de Dom Scicluna

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01 Março 2018

O último gesto de Dom Charles Scicluna no Chile, antes de retornar ao Vaticano – isto é, ouvir diversas vítimas que, há anos, acusam membros dos salesianos e dos irmãos maristas de abusos sexuais –, teve uma relevância notável desde o início, porque é precisamente o contrário daquilo que foi feito durante décadas por aquela parte da hierarquia católica que controla o episcopado. Esses prelados, cardeais, arcebispos e bispos receberam uma lição que levarão consigo como uma mancha. E a opinião pública chilena se deu conta instantaneamente dessas duas facetas da Igreja.

A reportagem é de Luis Badilla, publicada por Il Sismografo, 28-02-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O enviado do papa, o arcebispo de Malta (La Valletta), poderia não ter recebido essas pessoas e se aproveitar de uma razão verdadeira e conhecida: o fato de ter recebido do Santo Padre a tarefa específica e circunscrita de ouvir inúmeras pessoas envolvidas nas acusações de acobertamento de abusos envolvendo Dom Juan Barros, bispo de Osorno, e, ao mesmo tempo, atualizar as informações sobre a história, estreitamente ligada ao caso já julgado com sentença definitiva do sacerdote Fernando Karadima.

Dom Scicluna, ao contrário de muitos prelados chilenos, optou por agir de forma diferente, como sempre deve agir um pastor de verdade, que, em primeiro lugar, cuida das vítimas e, portanto, da verdade e da justiça. Esse é o único caminho para a “cura e a renovação” diante da tragédia dos abusos sexuais na Igreja por parte do clero.

O outro caminho, o do encobrimento, da ocultação, que encontra nos casos de Marcial Maciel e de Fernando Karadima “expressões de malignidades perfeitas”, é um caminho falimentar, que, acima de tudo, prejudica gravemente a Igreja, além de ser um ultraje terrível àqueles que sofreram abusos de poder repugnantes.

Eis as palavras do Papa Francisco em 27 de setembro de 2015, na Filadélfia, a um grupo de vítimas:

“As palavras não conseguem expressar plenamente a minha dor pelo abuso que vocês sofreram. Vocês são filhos preciosos de Deus e deveriam esperar sempre a nossa proteção, o nosso cuidado e o nosso amor. Estou profundamente entristecido pelo fato de a inocência de vocês ter sido violada por aqueles em quem vocês confiavam. Em alguns casos, a confiança foi traída por membros da própria família de vocês; em outros casos, por sacerdotes que têm a sagrada responsabilidade do cuidado das almas. Em todo o caso, a traição foi uma terrível violação da dignidade humana. Para aqueles que sofreram o abuso por parte de um membro do clero, estou profundamente entristecido por todas as vezes que vocês ou suas famílias denunciaram os abusos e não foram ouvidos ou acreditados. Peço-lhe que acreditem que o Santo Padre escuta vocês e acredita em vocês. Lamento profundamente que alguns bispos tenham falhado na sua responsabilidade de proteger as crianças. É muito preocupante saber que, em alguns casos, foram os próprios bispos que cometeram os abusos. Prometo-lhes que seguiremos o caminho da verdade, onde quer que ele possa nos levar. Clero e bispos serão chamados a prestar contas se abusaram de crianças ou não foram capazes de protegê-las”.

Esse magistério do sucessor de Pedro, há muitos anos, foi desatendido e ignorado no Chile, conscientemente, por parte de muitos membros da hierarquia: cardeais, arcebispos e bispos.

Dom Charles Scicluna, graças a Deus, mostrou, ao contrário, que esse magistério do papa é possível, necessário, urgente... é Evangelho!

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