Missa matinal do Papa Francisco fascina crentes e não crentes com sua simplicidade

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Os 60 bebês do Amazonas: retrato de um futuro asfixiado

    LER MAIS
  • Elementos importantes para compreender o contexto trágico que vivemos na cidade de Manaus

    LER MAIS
  • As lições de São Sebastião para a Igreja peregrina e perseguida do século 21

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


17 Abril 2020

O rosto do Papa Francisco marcado pela dor, a dor dos outros. A capela da Casa Santa Marta, à primeira luz do sol, é enxuta, essencial. O Santo Padre, que oficia cotidianamente às 7h da manhã, entra nas casas de quem crê e dos agnósticos, de quem frequenta o rito dominical e de quem fica longe dele.

A reportagem é de Michela Tamburrino, publicada em La Stampa, 12-04-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O canal Tv2000 foi o primeiro, depois a Rai1 se somou à transmissão ao vivo. Audiência de números redondos para a rede-almirante, 25% de share, mais de um milhão de telespectadores. O Tv2000 vai além e, entre terços e a Missa in Coena Domini oficiada pelo Papa Francisco, atinge os 14 milhões de telespectadores.

E há os não crentes. Como a advogada Mariella Giustozzi, da Úmbria, comunista: “Aconteceu por acaso. Eu acordo cedo e, trocando de canal, fiquei impressionada com o rosto desse homem. Não sou religiosa e não frequento as igrejas, mas as mensagens tranquilizadoras desse papa me capturaram. Ele tem uma estatura política que os nossos não têm. Eu vejo a missa da manhã para ouvir o que ele nos diz, não pela oração, mas pela mensagem que abre os olhos do homem simples e das pessoas mais estruturadas. Eu fiz um proselitismo secular, e agora muitos amigos colocam o despertador e acompanham o papa”.

Candida Sabatini, ex-professora de história e filosofia, também coloca o despertador cedo e, ainda na cama, com o marido, acompanha a missa do papa. “Sou religiosa, mas não praticante. Fiquei impressionada com a relação que se instaura com esse pontífice, que coloca o seu sofrimento a serviço de todos. Pode-se ver isso a partir do rosto e dos olhos. Ele assume as nossas dores para pedir auxílio. E não se esquece de ninguém.”

Giovanni Parapini, nomeado há poucos dias pelo diretor da Rai, Fabrizio Salini, como coordenador do novo conselho social da empresa pública, tem a tarefa de reunir as necessidades da opinião pública e das associações: “Neste momento tão particular, o papa, em nível global, e o presidente italiano Mattarella, em nível nacional, são percebidos como confiáveis, limpos, capazes de se envolver, pessoas respeitáveis que enviam mensagens positivas. O Papa Francisco foi corajoso ao corrigir a política da Igreja, muito conservadora antes dele. Ao ouvi-lo, você recebe a força da sua proximidade aos mais fracos”.

Vincenzo Morgante, diretor do Tv2000, fala de índices de audiência nunca registrados antes. “Mesmo quem não crê, vê no Papa Francisco um ponto de referência no momento de desconforto. A sua missa enxuta, sem adornos, sem cerimoniários e com a essencialidade da mensagem não podem deixar de impressionar. Nas suas homilias, ele tem um pensamento para todos, você sente a sua concretude nas intenções. Até o não crente se identifica com tanta autoridade moral".

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Missa matinal do Papa Francisco fascina crentes e não crentes com sua simplicidade - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV