Francisco anuncia que, pela primeira vez, as meditações da Via Sacra serão escritas por presos

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11 Março 2020

“Escolhi a prisão para que, também desta vez, fossem os últimos aqueles que nos ditam os passos”. O papa Francisco confirmou, em uma carta escrita a ‘Il Mattino di Padova’, que as meditações da Via Sacra, celebrada todos os anos no Coliseu, na Sexta-Feira Santa, serão escritas pelos presos da paróquia do presídio de Pádua.

A reportagem é publicada por Aica, 10-03-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Essas meditações, acrescenta o Papa “compõem uma obra coletiva que une os diversos rostos do mundo carcerário: a vítima, a pessoa detida, o policial carcereiro, o voluntário, a família do detento, o agente de liberdade condicional, o pedagogo, a Igreja, a pessoa inocente às vezes injustamente acusada”.

Um universo que, como a Igreja, conforma um “caleidoscópio de situações” que tem “comovido” o papa Francisco. As meditações nos fazem “partícipes dessa história, irmão de quem errou e de quem aceita estar a seu lado para reencontrar a ascensão”, escreve Bergoglio.

A decisão do Pontífice quer ser “uma carícia ao sofrimento” dos que vivem reclusos, muito similar ao de Cristo, e que nesses dias padecem muitos enfermos por causa do coronavírus. Assim, a esperança do Papa é que, desde Pádua, essa carícia “possa estender-se a todas as demais cidades”.

Sofrimento e morte pelo coronavírus

Itália está vivendo o sofrimento e a morte por causa do Covid-19”, recorda o Papa, que aproveita para manifestar “a proximidade humana e a oração a todos, no espírito da esperança cristã”.

Por isso, Francisco insta à “boa-vontade, sempre unida a um forte sentido de responsabilidade e de colaboração” com as autoridades competentes, para que se torne em “um valor a mais que o mundo necessita urgentemente”.

O Santo Padre também pede que não se descarte as pessoas, “especialmente os mais indefesos”, porque “ninguém deve negar um olhar amoroso de atenção e um gesto de bondade”.

A tentação de tirar ao invés de reparar

“O Outro, independentemente da situação de vida na qual se encontre, é importante”. Não é uma coincidência, recorda também o Papa, que o lema de Pádua como “Capital Europeia do Voluntariado 2020” seja “Tecer juntos a Itália”, em contraste com a tentação contemporânea de “tirar ao invés de reparar, destroçar ao invés de unir”.

Por último, o Santo Padre agradeceu a todos os que estão trabalhando nesses dias para lutar contra o “Covid-19, entre eles “o pessoal médico e paramédico em primeiro lugar” e abençoa em particular aos que, nessa conjuntura, perderam um ente querido, os idosos, os enfermos e os presos, impossibilitados nesse período “inclusive de receber uma simples visita de consolo”.

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