Polícia vaticana faz novas buscas sobre caso imobiliário de Londres

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19 Fevereiro 2020

A polícia vaticana realizou novas buscas como parte de uma investigação de corrupção em um empreendimento imobiliário malfeito em Londres, concentrando-se no prelado vaticano que assinou os contratos do acordo envolvendo um prédio de apartamentos de luxo.

A reportagem é publicada por America, 18-02-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Documentos e computadores foram apreendidos no escritório e na casa do Mons. Alberto Perlasca, um antigo chefe de gabinete da Secretaria de Estado do Vaticano, informou a Santa Sé nessa terça-feira, 18.

Um comunicado de imprensa enfatizou que Perlasca, que foi discretamente transferido para um posto na alta corte do Vaticano enquanto a investigação imobiliária fervia no ano passado, goza da presunção de inocência.

O promotor vaticano autorizou as invasões e as buscas, que resultaram dos interrogatórios de cinco pessoas que foram suspensas após uma investigação anterior, segundo o comunicado. A polícia invadiu a Secretaria de Estado e a agência de vigilância financeira do Vaticano, a Autoridade de Informação Financeira (AIF) no dia 1º de outubro.

Até hoje, os promotores vaticanos não acusaram ninguém. O ritmo e as lacunas no caso sugerem que a investigação envolve parcialmente uma disputa de território no Vaticano.

O núcleo do mandado de busca inicial do promotor vaticano dizia respeito ao investimento de 150 milhões de euros (165 milhões de dólares) da Secretaria de Estado em 2012 em um prédio de apartamentos de luxo no bairro de Chelsea, em Londres.

A hipoteca acabou sendo onerosa, a propriedade perdeu seu valor em meio às preocupações com o Brexit, e os intermediários que gerenciavam o empreendimento estavam lucrando milhões com o Vaticano em taxas.

Em 2018, a Secretaria de Estado decidiu comprar o edifício imediatamente, mas precisava de um empréstimo extra de 150 milhões de euros do banco vaticano para comprar os outros investidores e extinguir a hipoteca.

O diretor do banco e o escritório do auditor geral dispararam o alarme aos promotores vaticanos, alegando que a compra parecia suspeita, provocando as invasões e as buscas.

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