Sobre a imprudente circular da Gendarmaria do Vaticano

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03 Outubro 2019

Uma pergunta nos aflige: o Santo Padre Francisco foi informado de que seria impressa uma circular desse tipo no território do Vaticano?

O comentário é de Luis Badilla, publicado por Il sismógrafo, 02-10-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

A foto divulgada hoje pela revista L'Espresso, que reproduz uma espécie circular de advertência da Gendarmaria do Vaticano se refere a cinco funcionários - um sacerdote e quatro leigos, incluindo uma mulher - suspensos por precaução do serviço até nova disposição é, para dizer o mínimo uma manobra imprudente, ofensiva e pouco cristã. Uma condenação sumária. Essa circular incomum, que traz a assinatura do comandante Domenico Giani, ex-oficial da Guarda de Finanças, foi amplamente distribuída dentro dos muros do Vaticano e era óbvio que em poucos minutos terminaria nas redações dos jornais italianos e agências internacionais.

Advertência da Gendarmaria do Vaticano.

A famigerada Circular traz as fotografias de cinco funcionários da Santa Sé sob inquérito, suspeitos de crimes financeiros bastante graves, mas até o momento inocentes até que chegue uma sentença regular e definitiva. São pessoas que de qualquer forma veem suas vidas arruinadas, embora sejam sacerdotes, técnicos, profissionais e uma mãe aos quais nenhum tribunal atribuiu culpa inquestionável de algum crime e nenhum juiz assinou sentença de culpa e, portanto, uma condenação.

No passado, em casos semelhantes e talvez mais graves, ainda dentro dos muros do Vaticano, nunca se agiu dessa maneira. Ver essa modalidade agora, sob o pontificado que tem a "misericórdia" (divina e humana) como seu lema, dói e provoca um sentimento de rebelião e indignação. É inacreditável se não fosse porque as evidências estão diante dos olhos de todos.

O Vaticano não pode proceder dessa maneira. Seus órgãos policiais não podem agir usando esses métodos que nada têm a ver com a moral cristã e o Evangelho.

Uma pergunta nos aflige: o Santo Padre Francisco foi informado de que seria impressa uma circular desse tipo no território do Vaticano? Nessa história, que mais cedo ou mais tarde terá que ser esclarecida em seus muitos mistérios, alguém perdeu o bom senso e talvez o sentido do respeito pela dignidade humana de qualquer pessoa, mesmo aquela considerada culpada de crimes nefastos.

Será que quem ordenou essa circular indigna terá se perguntado: e se um, três ou todos eles forem inocentes?

 

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