''Nada de alarmismos sobre a segurança do papa''

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11 Mai 2015

"Não há nenhuma necessidade em fazer alarmismo" sobre a segurança do Papa Francisco e da Santa Sé. A afirmação é de Domenico Giani, diretor dos serviços de segurança e do Corpo da Gendarmeria do Estado da Cidade do Vaticano. "Não há ameaças muito graves, mas ainda existem ameaças que requerem atenção e vigilância", declarou Giani, anfitrião do Conexão Social Cristã em San Giovanni Valdarno (Arezzo). O chefe da segurança deu uma palestra intitulada "A serviço do Papa Francisco. Tarefas, episódios, curiosidades".

A reportagem é do sítio Globalist.it, 09-05-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"A nossa estrutura é muito pequena, mas profissional, e, mais do que um trabalho, trata-se de uma missão, um serviço à Igreja e ao Santo Padre", especificou. O Papa Francisco, desde o primeiro dia em que foi eleito ao sólio pontifício, deu a entender que não renunciaria a um contato direto com os fiéis.

"Nós tentamos fazer bem o nosso trabalho, a prevenção", observou o comandante da gendarmeria vaticana. "O Papa Francisco deve estar sereno quando busca o contato com as pessoas."

Giani contou: "No início, eu disse certas coisas a ele. Depois, tive que me adequar, eu e os meus homens. O Papa Francisco me disse sorrindo: 'Eu já tenho quase 80 anos e não mudo...' Desde então, nasceu uma relação muito bonita. Eu desfruto da sua confiança e do seu afeto. Estamos todos empenhados em fazer o máximo pela sua segurança. E agimos com paciência, até mesmo com esforço e autoridade, assumindo as responsabilidades necessárias por causa disso".

Para Giani, a sua tarefa é é "uma experiência delicada", como demonstrou "o caso muito doloroso" do escândalo Vatileaks, que levou à condenação de Paolo Gabriele, ajudante de quarto de Sua Santidade Bento XVI, acusado de ter roubado documentos privados dos apartamentos papais. "Foi um momento muito difícil. Tivemos que fazer investigações, assumir procedimentos."

E, a propósito do Papa Emérito Bento XVI, Domenico Giani destacou que "ele está bem, passeia todos os dias, está totalmente presente e acompanha tudo do mosteiro". Sobre Ratzinger, ele recordou a história, com as polêmicas relacionadas, que se seguiram ao discurso proferido na Universidade de Regensburg, em 2006, quando o papa emérito denunciou o lado violento da religião muçulmana: "Aquele foi um momento muito delicado", lembrou.

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