Órgão de vigilância financeira do Vaticano defende diretor após invasão da polícia em seus escritórios

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24 Outubro 2019

O conselho da autoridade de vigilância financeira do Vaticano está defendendo o diretor da organização depois que ele foi suspenso de seu cargo pela polícia vaticana por suspeita de possível improbidade financeira, afirmando que ele ainda tem a “plena confiança” deles.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 23-10-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em uma declaração do dia 23 de outubro, a primeira divulgada pela autoridade desde uma invasão policial sem precedentes em seus escritórios no Vaticano, no dia 1º de outubro, o conselho também expressa confiança de que quaisquer “potenciais incompreensões” sobre o trabalho do diretor Tommaso Di Ruzza serão esclarecidas em breve.

A declaração do grupo de vigilância, formalmente conhecida como Autoridade de Informações Financeiras (AIF), é a mais recente em uma surpreendente saga de um mês que trouxe à luz novas questões sobre os controles financeiros do Vaticano.

Após a inesperada invasão do dia 1º de outubro, que também envolveu os escritórios da poderosa Secretaria de Estado do Vaticano, um jornal italiano informou que cinco autoridades, incluindo Di Ruzza, haviam sido temporariamente impedidas de entrar novamente em território vaticano.

No dia 14 de outubro, apenas 12 dias após a divulgação da reportagem, o antigo comandante da polícia vaticana, Domenico Giani, renunciou ao cargo, expressando contrição de que o vazamento da sua ordem impedindo a entrada dessas pessoas fosse “prejudicial à dignidade das pessoas envolvidas”.

A nova declaração da autoridade de vigilância diz que o grupo lançou sua própria investigação interna logo após a investigação do dia 1º de outubro, que determinou que “a atividade realizada pela AIF e pelo seu diretor era de natureza estritamente institucional e conduzida em conformidade com o Estatuto da AIF”.

“Nem o diretor nem qualquer outro empregado da AIF desempenharam de maneira inadequada a sua própria função ou tiveram qualquer outra conduta imprópria”, continua a declaração.

“O conselho diretivo reitera a sua plena confiança na competência profissional e na honra do seu diretor e, além disso, o elogia pela atividade institucional realizada na gestão desse caso em questão”, afirma.

Embora se saiba que a polícia vaticana levou documentos e computadores durante a investigação do dia 1º de outubro, não se sabe o que eles estão investigando especificamente.

Reportagens italianas indicaram que o assunto tem a ver com a venda de uma propriedade do Vaticano em Londres. Um comunicado do dia 1º de outubro disse apenas que a investigação foi autorizada pelo promotor-chefe do Vaticano, após um relatório sobre o assunto do auditor geral do Vaticano e de autoridades do Instituto para as Obras de Religião, vulgarmente conhecido como banco vaticano.

A agência de vigilância financeira foi criada em 2010 pelo Papa Bento XVI na esperança de pôr fim aos escândalos financeiros vaticanos e de elevar as transações financeiras da cidade-Estado aos padrões internacionais aceitos.

Di Ruzza é o único diretor corporativo da organização. O conselho de administração contém quatro membros, além de René Brülhart, um advogado suíço que atua como presidente.

A saga contínua sobre os controles financeiros do Vaticano ocorre quando a cidade-Estado está se preparando para uma revisão local no ano que vem por parte do comitê Moneyval do Conselho da Europa, que avalia a conformidade com os padrões internacionais contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

“O Conselho diretivo da AIF está confiante de que as potenciais incompreensões serão esclarecidas em breve”, conclui a declaração da agência de vigilância.

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