Vaticano pede que bispos de todo o mundo visitem vítimas de abusos sexuais

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19 Dezembro 2018

“Enquanto não houver uma resposta completa e comunitária, não só não conseguiremos curar as vítimas/sobreviventes dos abusos, como a credibilidade da Igreja para cumprir a missão de Cristo estará em perigo em todo o mundo”. Os responsáveis pela preparação do encontro do Papa com os episcopados de todo o mundo para tratar do drama da pedofilia escreveram uma carta preparatória.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 18-12-2018. A tradução é de André Langer.

Nela, Cupich, Gracias, Scicluna e Zollner pedem “a cada presidente da conferência episcopal que se aproxime e visite as vítimas que sofreram abusos por parte do clero em seus respectivos países, antes da reunião em Roma, e ouçam, assim, em primeira mão o que sofreram”. Algo que, em nosso país [na Espanha], ainda não aconteceu.

“O primeiro passo deve ser tomar consciência da verdade do que aconteceu”, diz a carta, que convida a incentivar estes “encontros pessoais” como “uma forma concreta de reafirmar que os sobreviventes de abuso clerical são a prioridade de todos” durante o encontro de fevereiro, à medida que se unem “em solidariedade, humildade e penitência” para avançar na crise dos abusos.

A carta inclui um breve questionário que será usado para a preparação interna da reunião e que não foi divulgado. Mas pedem que seja respondido até o dia 15 de janeiro. A reunião se concentrará em três temas principais: responsabilidade, admissão de responsabilidades e transparência, e os participantes trabalharão juntos para responder a esse grave desafio.

Eis a íntegra da carta.

Queridos irmãos em Cristo:

“Se um membro sofre, todos sofrem com ele” (1 Cor 12, 26). Com estas palavras, o Papa Francisco começava sua Carta ao Povo de Deus (agosto de 2018) em resposta à crise de abusos que a Igreja enfrenta. Os abusados pelos clérigos também sofreram danos quando “negligenciamos os pequeninos abandonando-os”. E assim, “se no passado a omissão pôde converter-se em uma forma de resposta, hoje queremos que a solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo e desafiador, se transforme no nosso modo de fazer a história presente e futura”.

Enquanto não houver uma resposta completa e comunitária, não só não conseguiremos curar as vítimas/sobreviventes dos abusos, como a credibilidade da Igreja para cumprir a missão de Cristo estará em perigo em todo o mundo.

O primeiro passo deve ser tomar consciência da verdade do que aconteceu. Por esta razão, pedimos a cada presidente da conferência episcopal que se aproxime e visite as vítimas que sofreram abusos do clero em seus respectivos países, antes da reunião de Roma, e que ouçam em primeira mão o que sofreram.

Além disso, pedimos que respondam ao questionário anexado a esta carta. Ele fornece uma ferramenta para que todos os participantes da reunião de fevereiro expressem suas opiniões de maneira construtiva e crítica à medida que avançamos na identificação de onde se necessita ajuda para realizar reformas agora e no futuro, e para nos ajudar a ter uma visão completa da situação na Igreja.

Com isso em mente, o Santo Padre pediu-nos que lhes agradecêssemos pelo seu apoio ao preencher o questionário anexado para nos prepararmos melhor para a reunião e para convidá-los com urgência a empreender este caminho juntos. O Santo Padre está convencido de que, por meio da cooperação colegiada, podemos enfrentar os desafios que a Igreja tem diante de si.

Mas cada um de nós deve assumir este desafio, unindo-nos em solidariedade, humildade e penitência para reparar os danos causados, compartilhando um compromisso comum de transparência e responsabilizando a todos na Igreja.

Por favor, tenham em conta que gostaríamos de receber suas respostas o mais rápido possível, mas no mais tardar até o dia 15 de janeiro.

Que Deus abençoe vocês neste tempo do Advento,

Cardeal Blase J. Cupich

Cardeal Oswald Gracias

Arcebispo Charles J. Scicluna

Pe. Hans Zollner S.J.

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