Livro de Bento XVI e do cardeal Sarah: dois papas, uma Igreja?

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17 Janeiro 2020

O anúncio de um livro do cardeal Sarah escrito em parceria com Bento XVI, provocou uma polêmica sem precedentes na Igreja Católica. Retomada de um caso que questiona novamente o estatuto do papa emérito.

A reportagem é de Marie-Lucile Kubacki, publicada por La Vie, 14-01-2020. A tradução é de André Langer.

Uma pedra jogada em águas tranquilas de uma lagoa. No dia 12 de janeiro, no início da noite, a editora Fayard anunciou a publicação, na França, no dia 15 de um livro assinado conjuntamente pelo papa emérito Bento XVI e pelo cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto e a Disciplina Divina dos Sacramentos. Esta obra, intitulado Do fundo de nossos corações [em tradução livre], cuja publicação foi mantida em segredo, foi apresentada como uma defesa pelos dois homens do celibato sacerdotal.

No entanto, a agenda não é trivial: o livro é publicado enquanto o Papa Francisco deve publicar em breve a exortação apostólica pós-sinodal sobre a Amazônia, um texto que, se for fiel ao documento final votado pelos bispos, poderá, a título de exceção local e para responder à crise vocacional em territórios de difícil acesso, abrir as portas para a ordenação de um punhado de homens casados comprovados como diáconos.

Assim, podemos ler no livro, sob a pena do cardeal, cujas divergências de pontos de vista com Francisco – geralmente seguidas de declarações de fidelidade – alimentam regularmente a novela vaticanesca, um firme apelo ao papa para que rejeite a proposta dos padres sinodais. “Existe um vínculo ontológico-sacramental entre o sacerdócio e o celibato, escreve. Qualquer enfraquecimento desse vínculo constituiria um questionamento do magistério do Concílio e dos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. Peço humildemente ao Papa Francisco que nos proteja definitivamente de tal eventualidade, vetando qualquer enfraquecimento da lei do celibato sacerdotal, mesmo limitado a uma ou outra região”.

Uma relação de forças? Muito rapidamente, surgiram questionamentos. O papa emérito e o cardeal estariam tentando influenciar o Papa Francisco? A pergunta estava em muitas bocas, em um contexto em que a coexistência de dois homens de branco nos recintos de São Pedro alimenta todos os fantasmas. Prova disso é a exibição de um filme, Dois Papas, de Fernando Meirelles, e de uma série, The New Pope, de Paolo Sorrentino (sequência de The Young Pope), na plataforma Netflix e no canal Canal+, respectivamente.

Especialmente porque, no Le Figaro, que publicou trechos da obra no domingo, 12 de janeiro, com exclusivamente mundial, Jean-Marie Guénois, editor-chefe, especialista em questões religiosas, sugeriu que a contribuição do papa emérito induzia de fato a uma relação de forças: “Como essas posições serão recebidas por Francisco? Ele concordará em abrir um debate real? Vai recusá-lo com o risco de um ataque agudo? Ou vai sufocá-lo com palavras amáveis? Francisco nunca respondeu aos cardeais que expressaram publicamente dúvidas sobre as conclusões do Sínodo sobre a Família a respeito dos divorciados e casados novamente... Ele pode, assim, fechar a porta ao papa emérito?”

Ao mesmo tempo, vários observadores da vida da Igreja começaram a questionar a forma da obra, que se apresenta como a justaposição de dois textos, um de Bento XVI e outro do cardeal Sarah, acompanhados de uma introdução e conclusão assinadas conjuntamente. Alguns levantaram imediatamente a questão da idade avançada do papa emérito (92 anos) e o possível abuso de fraqueza por parte das pessoas do seu entorno. De fato, existem imagens recentes do papa emérito. Em uma reportagem divulgada no início de janeiro pela televisão bávara, ele parece visivelmente enfraquecido pela idade, mas lúcido, retratando-se como “um idoso no fim de sua vida”, que murmura mais do que fala.

Alguns questionaram, portanto, o fato de o homem nessas imagens ser capaz de escrever um livro. As suspeitas foram imediatamente eliminadas no Twitter de Jean-Marie Guénois: “Não vejo nenhuma instrumentalização, é o açúcar puro de Bento XVI”. A parte do livro assinada por ele está de fato alinhada com o que o papa emérito disse e escreveu sobre o celibato sacerdotal nas últimas décadas. Além disso, seu texto é muito geral, sem referências aos acontecimentos atuais, ao contrário daquele escrito pelo cardeal Sarah, que se mostra ofensivo na perspectiva do pós-Sínodo sobre a Amazônia – do qual participou.

Para se defender daqueles que o acusaram de operação editorial e de mídia, o cardeal publicou na segunda-feira à noite as cartas atestando intercâmbios com o papa emérito, acompanhadas desta mensagem: “Os ataques parecem insinuar uma mentira de minha parte. Essas difamações são de uma gravidade excepcional. A partir desta noite forneço as primeiras provas da minha estreita colaboração com Bento XVI para escrever este texto em favor do celibato”. Ai!, esses documentos lutaram para pôr um fim à polêmica, com vozes cada vez mais discordantes acreditando que, se essas cartas realmente confirmam que a contribuição de cinquenta páginas assinadas por sua mão eram de fato do papa emérito, não teria sido menos abusivo apresentá-lo como coautor do livro.

Lance teatral, na terça-feira, 14 de janeiro, no final da manhã: em um comunicado, o secretário particular de Bento XVI, Georg Gänswein, afirma ter “pedido ao cardeal Robert Sarah que entrasse em contato com os editores do livro, pedindo-lhes que retirem o nome de Bento XVI como coautor, e também para retirar sua assinatura tanto da introdução como das conclusões”. Denunciando um “mal-entendido”, ele faz uma precisão: “O papa emérito, de fato, sabia que o cardeal estava preparando um livro, e tinha enviado um breve texto sobre o sacerdócio, autorizando-o a usá-lo como desejasse. Mas ele não tinha aprovado nenhum projeto para um livro assinado conjuntamente, nem tinha visto e autorizado a capa”.

Este foi um requinte firme e extremamente raro no universo silencioso do Vaticano, que forçou Robert Sarah a recuar no Twitter: “Considerando as controvérsias que provocaram a publicação do livro Do fundo de nossos corações, ficou decidido que o autor do livro será para futuras publicações: Card. Sarah, com a contribuição de Bento XVI. No entanto, o texto completo permanece absolutamente inalterado”.

Participar dos debates

Fim do caso? Nem tanto. Na realidade, esse triste episódio só reativa um debate recorrente nos últimos sete anos, sobre o estatuto exato do papa emérito. Quando deixou o ministério petrino, em 2013, durante sua última audiência na Praça São Pedro, Bento XVI garantiu que renunciaria ao “poder do encargo do governo da Igreja”, permanecendo “a serviço da oração”, acrescentando que São Bento, cujo nome ele assumiu como Papa, era um grande exemplo para ele. Um compromisso que Nicolas Diat, diretor de coleção da Fayard, editora deste livro, também coautor de três obras com o cardeal Sarah, saudou em sua pesquisa O homem que não queria ser papa (Albin Michel, 2014): “Bento XVI vive como um monge, na discrição. Esta é a vida que ele escolheu e não interferirá nos assuntos de seu sucessor”.

Mas as coisas não aconteceram exatamente como anunciadas e, durante sete anos, o papa emérito abandonou repetidas vezes sua reserva. Assim, a primeira vez que Bento XVI deu a impressão de participar de um debate aberto pelo Papa Francisco, foi na época do Sínodo sobre a Família, em 2014. Três meses após a abertura da assembleia, marcada por grandes tensões, ele reescreveu um texto de 1972, no qual, como jovem professor de teologia, assumiu uma posição a favor da possibilidade de dar a comunhão aos divorciados que se casaram novamente em certos casos excepcionais. Uma mudança ainda mais marcante porque o cardeal Walter Kasper tinha se apoiado explicitamente neste texto para fundamentar a sua defesa...

Diante da polêmica, o papa emérito disse que tinha feito as mudanças bem antes da intervenção de Kasper, pedindo para não interpretar essa atualização como uma vontade de intervir no debate do momento. E um ano depois, ele repetiu seu apoio incondicional ao Papa Francisco em um livro de entrevistas, Dernières Conversations (Últimas Conversas, com Peter Seewald, pela Fayard).

A segunda vez foi em abril de 2019, dois meses após a reunião sobre os abusos sexuais convocada pelo Papa Francisco, através de um artigo publicado originalmente em uma revista alemã, Klerusblatt – e publicado instantaneamente em sítios americanos e italianos –, que depois foi publicado na França com o título Se remettre à vivre pour Dieu. Méditation sur l’avenir de l’Église (Voltando a viver para Deus. Meditação sobre o futuro da Igreja, Renaissance Press). Bento XVI – que, e esta precisão é importante, recebeu a aprovação do papa para publicar este texto – questionou a revolução sexual e seu relativismo moral na crise dos abusos, uma análise que parecia contradizer o diagnóstico de seu sucessor.

Assim, ali onde Francisco apontou as causas estruturais, o clericalismo no topo da lista, como origens da crise dos abusos, e exortou a uma reforma da Igreja, Bento XVI designou causas mais amplas: perda de orientação moral e mais amplamente o esquecimento de Deus na sociedade. Na época, alguns observadores já duvidavam que o papa emérito fosse realmente o autor do texto, composto por uma curiosa reunião de notas, antes de Bento XVI reagir, em agosto de 2019, e assumir a autoria.

Francisco é o único papa

Se, a cada vez, o fantasma de uma oposição frontal entre “os dois papas” ressurge, parece arriscado assumir essa interpretação. Desde 2013, as relações entre os dois homens sempre foram fraternas. Nas suas próprias palavras, FranciscoBento XVI “como um avô sábio em casa”, a quem consulta, como quando o fez reler a longa entrevista concedida à La Civiltà Cattolica logo após a sua eleição. “Nunca esquecerei o discurso que fez aos cardeais no dia 28 de fevereiro (de 2013, o mês da sua renúncia), disse ele durante uma viagem em 2016: ‘Entre vocês está o meu sucessor, a quem prometo obediência’. E ele o fez. Além disso, ouvi dizer, mas não sei se é verdade, quero sublinhar isso, que alguns foram lá se lamentar sobre o novo papa e ele os expulsou! Com o melhor estilo bávaro: educado, mas os afugentou... E se não é verdade, é bem-vindo, porque este homem é assim: um homem de palavra. Ele é um homem reto, reto, reto!”

Em relação a Bento XVI, as coisas parecem muito claras em sua mente, ele que repetiu várias vezes: “Só existe um papa, é Francisco”. Mas ele pode, no entanto, ignorar que uma parte – certamente uma minoria – da Igreja continua a considerá-lo como o único papa legítimo, e que cada um de seus discursos ao longo de sete anos foi objeto de polêmicas e de distorções? Mais profundamente, um papa emérito pode se expressar sobre um tema posto em discussão pelo papa em exercício? A questão vem sendo discutida. “Na Igreja, existe um cânon (212) que diz que, quando se tem as competências, é dever dizer as coisas: é a liberdade de crítica. Essa querela deve ser superada, diz Christophe Dickès. Não propor o debate é dar ao papa um poder que ele não tem, especialmente um papa que prima pela colegialidade e pela sinodalidade. Recusar críticas é endossar uma certa ‘papolatria’”.

O historiador não é o único a pensar assim. Alguns acreditam que, nesta questão do celibato sacerdotal, é saudável que um debate aberto ocorra antes da publicação da exortação apostólica. A este respeito, outros retorquem que um diretório de 2004 sobre o ministério pastoral dos bispos adverte: “O bispo emérito cuidará para não interferir em nada, direta ou indiretamente, na conduta da diocese e evitará qualquer atitude e qualquer relação que possa dar sequer a impressão de que constitui quase uma autoridade paralela à do bispo diocesano, com as consequências prejudiciais à vida e à unidade pastoral da comunidade diocesana” (Apostolorum Successores, 226). Precisamente, pelos méritos do debate, Francisco nunca disse que queria revolucionar a disciplina: “Pessoalmente, penso que o celibato é uma dádiva para a Igreja”, respondeu ele ao voltar de sua viagem ao Panamá, apenas um ano atrás, antes de acrescentar que não se sentia, “diante de Deus, tomar tal decisão”, a de ter tornado o celibato opcional antes do diaconato.

Devemos a Bento XVI a possibilidade oferecida a alguns padres anglicanos, mesmo casados, de poder retornar ao rebanho da Igreja Católica, pela constituição apostólica Anglicanorum Coetibus de 2009. “O problema não é tanto o conteúdo das intervenções de Bento XVI, mas o respeito à liberdade do Papa Francisco, diz o historiador Massimo Faggioli, professor de teologia e estudos religiosos na Universidade Villanova, na Filadélfia (Estados Unidos). Nesse caso específico, falar sobre um assunto (o celibato sacerdotal, nota do editor) que foi tratado pelo Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia e que atualmente está sendo estudado por Francisco, é uma intervenção que eu qualificaria como ilegítima, porque dá a impressão de limitar a liberdade do papa. Francisco é institucionalmente o presidente do Sínodo dos Bispos e é responsável por tirar conclusões sobre o que foi dito. Além disso, como já aconteceu no ano passado com o artigo sobre os abusos sexuais, essa é uma operação midiática e editorial bem orquestrada. Não sei o quanto o papa emérito está consciente de tudo isso”.

A questão de fundo é a das regras que enquadram o estatuto do “papa emérito”. Regras que, por enquanto, não existem. Contudo, essa dificuldade foi levantada no dia seguinte à renúncia, na La Vie, por Jean Mercier, também autor de uma suma sobre o assunto, Célibat des prêtres. La discipline de l’Église doit-elle changer? (Celibato dos padres. A disciplina da Igreja deve mudar?, DDB): “Esta é uma situação nova, tudo dependerá dele e de sua sabedoria”, escreveu sobre Bento XVI, cujo pontificado inteiro havia coberto. “A instituição do papado é muito delicada para deixar o problema do estatuto de papa emérito para aqueles que o rodeiam, comenta agora Massimo Faggioli. Logo após a sua renúncia, Bento XVI, por exemplo, havia dito publicamente que queria ser chamado de ‘Padre Bento’. Então, quem decidiu que continuaria a ser chamado de ‘santidade’?”

O historiador também aponta que uma das pistas para uma possível manipulação sobre o livro Do fundo de nossos corações é o fato de ter sido assinado Bento XVI e não Joseph Ratzinger... ainda mais quando, durante o seu pontificado, o papa emérito publicou uma obra sob o nome de Joseph Ratzinger – Bento XVI (Jesus de Nazaré), precisamente para sublinhar que este não exercia sua autoridade magisterial. Mas outras questões nunca foram realmente resolvidas. Ex-editor-chefe da La Vie, editor na Salvator, Michel Cool, por sua vez, relata em uma rede social que o falecido cardeal Jean-Louis Tauran tinha lhe confidenciado que a expressão “papa emérito” não “tem nenhum fundamento” e que não era “canonicamente justa”, no sentido de que poderia haver apenas um papa, aquele “em exercício”. O prelado teria, portanto, preferido o título de “bispo emérito de Roma”.

A força dos símbolos

Também em debate estão as roupas do papa emérito. Ele deveria continuar a se vestir de branco e usar um barrete, correndo o risco de alimentar a confusão no momento em que a imagem importa tanto? Outros finalmente levantam a questão do local de residência. Não seria melhor para um papa que renunciou ao seu cargo deixar as dependências do Vaticano e retirar-se, por exemplo, para o sigilo de um mosteiro, para que dois sucessores de Pedro não sejam encontrados no coração do catolicismo?

“Não tenho certeza de que teria melhorado a situação se ele tivesse voltado para a Alemanha, estima Massimo Faggioli. Teria havido o risco de se ver a criação de um local de peregrinação com manifestações de nostalgia”. Christophe Dickès vai ainda mais longe: “Onde está Pedro, aí está a Igreja. Bento XVI queria permanecer no rebanho romano, o que mostra uma forma de obediência e submissão, principalmente porque escolheu morar no Mater Ecclesiae, o antigo convento dedicado à oração pelo Papa. Estes são elementos muito importantes a serem ponderados no debate, porque testemunham a vontade de permanecer dentro das dependências de Roma e em fidelidade ao Papa Francisco”.

Enquadrar para não proibir

Mas, como mostra o imbróglio deste início de semana e a crise que se seguiu, a pergunta mais delicada colocada por essa falta de estatuto é a das tomadas de palavra. Para Christophe Dickès, seria inútil imaginar que se possa impedir um papa emérito de se expressar: “Eu não imagino que um artigo do direito canônico que permite a qualquer fiel com competência intervir em um debate, evocando deveres da correção, vá excluir o papa emérito...”. Proibir, certamente não, mas enquadrar, talvez. Assim, para Massimo Faggioli, as relações com a mídia do papa emérito não devem ser deixadas nas mãos de seus secretários pessoais, mas tratadas pela mídia oficial do Vaticano. No presente caso, as mídias oficiais reagiram bem depois do fato, pela voz de Andrea Tornielli, diretor editorial do Dicastério da Comunicação, que tentou apagar o fogo insistindo na continuidade entre os dois papas.

Então, como podemos explicar que o Vaticano está demorando tanto para regular o papado emérito, se isso poderia evitar crises políticas do gênero? “A instituição precisa de regras, disse Massimo Faggioli, mas nem o Vaticano, nem o Papa, nem a Secretaria de Estado podem publicá-las durante a vida de Bento XVI. Isso só pode acontecer quando a suspeita de querer silenciar o predecessor está fora de lugar. Mas isto é necessário em um mundo em que o papa vive sob o controle da mídia muito mais do que sob o controle do direito canônico e dos bispos. Sua comunicação não pode ser deixada à boa vontade de alguns indivíduos. A fortiori, porque a situação também é prejudicial para Joseph Ratzinger: ele sempre foi conhecido como um homem que tem uma grande preocupação com a unidade da Igreja Católica, e a maneira como as coisas aconteceram foi em desrespeito à unidade”. Uma pena, quando pensamos que esta crise ocorreu na véspera da semana de oração pela unidade dos cristãos.

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