Sínodo dos Jovens. Cardeal Baldisseri repreende Chaput por críticas ao documento de trabalho

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02 Outubro 2018

O cardeal organizador do encontro global de bispos católicos, que acontecerá em outubro, criticou o arcebispo de Filadélfia, Charles Chaput, em uma incomum censura pública de um prelado local por uma autoridade do Vaticano.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 01-09-2018.

Durante uma coletiva de imprensa no dia 01 de outubro sobre o próximo encontro, conhecido como Sínodo, o cardeal Lorenzo Baldisseri disse que não entendia por que um bispo decidiu publicar uma crítica ao documento de trabalho do encontro.

Sem se referir a Chaput pelo nome, o cardeal declarou que um membro do conselho de planejamento do próximo encontro havia divulgado as preocupações de um teólogo sobre o documento.

"A pessoa em questão é membro do conselho", disse Baldisseri, chefe do escritório do sínodo do Vaticano.

"Ele estava presente no momento em que este texto foi apresentado", continuou o cardeal. "Se ele tivesse objeções, ele poderia tê-las demonstrado; nós as teríamos inserido, de boa vontade."

"Eu não entendo porque, depois, ele fez uma declaração", disse Baldisseri, acrescentando que estava fazendo seus comentários "por honestidade".

O cardeal estava falando em resposta a uma pergunta em um briefing para detalhar a agenda do Sínodo dos Bispos de 3 a 28 de outubro, que convocou centenas de prelados católicos a Roma para considerar os problemas enfrentados pelos jovens de hoje.

Baldisseri estava se referindo à decisão de Chaput de publicar a crítica anônima de um teólogo do Instrumentum Laboris do encontro. A crítica, publicada na coluna de Chaput na First Things (blog ultraconservador), disse que havia "preocupações teológicas sérias" com o documento de trabalho.

Chaput serviu como um dos 15 membros do conselho ordinário do Sínodo, responsável pela criação do documento, e deve participar do encontro como membro ex officio por causa desse papel.

Baldisseri também foi questionado na conferência de imprensa se achava que os recentes relatos sobre abuso sexual por parte do clero católico poderiam servir como um impedimento ao desejo do Sínodo de falar aos jovens de hoje. Ele disse que poderia ser uma "oportunidade providencial ... para mostrar aos jovens e a todos os outros o que a Igreja é".

"A Igreja não é representada por alguns que cometem erros", disse o cardeal. "A Igreja não é conhecida apenas por causa de alguns que caíram ou causaram escândalo."

O Sínodo de 2018, que tem como tema formal "os Jovens, a Fé e o Discernimento Vocacional", será o terceiro desde a eleição do Papa Francisco em 2013. O pontífice abrirá o encontro com uma missa na praça de São Pedro pela manhã de 3 de outubro, antes das sessões começarem à tarde.

Espera-se que as sessões gerais do encontro continuem por cerca de duas semanas, após as quais se espera que os membros se encontrem em pequenos grupos de trabalho divididos por idioma.

Baldisseri confirmou relatos anteriores de que dois bispos da China participarão do Sínodo pela primeira vez, graças ao recente "acordo provisório" entre o Vaticano e Pequim, que pôs fim a uma disputa de décadas sobre a nomeação de bispos católicos no país comunista.

Outros que participarão do encontro são 50 cardeais, 145 bispos e arcebispos, 37 bispos auxiliares e 10 padres e irmãos de ordens religiosas. 34 jovens estarão presentes como auditores, capazes de participar de todas as discussões, mas incapazes de votar no documento que é esperado ao final da reunião.

O Vaticano divulgou um novo conjunto de estatutos para a operação do Sínodo, conhecida como "Instrução sobre a celebração das assembleias sinodais e sobre a atividade do Secretário Geral do Sínodo dos Bispos".

A instrução traduz algumas das mudanças feitas no processo do Sínodo pela constituição apostólica Episcopalis Communio, que foi divulgada no dia 18 de setembro.

O documento contém várias mudanças em seus 36 artigos. Ele não define o italiano como a língua de trabalho automática de uma reunião do Sínodo, por exemplo, afirmando, em vez disso, que a linguagem de uma reunião vindoura "será divulgada com a devida antecipação" a seus membros.

A instrução também esclarece que o documento final de um encontro sinodal deve ser aprovado por dois terços dos membros que participaram da votação no dia em que é apresentado.

O documento deixa claro que o Sínodo dos Bispos continua a ser principalmente um corpo de bispos, ou, pelo menos, homens ordenados. Embora a instrução prescreva um papel para 10 membros de institutos religiosos, especifica que esses membros devem ser "sacerdotes", o que significa que não exige a presença de mulheres religiosas nos encontros do Sínodo.

Três mulheres religiosas participarão da reunião de 2018 como auditoras.

Perguntado sobre se poderia haver um futuro para a inclusão de mais mulheres em futuras reuniões, Baldisseri disse que o Sínodo continua sendo "doutrinariamente" um "Sínodo dos Bispos".

"É por isso que continuamos a ter essa estrutura", explicou o cardeal. "Estamos no presente; o futuro nós colocamos nas mãos de Deus."

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