Grupo de sacerdotes diz que está ‘triste, furioso e frustrado’ com os escândalos de abuso sexual

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21 Agosto 2018

A Associação dos Padres Católicos dos EUA declarou que seus membros estão "tristes... furiosos... frustrados" com constantes relatórios envolvendo colegas sacerdotes e com a falta de responsabilização dos bispos.

A reportagem é de Dennis Sadowski, publicada por Catholic News Service, 19-08-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

"A Igreja está sofrendo em todos os níveis", afirmou a organização, que conta com 1.200 membros, no dia 17 de agosto.

A organização manifestou preocupação devido a um relatório do júri da Pensilvânia relatando sete décadas de alegações de abuso sexual infantil por membros de seis dioceses católicas do estado estadunidense, a recente demissão do Arcebispo Theodore E. McCarrick do Colégio dos Cardeais por causa de alegações de abuso, uma investigação sobre supostas atividades impróprias em um seminário em Boston e abuso clerical na Austrália e no Chile.

O padre Bob Bonnot, presidente da equipe gestora da associação, disse ao Catholic News Service que revelações reiteradas sobre comportamento impróprio por parte do clero "surgiram com mais frequência do que qualquer um de nós gostaria de lembrar".

"Nós sofremos com o povo católico. Por mais que nós, sacerdotes, e o povo católico não estejamos sofrendo tanto quanto as famílias e os indivíduos que sofreram abuso, precisamos que eles saibam que estamos sofrendo muito", disse o padre aposentado da diocese de Youngstown, em Ohio.

"É preciso que as pessoas saibam que não estão sozinhas em seus sentimentos e que recebam apoio", acrescentou Bonnot.

A declaração da organização também apoia a grande maioria do clero católico que não foi acusada de nenhum delito e "encoraja a levar voz da esperança e da alegria, uma voz pastoral àqueles que pertencem à Igreja e à sociedade", afirmou.

A associação deu uma série de recomendações aos líderes católicos, formulando uma resposta para resolver os desafios impostos pelas revelações recentes. A primeira recomendação foi um chamado "aos responsáveis por escândalos", que "devem se retratar publicamente e pedir perdão pelo que fizeram e pelo que não fizeram".

A declaração da AUSCP também reiterou o pedido da organização pela reforma do processo de formação dos seminários, "para torná-lo eficaz e adequado aos nossos tempos".

Em março, a organização dos padres solicitou revisões na preparação dos seminaristas para o Ministério para que a Igreja Católica dos EUA possa enfrentar desafios como a queda na adesão e inscrição no seminário. Solicitou, ainda, que os sacerdotes se aproximem das pessoas que servem e compreendam melhor o que significa ser um discípulo de Jesus segundo o que vislumbra o Papa Francisco.

A formação sacerdotal deve incluir fidelidade aos resultados do Concílio Vaticano II, um chamado para uma vida de serviço ao povo de Deus e a Deus e o "desenvolvimento humano e psicossexual autêntico" dos seminaristas, observou a associação. Além disso, pediu que as mulheres se envolvessem na "formação e no discernimento decisivo dos candidatos ao sacerdócio e integrassem a estrutura de poder da Igreja em todos os níveis, de ponta a ponta".

A posição anterior da associação foi detalhada no dia 29 de março, em uma carta e um documento de oito páginas, endereçados a Joseph W. Tobin, cardeal de Newark, Nova Jersey, que é presidente da Comissão para o Clero, a Vida Consagrada e as Vocações da Comissão dos Bispos dos EUA. A comissão está revisando o Programa de Formação Sacerdotal, a quinta e mais recente edição da publicação de 2006. Membros da comissão estão aguardando para apresentar revisões para uma nova edição do guia, em novembro de 2019, na Assembleia Geral de outono da Comissão dos Bispos dos EUA.

A nova declaração também traz orações para que todos os membros da Igreja, bem como clero e leigos, tenham "força para eliminar o orgulho e a ambição do clericalismo e de seu terrível comportamento".

Por fim, a associação ofereceu apoio ao cardeal de Galveston-Houston, Daniel N. DiNardo, presidente da Comissão dos Bispos, em seus esforços para investigar a situação em torno de McCarrick, estabelecer um novo canal de denúncias contra bispos e promoção de resoluções mais eficazes de queixas futuras.

Embora a AUSCP represente uma minoria dos sacerdotes, Bonnot disse que a organização sentia que era importante responder às recentes notícias sobre casos de abuso do clero a partir de uma "contribuição construtiva e colaborativa para os problemas que todos nós enfrentamos".

"Se não falarmos, eles não vão ouvir nada", declarou ao CNS.

"Queremos ser partidários da continuação dos esforços para abolir esse tipo de comportamento e da mentalidade que leva a ele."

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