Nicarágua. Governo e prefeitura de Manágua celebrarão festas religiosas sem a Igreja

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25 Julho 2018

A decisão se tomou em meio a diferenças do governo de Daniel Ortega e a Igreja Católica, cujo os bispos foram acusados pelo presidente de serem parte de um suposto “golpe de Estado”.

A reportagem foi publicada por El Espectador, em 23-07-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A vice-presidenta nicaraguense, Rosario Murillo, anunciou nesta segunda-feira, 23-07, que o governo junto à prefeitura de Manágua celebrarão as maiores festa populares de Nicarágua, que tem seus dias principais em 1 e 10 de agosto, em honra a Santo Domingo de Guzmán, independentes da Igreja Católica.

Murillo, também primeira-dama, indicou que organizarão eventos culturais para celebrar essas festas populares, entre as quais mencionou corridas de touros, vigília na casa de um antigo tradicionalista já falecido onde se repartiam alimentos e bebidas, a eleição da rainha, entre outros.

A Igreja Católica da Nicarágua decidiu no domingo passado, pela primeira vez, outorgar a administração da maior festa religiosa do pais a dois sacerdotes, deixando de lado um prefeito sandinista, e pediu a seus fieis para celebrar sem licor, devido à crise que deixou entre 277 e 351 mortos desde 18 de abril.

Historicamente o clero nomeia ao prefeito de Manágua como mordomo da festa em honra de Santo Domingo Guzmán, de 1 a 10 de agosto, por ser a autoridade que garante a segurança, logística e os recursos da celebração, tradição que foi rota esse ano, devido à incerteza que envolve a Nicarágua.

Esse ano a administração das festas, que atraem 500 mil pessoas cada ano, em teoria ficaria nas mãos da prefeita Reina Rueda, do partido governista Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que ganhou as eleições no último mês de novembro.

Porém, no lugar de Rueda, a administração, representada fisicamente em um tajona (Nota de tradução: objeto similar a um relho), foi entregue ao presbíteros Boanerges Carballo, pároco do templo de Santo Domingo de las Sierritas, e Juan José Colato Nolasco, sacerdote da igreja Santo Domingo de Manágua.

A decisão se tomou em meio a diferenças do governo de Daniel Ortega e a Igreja Católica, cujo os bispos foram acusados pelo presidente de serem parte de um suposto “golpe de Estado”.

A Arquidiocese de Manágua já havia suspendido a “roza del camino”, uma tradição celebrada desde 1886, para limpar os males das ruas por onde passa a peregrinação, e que com o passar do tempo ficou como um festa previa a Santo Domingo de Guzmán, devido que as plantas deram lugar ao asfalto.

Nicarágua atravessa a crise sociopolítica mais sangrenta desde a década de 1980, com Daniel Ortega sendo presidente. Os protestos contra Ortega se iniciaram em 18 de abril por fracassadas reformas à seguridade social e se transformaram em uma reivindicação de renúncia do mandatário, depois de onze anos no poder, com acusações de abuso e corrupção.

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