Nicarágua. Bispo pede publicamente apoio à paralisação nacional de quinta-feira

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14 Junho 2018

O bispo Silvio Báez pediu hoje, publicamente, apoio à paralisação nacional convocada para esta quinta-feira pela Aliança Cívica pela Justiça e a Democracia para exigir o fim da “repressão” e a retomada de um diálogo que permita resolver a crise sociopolítica que deixou ao menos 146 mortos.

A reportagem é publicada por El País, da Costa Rica, 12-06-2018. A tradução é do Cepat.

“A Coalizão Cívica pela Justiça e a Democracia anuncia paralisação nacional de 24 horas na Nicarágua, nesta quinta-feira, 14 de junho, exigindo que pare a repressão, em apoio à mudança democrática e pacífica do país e o retorno ao Diálogo mediado pelos Bispos da Conferência Episcopal”, destacou o líder religioso em sua rede social do Twitter.

“Apoiemos a paralisação nacional como ato de pressão e protesto social”, acrescentou.

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Manágua recordou uma citação do Papa Francisco de 2017, quando dizia que “a mudança crucial na vida dos povos, das nações e dos estados se realiza através de uma luta pacífica, que emprega somente as armas da verdade e da justiça”.

A Aliança Cívica pela Justiça e a Democracia da Nicarágua, que reúne vários setores do país, anunciou hoje uma paralisação nacional para a quinta-feira, 14 de junho.

“Decidimos convocar uma paralisação nacional de 24 horas, a partir das 00h00 horas de quinta-feira, 14 de junho deste ano, e encerrando às 23h59 da noite do mesmo dia”, destacou o presidente do Conselho Superior da Empresa Privada (COSEP), José Adán Aguerri.

“Convidamos todos os donos de negócios, pequenos e médios empresários, profissionais independentes e negócios por conta própria a fechar seus estabelecimentos e encerrar atividades”, acrescentou o dirigente.

“Só a ação cívica acordada por todos assegurará o êxito desta ação legítima encaminhada para apontar e deter a violência e a repressão. O objetivo desta paralisação nacional é apoiar o diálogo nacional mediado pela Conferência Episcopal da Nicarágua e demandar o cessar imediato da violência e a repressão”, disse Valeska Valle, representante universitária da aliança.

Aguerri recordou que “é uma paralisação cívica nacional e pacífica, que abarca todo o país e todas as atividades econômicas, exceto aquelas relacionadas à preservação da vida e a cobertura de serviços básicos para a população.

A Aliança Cívica também exigiu do presidente Daniel Ortega “uma resposta imediata” à Conferência Episcopal da Nicarágua para retomar o diálogo nacional e “revisar o sistema político, desde a sua raiz, para conseguir uma autêntica democracia e justiça”.

A Conferência Episcopal é mediadora e testemunha do diálogo nacional, que foi suspenso no último dia 23 de maio por falta de acordo existente entre o Governo, os estudantes, a sociedade civil e o setor privado em temas como a democratização e os bloqueios nas estradas.

Hoje, a Nicarágua completa 56 dias de uma crise sociopolítica que deixou ao menos 146 mortos.

Os protestos contra Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, começaram no dia 18 de abril passado pelas falidas reformas na seguridade social e se converteram em uma exigência de renúncia do mandatário, depois de onze anos no poder, com acusações de abuso e corrupção.

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