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23 Julho 2018

Que o pequeno ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, no passado revolucionário anti-somoza, tenha "se tornado uma besta", de acordo com as palavras de Mons. Abelardo Mata, bispo de Estelí e, inclusive, há poucos dias alvo de uma tentativa de assassinato, está fora de dúvida. Seu total desprezo pelos mais de 350 nicaraguenses, em sua maioria jovens, mortos de 19 de abril até hoje, sob uma onda de repressão só vista na época de Augusto Pinochet logo depois do golpe de 1973, demonstra e confirma que na Nicarágua a barbárie assumiu o controle.

O comentário é de Luis Badilla, jornalista, publicado por Il sismografo, 21-07-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A única diferença é que o general chileno escondia os mortos para fazê-los desaparecer, enquanto o "comandante" Ortega pensa que mostrá-los pode educar o povo. A lista de culpas e responsabilidades de Ortega em todos os 17 anos em que teve o controle absoluto do poder (1979-1985 e 2007-2018) é muito longa e algumas coisas são bastante assustadoras.

Não é por acaso que pouco a pouco todos o abandonaram - mas realmente todos - aqueles que estavam ao lado dele como companheiros de armas, ministros, especialistas, consultores. Hoje, o pequeno ditador está sozinho e com ele só resta sua esposa, que foi eleita vice-presidente, algumas mulheres amigas em posições proeminentes, muitos parentes, personagens pertencentes a diferentes grupos do crime organizado da Nicarágua e da América Central (especialmente salvadorenhos, guatemaltecos e até figuras similares vidas para a ocasião do México e da Venezuela).

Nessas últimas informações, recorrentes em diversos comunicados episcopais reservados, mas também dos serviços diplomáticos de Países da região, pode ser vista com total clareza a explicação das numerosas, disseminadas e poderosas gangues paramilitares que operam na Nicarágua há mais de 60 dias, culpadas pela quase totalidade das mais de 350 vítimas em três meses.

Os membros desses grupos criminosos, atual base social de Ortega, são geralmente pessoas bastante jovens, com idades entre 17 a 35 anos, do sexo masculino, mas também algumas mulheres no papel de apoio e vigilância. Foram equipados com armas mortais (quase sempre armas usadas pelo Exército e pela polícia, em especial a terrível Makarov semiautomática), capacetes e scooters ou motocicletas e carros pequenos doados há muito tempo pelo governo dos EUA. Eles têm uma organização hierárquica e em grupos de 12-18 agem sob o comando de uma pessoa que, muitas vezes, é um funcionário militar no estado. Em regiões com menor ou mais fraca presença estatal essa repressão é confiada à juventude sandinista.


Rosario Murillo, Martha Elena Ruiz Sevilla e María Amelia Coronel Kinloch . Foto: Il Sismografo

Ortega governa com 18 ministros (entre os quais 10 mulheres) e 20 assessores presidenciais e controla diretamente todas as alavancas do poder judiciário e daquele econômico da área estatal. Em especial, o poder repressivo da ditadura concentra-se em três mulheres: Rosario Murillo (na foto, a esquerda), Vice-Presidente e esposa; María Amelia Coronel Kinloch (a direita), Ministra do Interior; Martha Elena Ruiz Sevilla (no centro), ministra da Defesa. São homens poderosos também o Ministro delegado para os Assuntos específicos da Presidência, Omar Halleslevens e o Ministro para a Juventude, Bosco Castillo Cruz.

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