Nicarágua. Bispo sofre atentado após presidir uma missa

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17 Julho 2018

O bispo de Estelí, Juan Abelardo Mata, sofreu um atentado a tiros, neste domingo, do qual saiu ileso, conforme informou um colaborador do religioso, que apontou que a vítima buscou refúgio na casa de um familiar.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 16-07-2018. A tradução é do Cepat.

A agressão por parte de efetivos parapoliciais ocorreu no setor da localidade de Nindirí, no departamento (província) de Masaya, a uns 30 quilômetros ao sudeste de Manágua, capital da Nicarágua, onde Mata presidiu uma missa, acrescentou Roberto Petray, em declarações ao canal de televisão 100% Noticias.

Quase simultaneamente, na próxima Catarina, o sacerdote Jairo Velásquez foi atacado a golpes, por efetivos parapoliciais, quando estava na casa paroquial da igreja Santa Catalina, informou José Alberto Velásquez, irmão do religioso.

No caso de Mata, um dos cinco bispos que atuam como mediadores e avalistas no Diálogo Nacional entre governo oposição, no marco da violenta crise que afeta a Nicarágua, os parapoliciais dispararam contra a caminhonete na qual se deslocava, apontou Petray.

“Eles não se aproximaram, apenas alvejaram o carro”, apontou Petray, destacando que o bispo se refugiou na casa de um familiar, em Nindirí. O veículo recebeu impactos de bala em vidros e pneus, informou.

O arcebispo de Manágua e presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN), cardeal Leopoldo Brenes, lamentou a agressão e exortou os nicaraguenses a manter as orações pelos bispos.

“Agradecemos a todos por estar preocupados com ele. Peço de todo o coração que continuemos orando imensamente pelos bispos e sacerdotes para que possam cumprir a missão encomendada sob a proteção de Nossa Senhora do Carmo”, disse em um comunicado.

O bispo auxiliar de Manágua, Silvio Báez, um firme crítico do governo nicaraguense presidido por Daniel Ortega, confirmou, na rede social Twitter, que Mata não foi atingido pelas balas.

“Acabo de falar com dom Juan Abelardo Mata. Após um incidente sofrido em Nindirí, graças a Deus estão bem e fora de perigo”, tuitou Báez.

Por sua parte, o irmão do sacerdote agredido em Catarina, citado pelo jornal local El Nuevo Diario, relatou que, além de bater no religioso, os agressores causaram danos materiais na casa paroquial.

“Ele me disse que lhe bateram (...), está intimidado e não pode falar muito. Eu lhe perguntei se queria que eu fosse até ele e me disse que não, depois, perguntei-lhe se estava cercado de policiais e me disse que sim”, informou José Alberto Velásquez, que acrescentou:  “disse-me que levaram o seu tablet e um servidor de seu computador”.

Além disso, fez um chamado aos grupos parapoliciais para que se abstenham de agredir o sacerdote e de atacar a Igreja.

“Por favor, desistam de perseguir a igreja, deixem o meu irmão. Ele está lá, com seus fiéis, não existe motivo para que agridam as pessoas. Lá (no templo) não há armas, apenas as batinas e os santos”, destacou.
    
As agressões se somaram a fatos violentos que vários sacerdotes, até mesmo alguns bispos, sofreram na semana passada.

Os acontecimentos deste domingo vieram um dia depois que, em uma Mensagem Pastoral, a CEN afirmou que a violação aos direitos humanos que vem sendo registrada na Nicarágua, no marco da violenta crise sociopolítica deflagrada há quase três meses, não tem precedente.

Houve um aumento da repressão e a violência efetivadas por forças policiais, grupos paramilitares e civis pró-governamentais armados contra manifestantes opositores, conforme denunciaram, no texto, os 10 integrantes da CEN.

São ações extremamente condenáveis como as agressões a religiosos, jornalistas, e defensores dos direitos humanos, assim como ataques a templos católicos, advertiram.

A mensagem foi emitida em razão de que, no marco de um ataque de aproximadamente 18 horas de duração - da tarde da sexta-feira até a manhã de sábado -, grupos paramilitares dispararam, reiteradamente e em rajadas, armas de alto calibre contra a sede da Universidade Nacional autônoma da Nicarágua (UNAN) de Manágua, baleando vários dos aproximadamente 100 estudantes no interior e matando a dois. O ataque à UNAN se dá no marco da crise sociopolítica deflagrada no dia 18 de abril, por causa de um falido decreto presidencial que pretendia reformar o sistema de aposentadorias do Instituto Nicaraguense de Seguridade Social (INSS).

Retirado o decreto, o protesto generalizado se centrou na massiva exigência popular de que Ortega e sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, renunciem a seus respectivos cargos, uma demanda que o casal governante se nega a acatar.

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