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08 Abril 2020

Chefes de Estado do Brasil, dos EUA, da Colômbia e do Burundi estão entre aqueles que pedem ajuda divina contra a pandemia.

A reportagem é de Malo Tresca, publicada em La Croix International, 07-04-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Um dia nacional de “jejum e oração” para “livrar o país desse mal o mais rápido possível”.

Jair Bolsonaro, o presidente de extrema direita do Brasil, decretou que os cidadãos do seu país marcariam o domingo, 5 de abril, como um dia para “implorar a Deus” para conter a pandemia da Covid-19. O Brasil tinha mais de 12.000 casos de infecção até o dia 7 de abril e 566 mortes.

Enquanto a pandemia estava avançando, Bolsonaro disse à rádio Jovem Pan, no dia 3 de abril, que sua decisão de convocar o dia de oração e jejum havia sido previamente acordada “com pastores e líderes religiosos”. “O Brasil passa por uma grave crise”, comentou o pastor e deputado evangélico Marco Feliciano no Twitter. “As forças do mal se levantam contra um presidente cristão, temente a Deus e defensor da família! Domingo é dia de jejum”, tuitou.

O presidente Bolsonaro era um católico de nascimento antes que um influente pastor evangélico o batizasse novamente no Rio Jordão, na Terra Santa, quatro anos atrás. Ele foi eleito chefe de Estado do Brasil em outubro de 2018 com o amplo apoio das Igrejas Evangélicas do país. Ele ganhou a eleição com o lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Proteção e força

Mas Bolsonaro foi fortemente criticado no Brasil pela sua gestão da crise de saúde depois de minimizar publicamente o perigo do vírus em várias ocasiões.

Por exemplo, ele decretou no dia 26 de março que as atividades religiosas estão entre os serviços “essenciais” que devem permanecer abertos mesmo durante os períodos de confinamento. Vários líderes religiosos, incluindo da Igreja Católica local, criticaram a decisão.

Enquanto isso, na América do Norte, o presidente dos EUA, Donald Trump, também foi criticado pela sua gestão da crise da saúde. Mesmo antes de Bolsonaro, ele já havia instituído um dia nacional de oração em meados de março.

“É minha grande honra declarar o domingo, 15 de março, como um Dia Nacional de Oração”, disse Trump. “Somos um país que, ao longo da nossa história, buscou proteção e força em Deus em tempos como estes”, afirmou ele no Twitter. Previsivelmente, o tuíte recebeu elogios da direita evangélica nos Estados Unidos.

“Deus abençoe a África”

Nas últimas semanas, vários outros líderes nacionais em todo o mundo invocaram a misericórdia de Deus pelo fim da pandemia do coronavírus. Na verdade, seriam muitos para listar.

Mas, no Burundi, por exemplo, as autoridades do país da África oriental disseram aos cidadãos que eles estavam sendo “protegidos pela graça de Deus”. O Burundi anunciou seus dois primeiros casos de Covid-19 no dia 31 de março. Uma semana depois, ele registrou apenas um caso a mais de infecção.

O presidente George Weah, da Libéria, um cristão declarado e ex-astro do futebol, procurou conscientizar sobre a luta contra o coronavírus por meio de uma música. “Meus companheiros liberianos, vamos nos unir para combater o coronavírus. Deus abençoe a África e o resto do mundo”, cantou ele em inglês, com uma melodia alegre.

Muçulmanos pedem a Alá e a Maomé

O secretário-geral de Assuntos Religiosos da Guiné, Elhadj Aly Jammal Bangoura, publicou um apelo no dia 3 de abril em nome da “comissão fatwa e dos grandes ulemás” do seu departamento. Ele exortou todos os guineenses a realizarem um jejum de três dias, de 7 a 9 de abril, implorando que a “graça divina” salve a humanidade da pandemia.

“O Profeta, paz e salvação sobre Ele, nos instruiu a multiplicar invocações e orações, assim como sacrifícios individuais, especialmente jejuando neste mês de chaaban antes do Ramadã”, afirmou a comissão. “O jejum contribuirá para a nossa saúde”, aconselhou.

Já o presidente Iván Duque Márquez, da Colômbia, no dia 16 de março, apresentou medidas para combater a disseminação do coronavírus no país, onde houve 46 mortes entre as cerca de 1.500 pessoas infectadas. O presidente falou longamente sobre a sua fé cristã e invocou a proteção da Virgem Maria.

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