Cardeal sugere que uma “cultura hostil à homossexualidade” pode ter agravado os abusos

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07 Outubro 2018

Quanto aos abusos sexuais na Igreja, aqueles que se escondem atrás de “desculpas” como se tudo fosse uma montagem anticatólica ou de que são apenas problemas isolados, “são tão culpados de causar sofrimento às vítimas e se tornam de alguma maneira cúmplices com os perpetradores”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 06-10-2018. A tradução é de André Langer.

Esta é a advertência feita pelo cardeal Reinhard Marx, homem da máxima confiança do Papa Francisco, que também afirmou que, em termos de resposta da Igreja às agressões contra crianças e adolescentes, “devemos agradecer à pressão pública, às críticas e à voz das vítimas... que nos ajudam a melhorar”.

O cardeal Marx, arcebispo de Munique e presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, participou na sexta-feira da abertura do mestrado “Salvaguarda dos menores”, promovido pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, e explicou as suas posturas durante uma coletiva de imprensa.

Ele se referiu ao estudo sobre casos de abusos de crianças e adolescentes na Igreja católica de seu país, apresentado no dia 25 de setembro passado, que encontrou evidências de que cerca de 3.700 crianças e adolescentes foram abusados por padres entre 1946 e 2014.

“Os especialistas dizem também que não são o celibato em si, ou a homossexualidade em si, as causas dos crimes de pedofilia, mas, na realidade, estes são aspectos relacionados a outros, como a fraqueza e a imaturidade que pode levar a abusos”, explicou.

“Os especialistas também dizem que uma cultura hostil à homossexualidade pode levar as pessoas a se esconder e talvez aumentar o problema”, acrescentou.

“Na minha opinião, são questões que devemos enfrentar; não será abolindo o celibato que vamos resolver o problema. Mas a sexualidade em geral com todas as suas questões são temas sobre os quais podemos falar com um bom diálogo, inclusive com os teólogos”, disse.

O cardeal Marx considerou que o Sínodo dos Bispos dirigido aos jovens que está em andamento em Roma é uma boa ocasião para isso. “Eu penso que o Sínodo é uma boa oportunidade para falar sobre esta questão. Existem diversas intervenções a respeito, o tema está presente em todo o mundo”, disse.

“Devemos nos concentrar fundamentalmente em duas coisas. Uma, a Igreja deve mostrar que é um lugar seguro para as crianças. A segunda, os jovens querem uma Igreja que seja uma comunidade aberta, transparente e inclusiva”, concluiu o religioso alemão, chamando a atenção ao mesmo tempo para o fato de que apenas uma “mudança fundamental e sistêmica” na Igreja evitará que a crise dos abusos volte a se repetir.

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