Bispos da Alemanha: publicação antecipada do relatório sobre abusos é irresponsável

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13 Setembro 2018

Os bispos alemães, com uma declaração de Dom Stephan Ackermann, dizem-se entristecidos pelo vazamento de notícias referentes ao estudo “Abuso sexual de menores por sacerdotes católicos, diáconos e religiosos do sexo masculino no âmbito da Conferência dos Bispos da Alemanha”.

A reportagem é publicada por Vatican News, 12-09-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Para as pessoas atingidas por abusos sexuais cometidos por expoentes do mundo da Igreja, “a publicação antecipada irresponsável do estudo é um golpe duro”, levando-se em conta também que “nem mesmo os membros da Conferência dos Bispos da Alemanha estavam cientes de todo o relatório”.

Foi esse o comentário e o “pesar” de Dom Stephan Ackermann, que, entre os bispos da Alemanha, é o comissário para as questões de abuso sexual no âmbito eclesiástico e para as questões da proteção das crianças e dos jovens, sobre a publicação na manhã dessa terça-feira, 12, por parte de alguns meios de comunicação alemães, de uma prévia do estudo “Abuso sexual de menores por sacerdotes católicos, diáconos e religiosos do sexo masculino no âmbito da Conferência dos Bispos da Alemanha”.

A partir do texto, segundo o Der Spiegel e a Die Zeit, 3.677 casos teriam sido cometidos entre 1946 e 2014.

Apresentação na Assembleia Plenária

Dom Ackermann lembra que o estudo, que até agora havia permanecido como “confidencial”, é o resultado de quatro anos de trabalho, com a participação das 27 dioceses do país, e que será trabalhado – como planejado – pela Assembleia Plenária do fim de ano da Conferência Episcopal Alemã, no próximo dia 25 de setembro, junto com as “consequências a serem tiradas disso”. Na ocasião, os bispos também farão uma coletiva de imprensa com o grupo que trabalhou na pesquisa.

Clareza e transparência

“Estamos cientes da dimensão do abuso sexual, como demonstram os resultados do estudo. É esmagadora e embaraçosa para nós”, destacou ainda o bispo, sem deixar de enfatizar que o objetivo do estudo é justamente o de “obter mais clareza e transparência sobre esse lado escuro da nossa Igreja”, não apenas pelo bem das “pessoas atingidas”, mas também “para que a Igreja possa ver os crimes e fazer todo o possível para evitar que eles se repitam”.

O objetivo, conclui Dom Ackermann, é uma “reestruturação responsável e profissional”, sendo o estudo “uma investigação completa e aprofundada que fornece números e análises com os quais – assegura – continuaremos a aprender”: isso também vale para os resultados que “permitem aprofundar as ações dos autores e o comportamento dos responsáveis da Igreja nas últimas décadas”.

Porque se trata de “uma medida que devemos não só à Igreja, mas acima de tudo e em primeiro lugar àqueles que foram atingidos pelos abusos”.

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