“Para canonizar Romero, Francisco teve a coragem de ir contra o que os Papas anteriores haviam dito”, afirma Jon Sobrino

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17 Outubro 2018

Alimentou-o com seus livros, foi seu amigo, admirou-o como o profeta dos pobres e até escreveu sua biografia em chave de crucificado, mas nunca quis que fosse oficialmente canonizado. No entanto, o teólogo da libertação, Jon Sobrino, veio a Roma para se somar à festa universal de São Romero da América. Para acompanhar sua gente que, em meio a tanta dor, recebeu uma enorme alegria.

A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada por Religión Digital, 15-10-2018. A tradução é do Cepat.

Cansado, com seus quase 80 anos, acompanhado de uma pessoa que lhe serve de bastão, mas tremendamente lúcido, o teólogo basco naturalizado salvadorenho confessa seu amor ao arcebispo de San Salvador: “Eu vivi com Romero três anos, o conheci, comemos, bebemos, o que mais você quer?”.

Contudo, Sobrino continua sendo fiel a seus princípios de sempre. É que tanto ele como outros teólogos da libertação não queriam que a Igreja o canonizasse, para que não pudesse ser instrumentalizado, nem domesticado.

Em sua avaliação, “Romero foi um ser humano, um cristão e um arcebispo excelente, excelente. Que o canonizem ou não é secundário”, disse.

Mas, também reconhece que “uma vez que se organizou e Francisco teve a coragem de ir contra o que os Papas anteriores haviam dito, as pessoas se alegraram muito”.

E, lógico, ele também se alegra, mas não porque o tenham subido aos altares: “Os intelectuais, como este humilde servidor, também nos alegramos, porque as pessoas se alegram, mesmo que eu continue pensando, como alguns outros, que não era necessário canonizá-lo”.

“Com dom Romero, Deus passou por El Salvador”, dizia Ignacio Ellacuría, que foi companheiro de Sobrino, também assassinado pelo Exército salvadorenho, junto com outros cinco jesuítas e duas mulheres que cuidavam de sua casa.

E, para conectá-lo com a atualidade, o teólogo da libertação (que ainda não foi reabilitado oficialmente, nem informalmente, pelo Vaticano) acrescenta que “a Igreja em saída, da qual fala o Papa, foi real em El Salvador nos anos 70 e 80”. Mais ainda e precisamente por isso, “muitos sacerdotes (quase uma vintena) foram assassinados, mortos por gente que ia à missa”.

E, antes que um grupo de amigos o leve quase voando, remete-nos a seus artigos sobre o “legado de Romero” e volta a repetir sua sentença. “Não estou contente pelo fato de que, enfim, o tenham feito santo. Estou contente porque muitas pessoas ficaram contentes por isso”.

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