Cardeal e amigo de longa data diz que Romero será o “santo dos quatro papas”

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21 Março 2018

Embora o Papa Francisco possa ser aquele que finalmente canonizará o Beato Oscar Romero, o Cardeal José Gregorio Rosa Chávez – que foi amigo próximo de Romero – diz acreditar que o falecido mártir de El Salvador seja conhecido como o “santo dos quatro papas”.

A reportagem é de Christopher White, publicada por Crux, 20-03-2018. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Rosa Chávez, que foi nomeado cardeal de El Salvador pela primeira vez na história do país em junho por Francisco, disse que há elementos da vida de Romero que foram moldados – ou influenciados – pelos papas Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

O cardeal fez esta e outras observações em entrevista ao Crux durante o Congresso de Educação Religiosa, ocorrido em Los Angeles em 2018, onde falou sobre justiça e perdão – temas que definem grande parte do legado de Romero desde que foi assassinado enquanto celebrava uma missa em 1980.

Como arcebispo de San Salvador, Romero foi um destacado defensor da justiça social, tendo ficado ao lado dos pobres e denunciado a corrupção no governo. Há tempos é tido como um herói em sua terra natal e noutros países por servir como uma voz aos marginalizados. Entretanto, devido ao que uns percebiam como um abuso político de seu legado, o caminho dele para a santidade foi retardado ou impedido em vários momentos.

Em 2012, no entanto, Bento XVI limpou o caminho para a sua causa de canonização, observando que ele não tinha dúvidas de que Romero merecia-a e, logo após a sua eleição em março de 2013, Francisco apressou a causa no Vaticano.

“Cada um dos [quatro papas] teve uma parte muito importante no processo”, disse Rosa Chávez ao Crux. “Francisco apenas levou-o adiante. Romero é o ícone da Igreja que Francisco quer ser, e o tipo de pastor que ele deseja”.

Desde o anúncio de Francisco no começo deste mês, segundo o qual Romero deve ser feito santo, tem havido muitas especulações sobre quando e onde a canonização ocorrerá.

Segundo alguns relatos, o momento lógico é uma canonização dupla com o Papa Paulo VI no mês de outubro em Roma na sequência do Sínodo dos Bispos, quando muitos dos prelados do mundo já estarão na cidade para a ocasião, embora juntar um papa com alguém que não foi papa possa ser visto como uma forma equivocada em alguns círculos.

Outros têm sugerido a Francisco que realize a canonização quando viajar para o Panamá em janeiro de 2019 para a Jornada Mundial da Juventude, talvez acrescentando uma escala em El Salvador.

Rosa Chávez contou ao Crux que, não havendo um anúncio oficial até agora, a Igreja salvadorenha espera que a cerimônia ocorra em outubro. Eles também solicitaram que Francisco passe por El Salvador no caminho para a Jornada Mundial da Juventude de forma que a canonização possa acontecer na terra onde o religioso escolheu viver.

Na marca de cinco anos do papado de Francisco e na véspera da canonização de seu amigo, Rosa Chávez ainda se sentir maravilhado com esta virada inesperada dos eventos, tanto no nível pessoal como no nível da Igreja em geral.

Rosa Chávez, que liderou o setor de comunicação da diocese de San Salvador sob o comando de Romero e, mais tarde, foi nomeado bispo auxiliar da diocese em 1982, nunca esperou que um dia receberia o barrete vermelho, especialmente porque foi o primeiro bispo auxiliar da história a recebê-lo.

Quando foi nomeado cardeal, dedicou a designação a Romero, quem, acredita ele, continua a olhar por sua querida terra.

Ele contou ao Crux que as intercessões de Romero têm sido fundamentais nos esforços de paz em curso no país. Devido a uma guerra civil desde 1979 a 1992, El Salvador esteve amargamente – e violentamente – dividido, mas Romero tem sido um meio para a paz muito buscada por inúmeros salvadorenhos.

“Há um novo fenômeno de tentar reconciliar-se através e com Romero”, disse Rosa Chávez. “As pessoas vão pedir perdão ao padre e, depois, vão ao túmulo pedir perdão a Romero, então eu o chamo de um terremoto espiritual”.

Essa descrição de um “terremoto espiritual” é uma que ele também aplicaria àquele que o fez cardeal, homem para quem ele não outra coisa se não elogios a dar.

“É um homem excepcional, um homem de paz, um homem livre, e sabe aonde a Igreja deve se ir, e ele segue à frente nessa rota”, contou Rosa Chávez ao Crux. “É como Jesus descendo à Terra”.

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