A tragicomédia das mentiras que moldam as eleições no WhatsApp

Revista ihu on-line

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Mais Lidos

  • Os Arautos do Evangelho não reconhecem o Comissário do Vaticano, dom Raymundo Damasceno Assis

    LER MAIS
  • Pacto das Catacumbas pela Casa Comum. Por uma Igreja com rosto amazônico, pobre e servidora, profética e samaritana

    LER MAIS
  • A virada autoritária de Piñera. O fracasso de um governo incompetente e corrupto

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

05 Outubro 2018

De mamadeira com bico de pênis distribuídas em creche a seguranças cubanos: grupos de checagem se veem obrigados a desmentir as mais esdrúxulas notícias falsas nas eleições.

A reportagem é de Gil Alessi, publicada por El País, 04-10-2018.

Nestas eleições, a verdade (e os memes) são algumas das primeiras vítimas das fake news. Com o país dividido em meio a uma das campanhas mais polarizadas da história recente, as notícias falsas se espalham como fogo em palha seca nas redes sociais e no Whatsapp. Este conteúdo falso que circula nos grupos de conversa é extremamente difícil de ser desmentido, e provoca um problema real para os candidatos, ainda mais em uma eleição onde a força da TV e da propaganda tradicional foi colocada em cheque. Com o clima de antipetismo e antibolsonarismo que tomou conta do debate político, algumas fake news de tão forçadas e absurdas chegam a ser bizarras.

O EL PAÍS separou algumas das imagens mentirosas –ou tiradas do contexto– mais surreais que tiveram que ser desmentidas por grupos de fact checking como o Projeto Comprova, criado para desbaratinar notícias falsas.

O brasileiro adora comprar a prazo. Uma das propostas do Ciro Gomes propõe limpar o nome da população do Sistema de Proteção ao Crédito, o temido SPC. Logo, segundo esta fake news, para se prevenir a rede Casas Bahia, um dos paraísos da venda parcelada no carnê, teria proibido a venda a prazo para eleitores do pedetista. Algo que, claro, nunca aconteceu.

Essa é de causar inveja no autor dos clássicos de espionagem John Le Carré: diretamente da Sierra Maestra um destacamento de militares cubanos pousou em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, para garantir a segurança do candidato petista Fernando Haddad. O boato, que exigiu um bocado de criatividade e algumas referências da Guerra Fria, nasceu a partir de uma foto na qual simpatizantes do presidenciável aparecem com um bonés estampados com a bandeira da ilha caribenha e estrelas vermelhas, vestidos com camisetas verde-oliva. Se ele estivesse com um boné do É o Tchan diriam que “Jacaré e Cumpadi Washington fazem segurança de Haddad”?

"Ma oê!". Bolsonaro no programa do Silvio Santos? Foi o que essa imagem trouxe para o cardápio de notícias mentirosas. Nas três dicas para que uma participante da prova adivinhasse o nome de um personagem foram inseridos digitalmente “próximo presidente”, “vai salvar o Brasil” e “não é corrupto”. As dicas originais eram “foi do Exército”, “mudou o regime” e “15 de novembro”, referindo-se ao general João Batista Figueiredo. A plateia chutou o nome de Bolsonaro – e isso não é fake news...

Essa fake news envolve além de políticos, grandes nomes da música brasileira! Postagens no Facebook que viralizaram também no Whatsapp afirmam que 20.000 anistiados após o término da ditadura militar brasileira recebem o benefício “Bolsa Ditadura” e de quebra estão isentos de pagar imposto de renda. Entre eles estão Fernando Henrique Cardoso, Caetano Veloso, Lula, Taiguara e Marieta Severo. Falso.

Das sex-shops para as eleições: esta notícia mentirosa disse que mamadeiras eróticas foram entregues em creches pelo PT para combater a homofobia. De fato o artefato com o bico em formato de pênis existe e é vendido em lojas online voltadas para o público adulto, mas tanto o PT quanto o Ministério da Educação negaram que a mamadeira tenha sido distribuída.

Em tempos de crise, que tal diversificar as fontes de arrecadação para campanha? Essa fake News usou uma foto verdadeira, da apreensão de trouxinhas de maconha com uma ilustração do ex-presidente Lula. Mas o texto que vinha junto dizia: “Enquanto traficantes ameaçam nas favelas quem vai votar no Bolsonaro eles fazem campanha em tabletes de maconha com foto de Lula Livre, com certeza com apoio do partido”. A droga foi encontrada pela Polícia Militar de São Paulo em Batatais, mas não tem relação alguma com o partido. Vale lembrar que as autoridades já apreenderam porções de cocaína com imagens do papa Francisco, do Neymar e de outras celebridades (até o Fofão).

Essa é pra fazer corar o seu priminho que mexe no Photoshop. O que o ex-campeão mundial do boxe Mike Tyson e a vice na chapa petista, Manuela D’Ávila, teriam em comum? Segundo essa fake news, tatuagens de Che Guevara (que aliás é um dos personagens recorrentes nas mentiras difundidas nas redes) e de outras lideranças comunistas. Tanto a imagem do guerrilheiro cubano quanto a de Vladimir Lenin são falsas e foram inseridas digitalmente.

Uma frota de jatinhos e helicópteros pintados com as cores do Brasil e adesivados com o rosto de Jair Bolsonaro, atribuídos ao empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan. Por mais que ele nunca tenha escondido sua simpatia pelo capitão da reserva, a imagem é falsa.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A tragicomédia das mentiras que moldam as eleições no WhatsApp - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV