A necessária reconstrução da política de nova era. Entrevista especial com Massimo Canevacci

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Por: João Vitor Santos | Edição: Ricardo Machado | 07 Abril 2018

Nem mesmo as três décadas de Web e seus avanços tecnológicos exponenciais foram capazes de superar uma visão ainda muito binária e, porque não, industrial das sociedades humanas. “Os profissionais devem cruzar os territórios materiais difundidos nas metrópoles e também alcançar os contextos rurais ou indígenas com os territórios imateriais difundidos nos espaços criados pela tecnocultura digital. O cruzamento sincrético e conflitual entre comunicação metropolitana e comunicação digital é o desafio que multiplica os contextos, os códigos e os usuários”, pontua Massimo Canevacci, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

Esses impactos reverberam na democracia, onde a representatividade muito centrada em partidos e sindicatos reproduz uma lógica equivalente ao mundo do trabalho ford-taylorista. “A democracia no trabalho é mais flexível, temporária, múltipla, glocal: precisa mudar muito e o tempo curto favorece fechamentos endogâmicos. Como tudo isso modifica as relações complexas entre gênero, sexo, eroticidade, amor, identidade, prazer, violência, homofobia etc., se apresenta como um multiverso a se investigar profundamente, cruzando interdisciplinarmente psicologia, comunicação, etnografia, informática”, analisa o entrevistado.

Além disso, destaca Canevacci, “a clássica dicotomia moderna (e burguesa) não funciona mais desta maneira e o que era dividido agora se mistura. É impossível ficar fora deste processo. É fundamental aceitar o desafio, explicá-lo politicamente, envolver cada pessoa, e em particular trabalhadores e empreendedores, em um pacto estrutural de fase”. “Estou profundamente convicto de que o papel da universidade e da comunicação neste momento será decisivo. Precisamos de muitas imaginações exatas”, complementa.

Cavenacci | Foto: Rivista di Scienze Social

Massimo Canevacci é doutor em Letras e Filosofia pela Universidade La Sapienza, em Roma. Desde 2010 é regularmente convidado como professor visitante por inúmeras universidades brasileiras, como a Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ e a Universidade de São Paulo - USP. Atualmente leciona no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo - IEA-USP.

O professor Canevacci proferirá a conferência Smart cities, cultura digital e renovação política. Contradições e possibilidades da revolução 4.0, atividade integrante do 2º Ciclo de Estudos Revolução 4.0. Impactos aos modos de produzir e de viver, na terça-feira, 10-04-2018, às 19h30, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros - IHU.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – De que forma a cultura digital de nosso tempo pode impactar o campo da política?

Massimo Canevacci – A tecnocultura digital começou a impactar antes o sistema produtivo, depois a comunicação em geral e a social network em particular: assim, os valores difundidos e praticados nos comportamentos transformaram as pessoas de simples consumidores (apêndices no sistema reprodutivo) a ativos coprodutores e cocriadores de valores (no sentido antropológico: estilo de vida, crenças, códigos etc.) e de valor (no sentido econômico especificamente no sistema financeiro). A revolução impressa pelo digital – que engloba tecnologia, economia, práticas cotidianas etc. – não foi entendida na sua profundidade pela política tradicional, em particular pelos partidos de esquerda. Este atraso é mais evidente no Brasil, onde a esquerda é baseada na tradição da produção industrial. Fábricas tayloristas, sindicatos, trabalho fixo, território material, conflitos clássicos, teorias dialéticas, epistemologia pré-complexidade e... passividade lamentosa nos meios de comunicação. Mas se poderia dizer tranquilamente que envolve todos os partidos clássicos e também a filosofia política que se pratica no mundo não somente “ocidental”.

O impacto sobre a política foi aplicado com sucesso em diferentes modalidades. Já Obama[1] durante a segunda campanha eleitoral usou os “big data” para enviar mensagens aos potenciais eleitores. Foi uma prática transparente que em parte determinou o seu sucesso. A sua equipe tinha uma formação nas ciências humanas e na informática. Aconteceu que esta prática foi elaborada mais ou menos simultaneamente em outros países com outras formações, isto é, privilegiando a formação técnica. A campanha eleitoral do Brexit[2] foi determinada pela possibilidade de enviar notícias em parte verdadeiras e na maior parte falsas (fake news) a um público-alvo eleitoral selecionado mais “inteligentemente” através do perfil profissional e ainda mais cultural. Assim uma propaganda dirigida e, por assim dizer, individualizada invadiu a “alma digital” de uma parte insegura do eleitorado, favorecendo claramente a vitória pela saída da União Europeia, por meio de informações negativas.

A vitória de Trump[3] sobre Hillary Clinton[4] foi ainda mais crua. A candidata foi abertamente atacada pelas pessoas, principalmente por meio dos big data entre o sistema de inteligência russo e a equipe de Steve Bannon[5] , a mente oculta que cinicamente usou, pelo que se sabe, hackers russos administrados por Putin[6] e a obscura, agora bem conhecida, Cambridge Analytica (onde o mesmo Bannon trabalhou). Embora esta seja uma história ainda a se escrever completamente, está bem claro que a cultura digital transforma a política numa maneira tendencialmente mais autoritária que libertadora. Na Itália é exemplificativo o Movimento 5S (cinco estrelas), cuja página on-line é controlada por uma única pessoa e os candidatos são eleitos por “democracia direta”, isto é, via digital. Um novo autoritarismo digital que ganhou 35% de votos na última eleição.

IHU On-Line – Quais os desafios para se conceber uma renovação da política através da cultura digital?

Massimo Canevacci – Focalizar na comunicação tendencialmente horizontal como modelo de renovar a política. Isso significa que os profissionais devem cruzar os territórios materiais difundidos nas metrópoles e também alcançar os contextos rurais ou indígenas, embora devesse ser claro para todo mundo que faz tempo que as conexões são praticadas na maioria das aldeias, com os territórios imateriais difundidos nos espaços criados pela tecnocultura digital. O cruzamento sincrético e conflitual entre comunicação metropolitana e comunicação digital é o desafio que multiplica os contextos, os códigos e os usuários da política que não são mais um núcleo restrito, mas abrangem sempre mais pessoas.

IHU On-Line – A Internet pode ser encarada como uma democracia?

Massimo CanevacciHum… acho difícil assim como está evoluindo. Estou convencido de que a Internet é um bem primário a que todo mundo deve ter acesso, assim como água, comida, saúde, casa etc. Por isso, precisamos de uma urgente pedagogia descentrada, em particular nos centros e nas periferias de cada país, envolvendo dois eixos: o processo de “aging” (aumento da idade média da população) e as escolas primárias. Isso significa investimento cultural para o futuro, onde as pessoas morrem mais tarde e a criança se torna ativa mais cedo.

Tenho certeza de que a universidade deveria enfrentar isso com metodologias e perspectivas diferentes, mais abertas e experimentais.

Enfim, o problema talvez maior fica no trabalho. O modelo da democracia baseada em partidos e sindicatos é industrialista, equivalente à produção ford-taylorista. E agora? A democracia no trabalho é mais flexível, temporária, múltipla, glocal: precisa mudar muito e o tempo curto favorece fechamentos endogâmicos. E no sexo: a difusão do pornô envolve de uma maneira totalmente diferente da que foi na minha juventude. Como tudo isso modifica as relações complexas entre gênero, sexo, eroticidade, amor, identidade, prazer, violência, homofobia etc. se apresenta como um multiverso a se investigar profundamente, cruzando interdisciplinarmente psicologia, comunicação, etnografia, informática etc. Centro/periferia; velhos e crianças, trabalho/sexo: no meio a democracia possível via internet me parece ainda mais complexa.

IHU On-Line – Como o senhor analisa o uso indevido de dados do Facebook nesse contexto de cultura digital? Esse episódio revela que, na realidade, vivemos numa sociedade do controle?

Massimo Canevacci – O controle é sempre presente, só que agora é também invisível. Na era dos mass media hegemônicos (e analógicos), tudo isso era mais claro e a crítica foi praticada instantaneamente. Agora, com a social network, tecnodigital, big data etc., tudo se torna mais complexo: cada pessoa poderia entender a manipulação de uma publicidade, de uma música ou de uma telenovela. Mas big data envolve uma formação informática que eu não tenho. Tudo isso cresce enormemente e aparece quando as informações sobre o meu perfil digital entram nas mãos ávidas e sem controle de políticos, publicitários, do mercado on-line, turismo cósmico e anúncios sexuais.

O desmascaramento da Cambridge Analytica, já citada, é a gota que inunda o mundo inteiro com cifras fora da inteligência. Bilhões de dados que os novos instrumentos decodificam instantaneamente e oferecem aquilo que a pessoa gosta: se o perfil é racista, apresenta racismo, “invasões” de imigrantes etc. Vocês lembram a história de Dédalo, que inventou o labirinto e fechou o Minotauro dentro? O mesmo aconteceu com Steve Bannon desmentido pelo Trump.

IHU On-Line – As eleições norte-americanas e a enxurrada de informações compartilhadas nas redes sociais inauguraram o debate sobre as fake news. Mas qual deve ser o impacto dessas informações falsas e do uso de dados gerados por usuários de redes sociais na realidade da campanha eleitoral brasileira de 2018?

Massimo Canevacci – Agora as fake news estão inflacionadas. Queria sublinhar que “fake” não significa falso, mas um conceito falso/verdadeiro que é esperado e acreditado pelo usuário. No Brasil, a comunicação política falsa é mais antiga que as fake news. A comunicação política está se tornando (na verdade faz tempo! Desde o final do outro século…) central na formação de uma opinião que é pública e privada. Isto é, a clássica dicotomia moderna (e burguesa) não funciona mais desta maneira e o que era dividido agora se mistura. Tudo é público/privado assim como falso/verdadeiro. Parece que Zuckerberg[7] entendeu só agora o problema e está tentando solucioná-lo, mas o problema de fundo é claro: os social network criam muito mais uma reprodução vertical e autoritária do que horizontal e progressiva.

IHU On-Line – Que reconfigurações políticas deveremos presenciar no Brasil a partir dos usos das redes sociais na campanha eleitoral deste ano?

Massimo Canevacci – Ideal seria imaginar um laboratório nacional, gestão de pessoas sobre as partes, que elabora um código ético-comunicacional. O partido ou o candidato que erra seria imediatamente publicizado como politicamente irregular e, se continuasse, seria impossível se apresentar nas eleições.

IHU On-Line – O que os debates de hoje nas redes sociais, sobre os mais variados temas, revelam?

Massimo Canevacci – Na Itália, percebo uma forte discussão política sobre o que aconteceu nas últimas eleições, além de temas mais gerais. Mas no mesmo espaço/tempo, o Facebook continua a funcionar da mesma maneira, com coisas mais triviais como brincadeiras, fotos, amizades. O que me parece minoritário mas significativo são encontros, seminários, livros sobre Human Ecosystem e o desafio da complexidade. No Brasil, tenho menos indicadores, mas parece que a raiva política (o terrível assassinato de Marielle[8] ) se acalma com o cotidiano.

IHU On-Line – Em que medida a cultura digital pode ser geradora de desigualdades?

Massimo Canevacci – Infelizmente a desigualdade é imanente nos domínios das estruturas de poder. Tim Berners-Lee[9] , o inventor da WWW, cientista que adoro e é sempre parte constitutiva da minha formação político-digital, recentemente falou de novo sobre este argumento e gostaria muito que os leitores acompanhassem seu pensamento que afirma sempre que a ideia horizontal e libertária foi e ainda deveria ser constitutiva da Internet[10] .

IHU On-Line – Quais os desafios para assegurar que a chamada Revolução 4.0 não imponha uma espécie de seleção nas sociedades, eliminando do mundo do trabalho e da política aqueles que não assimilaram a cultura digital? E como conceber uma inclusão digital no Brasil de hoje?

Massimo Canevacci – Como já afirmei, a inclusão digital no Brasil é conectada com um processo inevitável de transitar da centralidade industrialista para a chamada Revolução 4.0. É impossível ficar fora deste processo. É fundamental aceitar o desafio, explicá-lo politicamente, envolver cada pessoa, e em particular trabalhadores e empreendedores, em um pacto estrutural de fase. É verdade que o trabalho que existiu a partir da revolução industrial (há apenas 200 anos mais ou menos) é histórico e precisa acabar. Quero sublinhar que esta fase industrialista representou dramas enormes em relação às populações e à natureza. Entendo bem que não será fácil, porque se percebe que este trabalho histórico é “natural”, que precisamos superá-lo. Como? Aqui seria fundamental um projeto global: em primeiro lugar nacional, depois continental latino-americano e pan-americano, enfim global. Se cada país se isola, como Trump está fazendo, seja com o comércio internacional, seja com o muro contra o México, será uma catástrofe.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?

Massimo Canevacci – Estou profundamente convicto de que o papel da universidade e da comunicação neste momento será decisivo. Precisamos de muitas imaginações exatas.

Notas:

[1] Barack Obama [Barack Hussein Obama II] (1961): advogado e político estadunidense. Foi o 44º presidente dos Estados Unidos, tendo governado o país entre 2009 e 2017. (Nota da IHU On-Line)

[2]Brexit: a saída do Reino Unido da União Europeia é apelidada de Brexit, palavra-valise originada na língua inglesa resultante da fusão das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída). A saída do Reino Unido da União Europeia tem sido um objetivo político perseguido por vários indivíduos, grupos de interesse e partidos políticos, desde 1973, quando o Reino Unido ingressou na Comunidade Econômica Europeia, a precursora da UE. A saída da União é um direito dos estados-membros segundo o Tratado da União Europeia. A saída foi aprovada por referendo realizado em junho de 2016, no qual 52% dos votos foram a favor de deixar a UE. O Instituto Humanitas Unisinos – IHU, na seção Notícias do Dia de seu site, vem publicando uma série de análises sobre o tema. Entre elas, A alma da Europa depois do Brexit, artigo de Roberto Esposito, publicado no jornal La Repubblica e reproduzido nas Notícias do Dia de 1-7-2016, disponível em http://bit.ly/2gazMuF; e O Brexit e a globalização, artigo de Luiz Gonzaga Belluzzo, publicado por Carta Capital e reproduzido nas Notícias do Dia de 12-7-2016, disponível em http://bit.ly/2eY4F68. Confira mais textos em ihu.unisinos.br. (Nota da IHU On-Line)

[3]Donald Trump (1946): é um empresário, ex-apresentador de reality show e atual presidente dos Estados Unidos. Na eleição de 2016, Trump foi eleito o 45º presidente norte-americano pelo Partido Republicano, ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton no número de delegados do colégio eleitoral; no entanto, perdeu no voto popular. Entre suas bandeiras estão o protecionismo norte-americano, por onde passam questões econômicas e sociais, como a relação com imigrantes nos Estados Unidos. Trump é presidente do conglomerado The Trump Organization e fundador da Trump Entertainment Resorts. Sua carreira, exposição de marcas, vida pessoal, riqueza e modo de se pronunciar contribuíram para torná-lo famoso. (Nota da IHU On-Line)

[4]Hilary Clinton [Hillary Diane Rodham Clinton] (1947): Secretária de estado dos Estados Unidos entre 2009 e 2013. Esposa do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, foi senadora de New York entre 2001 e 2009 e uma das principais candidatas à presidência durante as prévias do partido democrata na eleição de 2008. (Nota da IHU On-Line)

[5]Steve Bannon (1953): é um assessor político estadunidense que serviu como assistente do presidente e estrategista-chefe da Casa Branca no governo Trump. Como tal, participou regularmente do Comitê de Diretores do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, entre 28 de janeiro e 5 de abril de 2017, quando foi demitido. Antes de assumir tal posição da Casa Branca, Bannon foi diretor executivo da campanha presidencial de Donald Trump, em 2016. (Nota da IHU On-Line)

[6] Vladimir Putin (1952): presidente da Rússia. Também é ex-agente do KGB no departamento exterior e chefe dos serviços secretos soviético e russo, KGB e FSB, respectivamente. Putin exerceu a presidência entre 2000 e 2008, além de ter sido primeiro-ministro em duas oportunidades, a primeira entre 1999 e 2000, e a segunda entre 2008 e 2012. (Nota da IHU On-Line)

[7]Mark Zuckerberg (1984): é um programador e empresário norte-americano, que ficou conhecido internacionalmente por ser um dos fundadores do Facebook, a rede social mais acessada do mundo. Em março de 2011, a revista Forbes colocou Zuckerberg na 36ª posição da lista das pessoas mais ricas do mundo, com uma fortuna estimada em 17.5 bilhões de dólares. Em junho de 2015, sua fortuna já estava avaliada em 38.4 bilhões de dólares, em 2016 seu patrimônio líquido foi estimado em 51,8 bilhões de dólares. (Nota da IHU On-Line)

[8]Marielle Francisco da Silva ou Marielle Franco (1979-2018): foi uma socióloga, feminista, militante dos direitos humanos e política brasileira. Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro na eleição municipal de 2016, com a quinta maior votação. Crítica da intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar, denunciava constantemente abusos de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Em 14 de março de 2018, foi assassinada a tiros. (Nota da IHU On-Line)

[9]Timothy John Berners-Lee ou Tim Berners-Lee (1955): é um físico britânico, cientista da computação e professor do MIT. É o criador da World Wide Web, tendo feito a primeira proposta para sua criação a 25 de março de 1989. Em 25 de dezembro de 1990, com a ajuda de Robert Cailliau e um jovem estudante do CERN, implementou a primeira comunicação bem-sucedida entre um cliente HTTP e o servidor através da internet. (Nota da IHU On-Line)

[10] O texto especificamente citado. (Nota do entrevistado)

 

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