Papa convoca os presidentes dos episcopados para discutir sobre os abusos

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13 Setembro 2018

“O Santo Padre Francisco, tendo ouvido o Conselho dos Cardeais, decidiu convocar uma reunião com os Presidentes das Conferências Episcopais da Igreja católica sobre o tema da “proteção dos menores”.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 12-09-2018. A tradução é do Cepat.

É o anúncio que foi dado ao final da 26ª reunião do C9, o Conselho dos Cardeais que ajuda o Papa na reforma da Cúria romana e no governo da Igreja universal. Conselho que não conta com todos os seus membros, pois faltam os cardeais Francisco Errázuriz, George Pell e Laurent Monsengwo Pasinya.

A reunião dos presidentes dos episcopados mundiais será realizada no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro de 2019. O caso estadunidense (com o relatório do Grande Júri da Pensilvânia e as novas investigações em diferentes Estados), assim como o “comunicado” de Viganò, provocaram um aumento dos pedidos para que se discuta muito mais a fundo o problema. Impulsionando alguns, como o arcebispo da Filadélfia, Charles Chaput, a pedir ao Papa que cancelasse o iminente Sínodo sobre os jovens, para o substituir por um Sínodo especial dedicado aos abusos.

A convocação dos líderes das Conferências Episcopais do mundo representa, pois, uma resposta às perguntas e às expectativas, e também o reconhecimento da centralidade do problema e da importância de garantir cada vez mais e melhor a segurança para as crianças e jovens, atuando com determinação e rapidez, escutando as vítimas e as acolhendo para ajuda-las; impedindo que estes abomináveis crimes sejam acobertados ou esquecidos.

A vice-diretora da Sala de Imprensa vaticana, Paloma García Ovejero, na coletiva de imprensa com os jornalistas, explicou que “grande parte dos trabalhos do Conselho se dedicou aos últimos ajustes do esboço da nova Constituição apostólica da Cúria romana, cujo título provisório é Praedicate Evangelium. O chamado C9 já entregou a Bergoglio o texto esboçado que será revisado tanto em seu estilo como em seus conteúdos canônicos. Além disso, como se indicou na segunda-feira passada, o C9 pediu ao Papa “uma reflexão sobre o trabalho, a estrutura e a composição do próprio Conselho, tendo presente a avançada idade de alguns de seus membros”.

Uma maneira de afirmar que com a nova Constituição apostólica sobre a Cúria, depois de cinco anos de trabalho, o C9 chegou a um momento crucial de mudança: é necessário verificar como proceder e repensar sua estrutura. Esta reflexão também será uma oportunidade para mudar parte de seus membros. A alusão à idade pode se referir ao fato de que ao menos três dos atuais membros do Conselho podem não ser confirmados. São os casos dos cardeais que estiveram ausentes nestes dias: Errázuriz, Pell e Monsengwo.

“Para dezembro, não haverá novos membros do C9 – disse Paloma García Ovejero. Se haverá mudanças, veremos. No momento, o Conselho é composto por estes nove que conhecemos”. Palavras que apontam a vontade do Papa de proceder sem demora.

A vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, em relação à esperada (e anunciada) declaração com os “necessários esclarecimentos” sobre o caso Viganò, disse que ainda não há uma data precisa.

Durante estes dias, o C9 “refletiu amplamente junto com o Santo Padre sobre os temas do abuso” e “também foi motivo de atenção o cuidado pastoral com o pessoal” que trabalha na Cúria romana. O cardeal Sean Patrick O’Malley “atualizou os presentes sobre o trabalho da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores”. Para concluir, “mais uma vez, os cardeais expressaram plena solidariedade ao Papa Francisco pelo que aconteceu nas últimas semanas”.

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