Fim de ciclo para a configuração atual do C9. Francisco remodela seu Conselho

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11 Setembro 2018

Após cinco anos de trabalhos e 24 reuniões, o conselho de cardeais assessores do Papa Francisco, conhecido como C9, terá a partir desta segunda-feira as últimas sessões de trabalho com a configuração atual, depois de ter chegado a um primeiro esboço de uma nova constituição apostólica e antes que o Pontífice introduza mudanças em sua composição e funcionamento.

A reportagem é de Hernan Reyes Alcaide, publicada por Religión Digital, 09-09-2018. A tradução é do Cepat.

É descontado para os próximos meses um período de pausa nos trabalhos para que as sucessivas mudanças que o Pontífice argentino foi introduzindo, desde 2013, como a instituição de novos Dicastérios e Comissões Pontifícias, deem forma à nova carta magna que substituirá a vigente Pastor Bonus, de 1988. Também está confirmado que o cardeal chileno Francisco Errázuriz, que não continuará fazendo parte do grupo, não participará dos encontros convocados para 10, 11 e 12 de setembro, na Casa Santa Marta.

Nascido originalmente como C8, com um quirógrafo em setembro de 2013 e tornado C9 com a incorporação do secretário de Estado Pietro Parolin no ano seguinte, o grupo se prepara para uma renovação de seus integrantes nos próximos dias.

Em primeiro lugar, depois de cumpridos os primeiros cinco anos de funcionamento, Religión Digital confirmou de fontes vaticanas que será o próprio Francisco que abrirá a discussão com os membros para que façam suas próprias avaliações da primeira etapa do percurso, após a qual conseguiram condensar um primeiro esboço da nova constituição apostólica sob o título provisório de Praedicate Evangelium.

Até esta última sessão de três dias de trabalho, que terá sessões matutinas e vespertinas entre segunda-feira e quarta-feira, formam o grupo Parolin, o governador de Estado da Cidade do Vaticano, o cardeal italiano Giuseppe Bertello; o arcebispo emérito de Santiago do Chile, o cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa; o arcebispo de Mumbai, Oswald Gracias; o arcebispo de Munique, Reinhard Marx; o arcebispo de Kinshasa, Laurent Monsengwo Pasinya; o arcebispo de Boston, Sean Patrick O’Malley; o arcebispo de Sydney, George Pell e o arcebispo de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga. Como secretário, desde o início integra o conselho de assessores o bispo de Albano, Marcello Semeraro.

“Cumpriram-se os cinco anos previstos no início do trabalho, e agora Francisco irá deixar que todos os membros falem, deem seu parecer e a partir daí tomará as decisões. Embora seja descontada a saída de Errázuriz”, disse uma fonte conhecedora do trabalho do grupo.

Além disso, nas próximas semanas, será incorporado um “secretário canônico”, que trabalhará ao lado de Semeraro, com o objetivo de passar à “linguagem canônica” o produzido até agora, sempre com base no relatório apresentado durante a reunião que o grupo teve em junho passado. Somente dois dos membros do C9Bertello e Gracias – possuem títulos em Direito Canônico, ainda que não sejam considerados canonistas plenos.

Alguns dos 25 pontos centrais sobre os quais se trabalhará canonicamente para inclui-los na nova constituição são a instituição da Pontifícia Comissão Referente sobre o Instituto para as Obras de Religião (quirógrafo de 24 de junho de 2013); o “Motu proprio” sobre a jurisdição dos órgãos judiciais de Estado da Cidade do Vaticano em matéria penal (de 11 de julho de 2013); a instituição do Comitê de Segurança Financeira da Santa Sé (“Motu proprio” de 27 de junho de 2015); criação da Secretaria para a Comunicação (“Motu proprio” de 27 de junho de 2015); o “Motu proprio” sobre o descuido dos bispos em relação aos casos de abusos sexuais contra menores e adultos vulneráveis (de 4 de junho de 2016) e o nascimento do Dicastério para o Serviço ao Desenvolvimento Humano Integral ( de 17 de agosto de 2017).

Considerado o mais claro exemplo do modelo de condução de Francisco baseado em uma sinodalidade e descentralização, o Conselho foi constituído no dia 28 de setembro por 8 cardeais. Quando foi anunciada sua primeira formação no hoje distante sábado, 13 de abril de 2013, o C8 se apresentava então ao mundo como uma ferramenta “para aconselhá-lo no Governo da Igreja universal e estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica Pastor bonus”, em relação à carta magna ainda vigente, promulgada por João Paulo II, em 1988, e que regula a composição e competências dos distintos dicastérios e organismos que formam a Cúria romana.

Além disso, o então C8 foi um dos primeiros sinais da forma de governo que o Papa argentino queria imprimir a seu pontificado. Seu porta-voz naquele momento, Federico Lombardi, acrescentava que com a formação do grupo, Francisco queria dar “um sinal e mostrar que recebeu as sugestões que tinham sido apresentadas nas Congregações anteriores ao conclave”.

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