Cardeal O'Malley: Os líderes da Igreja devem responder ao abuso sexual de maneira "rápida"

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11 Setembro 2018

O arcebispo de Boston falou ao Vaticano News no final da nona assembleia plenária da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores, que foi realizada em Roma, de 7 a 9 de setembro.

A reportagem é de Gerard O'Connell, publicada por America, 09-09-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

“É crucial a palavra das vítimas dirigida aos líderes da Igreja para fazer com que todos entendam o quanto é importante uma resposta de maneira rápida e correta a todas as situações de abuso”, disse o cardeal Sean P. O'Malley.

O cardeal, que é presidente da Pontifícia Comissão para Proteção de Menores (PCPM), estabelecida pelo Papa Francisco em 2014, acrescentou que “especialmente diante da situação atual, onde a Igreja se mostra incapaz de responder com sinceridade e de dar prioridade a esse tema, todas as nossas outras atividades de evangelização, obras de caridade e de educação vão sentir da mesma forma - com um impacto negativo. Devemos nos preocupar com isso agora", afirmou O’Malley.

Isso tudo parecia ser uma referência ao relatório do grande júri sobre o abuso de menores na Pensilvânia e o abuso de menores pelo antigo arcebispo cardeal de Washington, Theodore McCarrick.

O’Malley explicou que uma das responsabilidades do PCPM é ouvir as vítimas e convidar os sobreviventes a se dirigirem às reuniões plenárias. Desta vez, disse o cardeal, a comissão ouviu de uma mulher da América Latina e da mãe de duas vítimas adultas dos Estados Unidos que foram abusadas por um padre. "A voz das vítimas é realmente importante", disse o cardeal O'Malley.

Segundo o cardeal, os membros do PCPM também haviam dirigido uma reunião de 200 novos bispos em Roma na semana passada, organizada pelas Congregações para os Bispos e pela Evangelização dos Povos. Os bispos foram nomeados pelo Papa ao longo do último ano.

Para esse ano, o cardeal afirmou ter convidado Marie Collins, sobrevivente irlandesa de abuso clerical - como fez em ocasiões passadas -, mas que não pôde participar do evento. Collins enviou uma mensagem gravada em vídeo que foi muito apreciada. O’Malley disse que a contribuição de Collins foi importante para os bispos.

O’Malley destacou o fato de que o PCPM está desenvolvendo métodos de verificação para as conferências episcopais quando realizam suas visitas de cinco em cinco anos à Santa Sé, através das quais podem demonstrar que criaram diretrizes para a proteção de menores e pessoas vulneráveis ​​que foram solicitadas pelo Papa.

Um comunicado de imprensa divulgado pelos membros do PCPM. "refletiram sobre os recentes desenvolvimentos na Igreja global que afetaram negativamente tantas pessoas, incluindo vítimas/sobreviventes, famílias e a comunidade de fiéis". O cardeal também disse que as questões levantadas nos últimos meses "não apenas focam o olhar do público na seriedade de abuso, como transforma isso tudo em uma oportunidade de chamar as pessoas para a missão de prevenção, visando um futuro diferente da nossa realidade”.

O comunicado sublinhou que uma das responsabilidades do PCPM é trabalhar com os sobreviventes e estabelecer projetos pilotos para esse fim em diferentes países, começando pelo Brasil, “como um mecanismo para criar espaços seguros e processos transparentes pelos quais as pessoas que foram abusadas possam se beneficiar”.

Os membros do PCPM participaram de mais de 100 oficinas de salvaguardas em Igrejas de diferentes países, como forma de ajudar a Igreja local a prevenir o abuso.

Em 2019, o PCPM patrocinará uma conferência de salvaguarda para os líderes da Igreja na Europa Central e Oriental. No mês de abril, também trabalhará com a conferência dos bispos brasileiros e oferecerá uma semana de formação de salvaguardas para bispos e formadores, em Aparecida, no Brasil. Em novembro de 2019, os membros do PCPM irão comandar uma reunião dos bispos da América Latina no México. Em 2020, co-patrocinará um congresso sobre a proteção de menores nas Américas em Bogotá, Colômbia.

O comunicado disse que a comissão terá reuniões com a Congregação para a Doutrina da Fé e com a Conferência dos Bispos Italianos "para continuar os esforços de colaboração no campo da proteção infantil".

O Papa Francisco estabeleceu o PCPM em 2014, para o aconselhar sobre as ações a serem tomadas ao combate do abuso de menores na Igreja e assistir às conferências dos bispos em todo o mundo no trabalho de salvaguardar as crianças e como medida na prevenção de abusos. Francisco renovou o mandato da comissão em fevereiro deste ano e nomeou 16 membros (oito homens e oito mulheres) de 15 países, incluindo sobreviventes que pediram a omissão de suas identidades.

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