Quando um sinal de reverência se transforma em assassinato

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22 Junho 2020

A Igreja Metodista Unida dos Estados Unidos programou um culto virtual, sob o tema “Desmantelamento do Racismo: Pressionando a Liberdade”, para o qual convida toda a comunidade cristã a “orar e lamentar o racismo em nosso meio”, na quarta-feira, 24 de junho, às 12h no horário de Nashville, Tennessee, sede da igreja. 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

“Reconhecemos o racismo como um pecado”, diz a declaração divulgada pelos metodistas estadunidenses, que se comprometem, mediante diversas ações e atividades, “a desafiar sistemas injustos de poder e acesso”. Para tanto, produziu materiais de estudo, oração e celebração para serem usados nas congregações. 

Um desses materiais é a devoção “Sem justiça, sem paz”, escrita em resposta ao assassinato de George Floyd. O texto traz questões para a reflexão. Se ajoelhar-se é um ato de reverência ao que se considera sagrado, “como alguém se ajoelha na parte de trás do pescoço de outro homem, ouve seus gritos de libertação de traumas, chamando por sua mãe, e ainda assim continua nesse ato”, indaga o texto da devoção referindo-se à atitude do policial branco que matou Floyd no dia 25 de maio, em Minneapolis

O pastor F. Willis Johnson, de Ferguson, Missouri, pede ações além de orações. “Nossas vigílias de oração e momentos de silêncio tornaram-se alternativas rasas e fáceis de usar nossas vozes como Deus nos pede. Não podemos mais apenas organizar vigílias de oração para reconciliar o que nunca experimentamos. Não podemos continuar atacando um ao outro e depois orar por perdão”, enfatiza. 

Daí que a campanha “Metodistas Unidos são contra o racismo”, lembrando que Jesus chama as pessoas a participarem da obra de libertação dos oprimidos, se compromete a trabalhar por oportunidades iguais e equitativas de emprego e promoção, educação e treinamento, defendendo acesso à moradia, crédito, empréstimos e seguros para tod@s. 

A campanha também disponibiliza sugestões de como conversar com crianças sobre racismo. “Crianças geralmente expressam fortes realizações de justiça”, frisa o ministro de Engajamento Online da Rethink Church, reverendo Ryan Dunn. “Incentive-as a não ignorar situações injustas”, recomenda. 

Também o Conselho para a Missão Mundial publicou declaração intitulada “Não posso respirar”, na qual denuncia que as comunidades étnicas negras e minoritárias, assim como @s trabalhador@s migrantes, “são tratad@s como mão-de-obra barata e descartável” que têm frequentemente direitos negados. 

“O covid-19 revela a pandemia de desigualdade que está ao nosso redor”, diz o manifesto. “Vivemos dentro do contexto muito hostil de dois mundos supreendentemente diferentes – o mundo dos privilegiados e o dos menos privilegiados, o mundo dos brancos e dos pretos e pardos, o mundo dos que têm e o dos que não têm”. A declaração da Missão Mundial afirma que esses dois mundos “são o resultado do racismo entrincheirado, que alimenta a violência sistêmica contra negr@s e minorias étnicas, perpetua injustiças e gera pobreza”.

 

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