Vulnerabilidade da população negra à violência policial e à pandemia revela racismo estrutural no Brasil

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • O cálculo político de Ciro Gomes

    LER MAIS
  • Tomar a Bíblia ao pé da letra

    LER MAIS
  • A riqueza dos mais ricos cresce um trilhão durante a covid. O ranking dos patrimônios

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


20 Junho 2020

A mais ampla e intensa onda de protestos contra o racismo nos EUA desde o assassinato do ativista Martin Luther King em 1968, impulsionada pelo assassinato de George FLoyd, um homem negro asfixiado até a morte por um policial branco, repercutiu em todo o mundo, inclusive no Brasil, e veio ao encontro de uma realidade que o Brasil conhece bem. No Rio de Janeiro,duas manifestações em torno do movimento global Black Lives Matter (em português, Vidas Negras Importam), uma no centro da cidade e outra em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro, gritavam pelo fim das mortes de jovens negros nas favelas, como a de João Pedro de 14 anos assassinado em abril dentro de casa durante uma operação policial em São Gonçalo. Aqui como nos EUA, os negros têm sido o alvo principal da brutalidade policial.

A reportagem é de Andréa Vilhena, publicada por CEE-Fiocruz, 11-06-2020.

O blog do CEE-Fiocruz convidou dois pesquisadores para discutir o tema do racismo, estrutural e institucional, instalado no país, Palloma Menezes, professora do Departamento de Ciências Sociais da UFF, e Alexandre Magalhães, professor do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS, ambos integrantes da equipe de pesquisa do Dicionário de Favelas Marielle Franco.

“As denúncias e notícias relacionadas tanto aos casos de violência policial quanto aos cuidados que dizem respeito aos impactos do novo coronavírus nos revelam algo acerca do racismo estrutural, institucionalizado e culturalmente enraizado que organiza as relações sociais no Brasil”, destaca Alex, no artigo Racismo Estrutural no Brasil.

Como forma de luta pela sobrevivência, a população negra, maioria dos habitantes de áreas com baixo IDH nas grandes cidades brasileiras, em geral favelas e periferias, tem buscado formas para se proteger da ameaça da Covid-19. Nesse contexto, “as organizações locais têm tido um papel muito importante, de crítica à situação atual por um lado e de apresentação de soluções por outro... dando uma aula de (articulação), que é fruto de associações e mobilizações já existentes há muito tempo, mas também da urgência do momento”, mostra Palloma em entrevista concedida ao blog.

 

Notas:

  • Artigo Racismo Estrutural no Brasil, de Alexandre Magalhães. Disponível aqui.
  • Entrevista com Palloma Menezes. Disponível aqui.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Vulnerabilidade da população negra à violência policial e à pandemia revela racismo estrutural no Brasil - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV