Itália. O coronavírus dentro dos muros do convento de Tortona: cinco freiras já morreram

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Manifesto do Laicato em apoio aos bispos que subscreveram a “Carta ao Povo de Deus” com 1440 assinaturas no primeiro dia

    LER MAIS
  • Com mais de 1.500 assinaturas, Padres da Caminhada relançam mensagem de apoio à Carta ao Povo de Deus dos bispos

    LER MAIS
  • “A pandemia viral é o resultado da pandemia psicológica e espiritual”, afirma Gastón Soublette

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


26 Março 2020

Outras treze irmãs estão hospitalizadas: algumas em estado grave.

A reportagem é de Federica Cravero, publicada por La Repubblica, 25-03-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Elas adoeceram sem que ninguém percebesse, sem que ninguém entendesse como o vírus se infiltrou nas paredes daquele convento em Tortona. E morreram em silêncio, como em silêncio viveram. Em duas semanas, chegou a cinco o número das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, uma congregação ligada à figura de Dom Orione, que não suportaram a agressividade do coronavírus.

Irmã Maria Caterina Cafasso, 82 anos, e Maria Ortensia Turati, 88 anos, madre superiora por 12 anos até 2005, foram as primeiras a morrer uma após a outra, no hospital Tortona, que hoje se transforma em hospital Covid. Na segunda-feira, outras duas irmãs, irmã Maria Filomena Licitra, 98 anos, e Maria Ulisia Felici, não resistiram. Por fim, ontem à noite, foi a vez da irmã Maria Cristina Fontes, 91 anos, se despedir do mundo.

Mas o balanço poderia piorar. Seu padre confessor, Cesare Concas, 81 anos, também morreu em 20 de março no hospital de Novi Ligure. Após a hospitalização das freiras ele também começou a passar mal e a doença não lhe deixou saída. E há uma preocupação dolorosa pelas outras 13 irmãs que ainda estão hospitalizadas porque são positivas para o coronavírus, algumas em condições muito sérias.

Aquelas sem sintomas entre as 41 religiosas do mosteiro foram transferidas para outra estrutura da cidade, para passar a quarentena. Os cinco funcionários da instalação também estão sob observação, e estão em suas casas em isolamento.

Levou dias para perceber que havia um surto de infecção oculto nas paredes do convento e a ASL foi avisada desse contágio maciço. Naquele momento, Mario Raviolo, médico da unidade de crise, entrou rapidamente em um helicóptero dos carabinieri carregado com material médico para ir ao mosteiro que se tornara um barril de pólvora bacteriológico.

Ele foi o primeiro a visitar as religiosas e a entender que os sintomas que muitas delas haviam desenvolvido eram compatíveis com os da Covid-19. Uma suspeita que foi confirmada depois, com os primeiros testes. No pátio do convento, a proteção civil montou duas tendas para administrar a emergência e acomodar os profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e nos exames.

No dia seguinte, às oito da manhã, uma longa caravana de 20 ambulâncias havia deixado a casa-mãe, via Don Sparpaglione, em direção ao hospital de Tortona. Mas a hospitalização não foi suficiente para salvar a vida das freiras. Um massacre que se agrava dia após dia acompanhando o crescimento trágico dos contágios e das vítimas no resto do Piemonte.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Itália. O coronavírus dentro dos muros do convento de Tortona: cinco freiras já morreram - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV