Patriarca Bartolomeu: “O Documento sobre a Fraternidade é uma bússola”

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • Charles Chaput, arcebispo emérito da Filadélfia, chama o Papa Francisco de mentiroso

    LER MAIS
  • Rico ri à toa

    LER MAIS
  • Por dentro do Sínodo: falar com franqueza, ouvir com atenção. Artigo de Austen Ivereigh

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


05 Fevereiro 2020

O Patriarca Bartolomeu, em Abu Dhabi, encontrou-se com o primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, e anunciou uma visita oficial a Atenas, “se Deus quiser”, no mês de maio. Ele não disse nada sobre a possível presença do Papa Francisco. Semanas atrás, algumas fontes falaram de uma nova viagem ecumênica.

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 04-02-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Entre os convidados mais ilustres que participam das comemorações do primeiro aniversário da assinatura do Documento sobre a Fraternidade, que ocorrem em Abu Dhabi, um ano após a visita do Santo Padre Francisco (3 a 5 de fevereiro de 2019), está Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, que falou na manhã dessa terça-feira, 4.

O patriarca enfatizou com preocupação o fato de que muitas regiões do mundo passam por momentos difíceis ou, melhor, muito difíceis. Frequentemente, , especificou ele, são situações em que se inserem fenômenos terroristas e extremistas, que não têm nada a ver com as religiões, com as confissões religiosas, mesmo que, muitas vezes, esses movimentos se refiram a princípios religiosos.

Trata-se, observou o patriarca, de algo que deve ser denunciado e rejeitado, porque nenhuma religião verdadeira exclui ou persegue, pelo contrário... As fés religiosas pregam, difundem e encorajam o amor, a tolerância e a aceitação solidária do outro.

“As religiões – acrescentou – não podem substituir a política e não pretendem fazer isso. No entanto, elas podem inspirar atividades civis e políticas, sensibilizando para o progresso da coesão social, para a proteção da criação, para o desenvolvimento sustentável e para a instauração de uma cultura de fraternidade.”

Depois, Bartolomeu debruçou-se sobre a necessidade e sobre a natureza do diálogo inter-religioso, útil e oportuno, para enfrentar também aqueles que, em vez disso, usam as religiões para semear o ódio. O encontro e a colaboração entre diferentes confissões religiosas é um sólido apoio à defesa da dignidade humana e ajuda a dar cada vez mais solidariedade e proximidade aos mais fracos e indefesos.

O diálogo entre religiões, concluiu o patriarca, é um verdadeiro antídoto contra a intolerância e o ódio, e, portanto, serve para promover o oposto: a fraternidade e a igualdade entre as pessoas.

O Documento sobre a Fraternidade, nas relações entre Oriente e Ocidente, na luta contra toda forma de violência, é uma bússola que pode garantir cooperação, tolerância e amizade, disse Bartolomeu, encerrando a sua fala.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Patriarca Bartolomeu: “O Documento sobre a Fraternidade é uma bússola” - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV