O mundo pertence a Greta e às suas irmãs

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16 Março 2019

“Os nossos políticos serão lembrados como os maiores malvados de todos os tempos se optarem por não ouvir, por não agir.” Assim afirma Greta Thunberg, a ativista sueca de 16 anos, a respeito da Comissão Europeia no dia 21 de fevereiro passado. Mas não há apenas Greta: as vozes dos jovens ambientalistas de todo o mundo estão se tornando cada vez mais fortes e decididas, e foram ouvidas nessa sexta-feira, 15, na Global Strike for Future [Greve Global pelo Futuro].

A reportagem é de Ludovica Di Ridolfiin, publicada em Il Fatto Quotidiano, 15-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em 98 países, envolvendo mais de 1.300 cidades, estudantes de escolas e universidades se manifestarão do lado de fora das prefeituras e dos Parlamentos nacionais para pedir compromissos concretos contra as mudanças climáticas que estão destruindo o planeta. A Itália está entre as nações mais ativas, com as suas 109 praças, de norte a sul do país. Tudo a exemplo de Greta, que, em dezembro do ano passado, começou a protestar diariamente em frente ao Parlamento de Estocolmo, empunhando o cartaz: “Greve da escola pelo clima”. E, em poucos meses, conseguiu envolver centenas de coetâneos e coetâneas.

Um antigo estudo – estamos falando de 2007, há mais de 10 anos – já mostrava que, entre as crianças entre 10 e 14 anos de idade, a metade da amostra estava profundamente preocupada com o aquecimento global: e uma em cada 4 temia até que o mundo acabaria ao longo das suas vidas.

Entre os manifestantes e os organizadores das greves, sem faltar os meninos, as líderes desse movimento juvenil são, acima de tudo, jovens mulheres.

Greta Thunberg (Suécia) – No começo, foi ela. Ela recebeu recentemente o prêmio de “Mulher do Ano” da Suécia e foi proposta para o Prêmio Nobel da Paz. No fim de abril, será lançado na Itália o seu primeiro livro, “La nostra casa in fiamme” [A nossa casa em chamas] (Ed. Mondadori). “Eu sou apenas uma mensageira, não estou dizendo nada de novo, estou apenas reiterando o que os cientistas repetidamente afirmam há décadas. Estou aqui para lhes informar que a mudança está chegando, quer vocês gostem ou não”, disse ela em uma das suas quintas-feiras na frente do Parlamento de Estocolmo.

Youna Marette (Bélgica) – Aluna de 16 anos, fez-se conhecer pelo seu discurso na Cúpula C40 de Paris: “Não defendamos a natureza: nós somos a natureza que se defende”. Youna pertence ao movimento Génération Climat, que, nas últimas semanas, organizou manifestações durante o horário escolar. Junto com ela, Anuna de Wever e Kyra Gantois (17 e 19 anos): desde o início de 2019, todas as quintas-feiras, as duas jovens mobilizam milhares de coetâneos nas praças de Bruxelas.

Alexandria Villasenor (EUA) – Treze anos são poucos, mas são o suficiente para testemunhar os incêndios que devastaram a Califórnia, sua cidade de origem, há poucos meses. Por isso, Alexandria protesta todas as sextas-feiras há 13 semanas na frente da sede da ONU: pede uma redução clara na emissão de gases do efeito estufa.

Louisa-Marie Neubauer (Alemanha) – É o rosto alemão do movimento pelo clima. Ela tem 22 anos e tem um “passado” de ativista entre manifestações e campanhas. Ela colabora com o Greenpeace e, apoiada pelos 190 grupos ambientais locais, está lutando pela erradicação do carvão até 2030.

Nadia Sparkes (Reino Unido) – Os valentões a chamavam de “menina-lixo”, porque todas as manhãs ela limpava as ruas carregando tudo o que recolhia na cesta da sua bicicleta antes de ir para a escola. A britânica de 12 anos é agora embaixadora naturalista da WWF.

Ariane Benedikter (Itália) – Natural do Tirol do Sul, 18 anos, há dois dias ela recebeu do presidente italiano, Sérgio Mattarella, o reconhecimento de “Alfiere della Repubblica”. Ela foi representante da Itália e vice-presidente da ONG Plant for the Planet.

Ridhima Pandey (Índia) – Ela tem apenas nove anos, mas o país já ouviu falar dela: Ridhima dirigiu-se ao Supremo Tribunal indiano pedindo medidas para conter enchentes, inundações e desmoronamentos que atingiram o seu Estado de origem (Uttarakkhand), matando milhares de pessoas.

Riikka Karppinnen (Finlândia) – Ela vem da Lapônia, uma terra que ela conseguiu se proteger da abertura de mais uma mina quando ela tinha apenas 15 anos, em 2009. Hoje, ela tem 24 anos, é membro do Partido Verde Finlandês, e a sua história foi contada no documentário de Petteri Saario, “Aktivisti”.

Melati e Isabel Wijsen (Indonésia) – A Indonésia é o segundo Estado do mundo em termos de poluição produzida pelo plástico. As irmãs Melati e Isabel (16 e 18 anos), naturais de Bali, fundaram a associação “Bye Bye Plastic Bags”, que hoje reúne milhares de jovens com o objetivo de limpar as praias da ilha das sacolas plásticas.

Marinel Ubaldo (Filipinas) – A sua família perdeu tudo por causa do tufão Haiyan, há seis anos. Desde então, Marinel, 22 anos, começou a travar a sua cruzada pela defesa do ambiente: “A minha mensagem aos líderes mundiais é simples: as mudanças climáticas já estão acontecendo. E é um problema que diz respeito a todos nós”.

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