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15 Março 2019

Jovens, conscientes, zangados e determinados. Na linha de frente com banners escritos à mão para pedir aos poderosos do mundo que não lhes "roubem o futuro". Em todo o mundo, estima-se que em cerca de 150 países, na sexta-feira 15 de março, milhares de estudantes farão greve da escola pelo clima.

A reportagem é de Giacomo Talignani, publicada por La Repubblica, 12-03-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Marchas, passeatas, manifestações em todas as cidades - do Brasil à Austrália passando por centenas de encontros europeus - para romper o silêncio e elevar a voz diante das instituições sobre a necessidade de agir imediatamente, com leis e compromissos imediatos na tentativa de preservar o Planeta, acossado pela mudança climática. A iniciativa global "FridaysForFuture" (FFF) recebe o nome das greves realizadas justamente às sextas-feiras pela adolescente sueca de dezesseis anos, Greta Thunberg. Essa garota que se tornou famosa em todo o mundo iniciou, sozinha, a protestar com cartazes em frente ao parlamento sueco em 20 de agosto de 2018. Ela pedia aos políticos maior atenção ao problema das emissões, da poluição, dos gases de efeito estufa que estão colocando em risco o futuro de inteiras gerações.

Porque

Greta não só pede para respeitar os acordos tomados primeiro em Paris durante a Cop 21 e depois na recente Cop24 na Polônia, onde falou diante dos delegados da ONU, mas para "fazer mais. Não podemos resolver uma crise sem tratá-la como uma crise". Um compromisso, como já foi solicitado pelos cientistas, para evitar que as temperaturas subam 1,5 graus em relação aos níveis pré-industriais. De fato, novos aumentos levariam a perdas de biodiversidade, alimentos, criariam milhões de refugiados climáticos e deteriorariam ainda mais uma Terra já em sofrimento por erosão costeira, acidificação oceânica, fenômenos climáticos cada vez mais poderosos e imprevisíveis, aumento da temperatura dos oceanos, ar poluído e fauna e flora ameaçadas de extinção, só para mencionar alguns dos pontos críticos.

Onde

A greve será realizada simultaneamente na sexta-feira, 15 de março em todo o mundo. Greta Thunberg estará na Suécia, onde vive e começou seu protesto. Em cada país, os estudantes protestarão em várias cidades, principalmente em frente aos palácios do poder ou a instituições. Foi criado um mapa dos encontros. Na Itália, para tentar coordenar as várias iniciativas, nasceu um núcleo do movimento chamado FridaysForFuture Italy, presente com informações na página do Facebook de mesmo nome. Os eventos italianos de FFF podem ser consultados também nesse mapa específico.

Quem

A iniciativa da greve nasce principalmente de estudantes de todas as escolas, de todas as idades, e é coordenada e apoiada pelo movimento "FridaysForFuture", que tem responsáveis em cada país. Embora tenha nascido de estudantes que pretendem, segundo a mensagem lançada por Greta, fazer greve da escola para enviar "um sinal aos poderosos", a iniciativa se expandiu autonomamente nos últimos meses para famílias, pais e cidadãos de todas as idades preocupados com a mudança climática. Os membros de outros movimentos, do Rise for Climate à Extintion Rebellion, participarão das marchas. Tendo em vista a greve nas últimas semanas em vários estados, surgiu uma polêmica parcial sobre quem deveria participar ou não da iniciativa, uma vez que se trata principalmente uma ação estudantil: o convite para participar - disseram os organizadores em algumas entrevistas - está aberto a todos aqueles que queiram levantar a voz sobre o problema, mas não deve ser um "momento a ser instrumentalizado para fins políticos". Espera-se uma grande afluência de pessoas às várias greves no mundo: em 24 de janeiro passado, 30.000 estudantes foram às ruas na Bélgica e 10.000 na Alemanha.

Como

Estudantes ou cidadãos que desejam contribuir para a causa lançada por Greta Thunberg podem consultar o site do evento para obter informações. Os coordenadores convidam a postar fotos, vídeos e material multimídia usando as hashtags #Fridaysforfuture e #Climatestrike.

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