Austrália. Arcebispo emérito acusado de acobertar um caso de pedofilia é absolvido

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07 Dezembro 2018

Um juiz da Austrália absolveu hoje, 06 de dezembro, o ex-arcebispo de Adelaide, Philip Wilson, ao aceitar seu recurso contra a sentença de um ano de prisão domiciliar que lhe fora imposta por acobertar um caso de pedofilia.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 06-12-2018. A tradução é de André Langer.

Wilson, de 68 anos, foi considerado culpado em maio por acobertar, durante uma investigação policial realizada entre 2004 e 2006, os abusos sexuais cometidos pelo padre James Fletcher contra dois de seus coroinhas na década de 1970.

O juiz Roy Ellis, do tribunal distrital de Newcastle, no Estado de Nova Gales do Sul, revogou a sentença imposta por uma instância inferior, segundo confirmaram à Agência Efe fontes judiciais desse Estado.

O magistrado considerou que a acusação não conseguiu provar além de dúvidas razoáveis a culpa do prelado, que ele qualificou como uma testemunha honesta e consistente.

“Não há base adequada na qual se possa confiar para rejeitar as provas do apelante”, disse o juiz de acordo com a cadeia ABC.

Wilson, o mais alto cargo da Igreja católica condenada por crimes relacionados à pedofilia na Austrália, alegou durante o julgamento que não se lembrava da denúncia feita pelas vítimas.

Fletcher foi condenado pelos abusos em 2004 e morreu na prisão dois anos mais tarde.

A promotoria, que também entrou com um recurso para que Wilson cumprisse a pena na prisão, não quis se manifestar à Efe para confirmar se apelaria da decisão.

Uma comissão oficial que investigou a resposta de instituições australianas aos casos de pedofilia revelou que a Igreja católica, com fortes raízes no país, recebeu denúncias de 4.500 pessoas por supostos abusos de cerca de 1.880 religiosos e sacerdotes entre 1980 e 2015.

O Papa Francisco aceitou a renúncia de Wilson como arcebispo de Adelaide em 30 de julho.

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