Arcebispo australiano é condenado por encobrir abuso sexual

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24 Maio 2018

Arcebispo de Adelaide, Philip Wilson, foi condenado terça-feira e enfrenta a possibilidade de ficar dois anos na prisão.

A reportagem é publicada por Crux, 22-05-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

O magistrado Robert Stone proferiu o veredito contra o arcebispo no Newcastle Local Court (tribunal local de Newcastle), ao norte de Sydney.

Wilson, 67, tinha se declarado inocente a respeito de saber sobre os crimes de um padre pedófilo na década de 1970. No mês passado, ele negou, sob juramento, que dois antigos coroinhas haviam lhe dito ter sido abusados sexualmente.

Wilson, que foi diagnosticado com estágios iniciais da doença de Alzheimer, disse que tinha conhecido um dos ex-coroinhas e sua família quando era um padre assistente da região de Hunter Valley, ao norte de Sydney em meados da década de 1970.

Mas o arcebispo disse que não lembrava que o rapaz havia lhe dito, em 1976, ter sido abusado sexualmente pelo padre James Fletcher em 1971.

Wilson disse que era improvável que a conversa tivesse acontecido, uma vez que o rapaz disse ao tribunal em dezembro que havia detalhado graficamente ao arcebispo o que Fletcher teria feito.

"Não acho que eu teria esquecido isso", disse Wilson ao tribunal.

Perguntado por seu advogado, Stephen Odgers, o que teria feito se o rapaz lhe dissesse sobre o abuso, Wilson respondeu que sua primeira atitude teria sido fornecer cuidado pastoral para o rapaz de 15 anos na época e sua família.

O arcebispo disse que ele também teria informado as alegações para seus superiores.

Em 2004, Fletcher foi considerado culpado de nove acusações de abuso sexual. Ele morreu na prisão em consequência de um AVC no ano de 2006, enquanto cumpria sua pena de quase oito anos de reclusão.

Wilson disse ao tribunal que ele não estava ciente de que Fletcher tinha abusado de rapazes.

Perguntado por Odgers se ele tinha tido alguma suspeita sobre Fletcher, Wilson respondeu: "Não tive nenhuma."

O antigo coroinha alegou que confiou que Wilson iria tomar medidas contra o padre pedófilo depois de revelar o abuso, mas Wilson não fez nada.

O segundo ex-coroinha alegou que tinha cerca de 11 anos quando entrou no confessionário para dizer a Wilson que Fletcher tinha abusado dele.

A testemunha alega que Wilson disse que ele estava mentindo porque Fletcher "era um cara legal". A testemunha disse que Wilson o mandou para fora do confessionário e o mandou rezar 10 Ave Marias como um ato de contrição.

Wilson disse que não tinha nenhuma memória de ver o segundo coroinha em 1976 e que nunca acusava ninguém no confessionário de contar mentiras.

Questionado sobre sua saúde, Wilson disse que a medicação prescrita, que ele estava tomando para tratar a sua doença de Alzheimer, tinha ajudado a melhorar a sua memória, "embora não esteja perfeita."

O veredito de Wilson vem no momento em que o mais antigo cardeal da Austrália, George Pell, está para ser julgado por “crimes sexuais históricos”. Pell está atualmente em licença de seu cargo como Secretário  Para a Economia do Vaticano, e se torna o mais alto funcionário da Igreja a enfrentar acusações criminais de abuso sexual em um tribunal civil.

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