Cardeal Marx defende procedimento sinodal alemão contra críticas vaticanas

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17 Setembro 2019

Marx também insiste inequivocamente que os bispos alemães têm o direito de debater questões sobre as quais o magistério já se pronunciou.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por The Tablet, 15-09-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O cardeal Reinhard Marx defendeu firmemente o “procedimento sinodal” que os bispos alemães iniciaram junto com o Comitê Central dos Católicos Alemães (leigos) contra as tentativas de Roma de questionar sua legalidade canônica, de acordo com uma reportagem do dia 14 de setembro no jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, que afirma ter a posse exclusiva da carta de Marx. Ele também insiste inequivocamente que os bispos alemães têm o direito de debater questões sobre as quais o magistério já se pronunciou.

Marx estava respondendo a uma carta do prefeito da Congregação para os Bispos, o cardeal Marc Ouellet, de 4 de setembro, e à avaliação anexa do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, que acusava o esboço do “procedimento sinodal” de dois anos que os bispos alemães planejam realizar junto com o Comitê Central dos Católicos Alemães (leigos) de “violar as normas canônicas”.

Em sua resposta a Ouellet, Marx sugere que teria sido “mais útil” se o Vaticano tivesse buscado uma conversa com os bispos alemães “antes de enviar documentos”.

Ele repudia a acusação do Vaticano de que os bispos alemães estavam de fato realizando um sínodo sem realmente chamá-lo de sínodo e que, portanto, estavam violando a lei canônica. Tais acusações são infundadas, disse ele. “Eles (as autoridades vaticanas) sabem dos nossos protocolos”, segundo os quais os bispos alemães não escolheriam deliberadamente uma forma para as consultas que pudesse ser acusada de ser contra a lei da Igreja. O “procedimento sinodal” era um procedimento sui generis, e, portanto, os estatutos não deveriam ser vistos “através das lentes dos instrumentos do direito canônico”.

Além disso, as acusações vaticanas se referiam a um esboço que havia sido revisto há muito tempo, observou Marx. Na sua próxima plenária, na última semana de setembro, a Conferência dos Bispos da Alemanha votará os estatutos (“procedimento sinodal”) que façam justiça à “responsabilidade particular” dos bispos, com a qual Roma estava preocupada.

De qualquer forma, sublinhou Marx, nenhuma resolução seria capaz de vincular um bispo. “Talvez haja resoluções endereçadas à Conferência Episcopal ou aos bispos que, então, tomarão a decisão apropriada sobre como essas resoluções devem ser tratadas.” Se se tratar de questões que devam ser decididas pela Igreja universal, elas serão encaminhadas ao papa.

“Esperamos que os resultados da formação de uma opinião no nosso país sejam úteis para a Igreja mundial e, em certos casos, para outras Conferências Episcopais. De qualquer forma, eu não consigo entender por que as questões sobre as quais o magistério se pronunciou devam ser impedidas de qualquer debate – como sugere a sua carta.”

O cardeal afirmou que é inaceitável a suspeita de Roma de que, ao discutirem assuntos como poder, a posição das mulheres na Igreja, a moral sexual e o modo de vida sacerdotal, os bispos alemães estão ignorando a sua verdadeira vocação como pastores. “Nós, bispos, estamos fazendo aquilo a que somos chamados como pastores, a fim de libertar a evangelização e a proclamação da Mensagem de Cristo dos obstáculos que se colocam em seu caminho.”

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