Cardeal Marx fala sobre o futuro da vida sacerdotal e aponta as possibilidades de padres casados

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10 Setembro 2019

“Não se trata somente do celibato, mas sim do futuro do estilo de vida sacerdotal”, explica o cardeal Reinhard Marx, que vê possível os padres casados “sob certas condições, e em certas regiões”.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 09-09-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O presidente da Conferência Episcopal Alemã, cardeal Marx, disse que vê possível os padres casados na Igreja “sob certas condições e em certas regiões”.

Marx, arcebispo de Munique e Freising e um dos assessores mais próximos ao papa Francisco, explicou ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung que “poderia imaginar que alguém pode chegar à conclusão de que tem sentido, sob certas condições e em certas regiões, permitir os padres casados”, tal como informa katholisch.de.

O purpurado estava respondendo a uma pergunta sobre o Sínodo Pan-Amazônico do próximo mês em Roma, o qual participará.

O documento de trabalho do Sínodo contém uma solicitação para que os delegados do Sínodo estudem “para as zonas mais remotas da região, a possibilidade da ordenação sacerdotal para pessoas idosas, preferencialmente indígenas, respeitas e aceitas por sua comunidade, ainda que tenham já uma família constituída e estável, com a finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanham e sustentam a vida cristã”.

“Não se trata apenas do celibato, mas sim do futuro da vida sacerdotal”, explicou Marx ao jornal.

Os diáconos – que podem se casar – abusam menos

O cardeal disse que se preocupava “se e como se pode viver o celibato de tal maneira que seja um sinal positivo e que não agrida aos sacerdotes em sua vida”.

Como lembra katholisch.de, um estudo sobre os abusos encarregado pelos bispos alemães descobriu que os níveis de abuso infantil eram menos entre os diáconos (1%), que podem se casar, que entre os padres celibatários por obrigação (5.1%).

Marx agregou que precisamente devido à crise de abuso sexual, os seminários podem necessitar “tornar-se ainda mais estritos” nos candidatos que aceitam para treinamento ao sacerdócio.

Para ele pessoalmente, “quando se trata da maturidade pessoal de um candidato, devo ter a certeza moral de que ele pode encarar o estilo de vida celibatário” antes de ordená-lo padre.

Igual que para o Sínodo Pan-Amazônico, o celibato opcional para os padres também é um tema de discussão no “processo sinodal vinculante” da Igreja alemã, sob planejamento desde março deste ano.

Ao início dessa semana, o cardeal Rainer Woelki de Colônia advertiu que qualquer revisão dos aspectos da disciplina da Igreja universal, como o celibato sacerdotal, poderia levar a Igreja alemã a um “caminho separado” que poderia dividir o catolicismo tanto a nível nacional como global.

No entanto, o cardeal Marx rechaçou essa preocupação, explicando que com o processo sinodal “não haverá uma via alemã especial”.

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